De Rio Preto para Amazonia
Confira o diário de bordo da equipe da TV TEM de Rio Preto durante a viagem para Amazônia

Publicado em: 03/07/2009

Equipe mostra como funciona o navio da marinha por dentro

Nossa viagem à Amazônia chega ao fim. Depois de uma semana navegando pelos rios do norte do Brasil a equipe do TEM Notícias, os médicos e dentistas voluntários voltam para Rio Preto.

Na última reportagem da série, os repórteres Thiago Ariosi e João Selare mostram como é o navio da marinha por dentro e o caminho de volta pra casa.

O navio de assistência hospitalar Dr. Montenegro da marinha do Brasil passa mais de duzentos dias por ano navegando pelos rios do norte do país. Para ficar tanto tempo fora de casa, conforto é fundamental. E isso, o navio oferece. Os comandantes ficam em quartos especiais. A tripulação se acomoda nos outros espaços, todos com ar condicionado.

O entardecer no rio Amazonas deixa a paisagem ainda mais bonita. No último dia de viagem, as equipes preparam um relatório que será entregue à marinha.

Mas eles também aproveitam pra descontrair um pouco, tranquilidade nos quartos, trabalho na cozinha. O sargento Carlos Pessoa é quem prepara o jantar.

Mas não é só o jantar que já está garantido. O café da manhã também começa a ser preparado um dia antes. Alimentar toda a tripulação, mais de 50 pessoas, dá muito trabalho.

Seguimos viagem pelo rio Amazonas de volta a Manaus. Navegamos a noite toda e quando amanheceu, já é possível ver a cidade. Passamos novamente por um dos maiores atrativos turísticos de lá, o encontro das águas do Rio Negro e Solimões.

Nossa viagem na Amazônia chega ao fim quando o navio atraca no porto de Manaus. Mas ainda tínhamos pela frente cerca de 3 mil quilômetros. Voltamos a Rio Preto junto ao avião da força aérea brasileira com a sensação de dever cumprido.

Publicado em: 02/07/2009

Veja como vivem os moradores e o dia das crianças que vão para escola de barco

 

O desmatamento da floresta amazônica é uma ameaça ao meio ambiente. As clareiras deixadas pelas madeireiras no meio da mata só aumentam a cada ano. O crescimento desordenado das comunidades, a ocupação indevida do solo só ajudam a destruir ainda mais a maior floresta tropical do mundo.

O sofrimento estampado no rosto destes brasileiros revela a realidade do povo que vive no meio da floresta Amazônica: isolados do resto do mundo, longe de tudo.

Criança lá brinca no barco, não tem videogame, nem bicicleta e aprende desde cedo que a vida nesta região da Amazônia não tem conforto nem tantos cuidados.

Em uma casa pequena e feita de madeira bem perto do rio moram vinte pessoas. Cama é luxo demais pra eles, todos dormem em redes, mas não reclamam. Não ter acesso a outra realidade evita falar dos problemas. Sem exageros, a sensação é de que estamos num outro Brasil.

Não muito longe, num outro vilarejo as dificuldades são as mesmas. O transporte escolar por lá não é tão seguro. Eles vão de barco e nenhuma criança usa colete salva-vidas pra ir e voltar da aula. Além da falta de assistência por parte do governo, falta estrutura.

A escola municipal Frei Caneca tem duas salas e apenas uma professora. É a professora Eneida de Souza Barros que apesar das dificuldades, se esforça pra ensinar as crianças que moram na região. "Eles aprenderam a levar a vida assim, Morar no meio do mato e vivendo com muito pouco não é tão ruim", diz a professora. Peixe não falta mesmo. O almoço e o jantar são garantidos por eles.

A floresta Amazônica é o maior corpo florestal do planeta. A parte brasileira é calculada em 3,5 milhões de quilômetros quadrados, o que representa mais de 50% da mata. Um morador da região leva a equipe da TV TEM para o meio da floresta para conhecermos um pedaço dessa imensidão. O contraste das cores, da fauna e da flora impressiona.

A ocupação desordenada de áreas no meio da floresta trouxe prejuízos à Amazônia. Mais de 12% da mata original já foi destruída. As queimadas e o desmatamento tornaram-se constantes, uma ameaça que pode destruir um dos maiores patrimônios naturais do mundo. Levantamentos recentes mostram que a Amazônia sofreu 200 quilômetros quadrados de desmatamento. Os dados são do instituto nacional de pesquisas espaciais, o INPE. O número só não foi maior porque o tempo nublado impediu os pesquisadores de analisarem toda a extensão da floresta. O satélite conseguiu mostrar apenas uma parte da mata.


Nesta sexta-feira, na quinta e última reportagem da série nós vamos mostrar o final da expedição da marinha na Amazônia.

Publicado em: 01/07/2009

Veja fotos dos bastidores das gravações da série Amazônia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado em: 01/07/2009

Equipe da TV TEM acompanha atendimento de dentistas aos ribeirinhos

 

Muitos moradores da floresta Amazônica nunca viram um dentista na vida. Missão da Marinha que teve como voluntários médicos da faculdade de medicina de Rio Preto levou também atendimento odontológico aos ribeirinhos.

O navio Dr. Montenegro que leva saúde aos moradores da Amazônia segue viagem para a próxima comunidade, a Albano. São cerca de quinze casas e uma equipe da marinha já estava lá.

Para a agricultora Lidiani da Costa Silva, chegaram numa boa hora. Há dias, Fernanda, de 3 anos, chorava toda vez que a mãe apertava a barriga dela. A menina foi consultada pelo médico e o diagnóstico trouxe alívio para a mãe.

Na única escola da comunidade, o dia de aula vira dia de saúde. Como num mutirão de atendimento, todos os moradores se reúnem. Tudo é muito precário. A agricultora Edilene Almeida Gaspar levou  a filha para passar pelo médico.

A simplicidade desse povo impressionou o dentista Frederico Fernandes Caetano de Mello, acostumado a trabalhar em clínicas, com toda a estrutura, vários aparelhos. Situação bem diferente da vivida lá. A primeira viagem à Amazônia ele não vai esquecer. Na cadeira de dentista improvisada, ele atende os ribeirinhos que se queixam de dor no dente. Nessas situações não há muito o que fazer. A extração acaba sendo a única opção para o dentista e o paciente não reclama, pelo contrário, agradece.

Enquanto uma equipe atende os ribeirinhos, no navio que segue viagem pelo rio Amazonas, outros profissionais se preparam para começar o trabalho, mas o tempo fecha e começa a chover. A chuva engrossa mas a missão não é interrompida. O barco é carregado e os médicos e dentistas saem.

A escola Frei Caneca se transforma num posto de saúde.  Logo que a equipe da TV TEM chega, o local é preparado para os atendimentos. Dr wishnesk, dentista da marinha, faz a triagem dos pacientes.

A cadeira posicionada estrategicamente perto da janela é para facilitar o trabalho dos voluntários. A claridade ajuda na hora de aplicar a anestesia e na retirada do dente. Esta é a segunda vez que a médica Bruna Pinotti Ferreira Leite, que trabalha no hospital de base de Rio Preto, vai à Amazônia.

Fim dos atendimentos e é hora de voltar ao navio, onde toda a tripulação se encontra. Chega a noite e a viagem segue pelo Amazonas, um dos maiores rios do mundo.


Nesta quinta-feira, vamos falar sobre as comunidades, as casas, as escolas, os rios do norte do Brasil.

Publicado em: 30/06/2009

Conheça o trabalho feito pelos voluntários da Marinha do Brasil na Amazônia

 

Nossa viagem pela Amazônia a bordo do navio hospital da marinha do Brasil começa nesta terça-feira. O objetivo da missão é levar atendimento médico para os moradores ribeirinhos, gente que sofre com a falta de assistência.

Em comunidades pobres ás margens do rio Amazonas, os moradores ficam anos sem passar pelo médico. Ir ao dentista então é quase impossível. Por isso, esse trabalho voluntário no norte do Brasil é tão importante.

O dia amanhece em Parintins, uma paisagem exuberante e um espetáculo logo ás 6h30. A umidade do ar, muito alta por lá, embassa a lente das câmeras de filmagens.

É no porto de Parintins que está atracado o navio de assistência hospitalar Dr. Montenegro, da Marinha do Brasil. É nele que a equipe da TV TEM embarcou para acompanhar os médicos, dentistas, voluntários de Rio Preto que ajudaram nos atendimentos aos ribeirinhos no norte do país. Com a tripulação pronta para mais um dia de trabalho, nossa viagem começou com o apito do marinheiro.

Tudo pronto, tinhamos que fazer o caminho de volta para Manaus só que agora pelo rio. O navio precisa levar a missão de ajuda para a população ribeirinha.

O navio comprado pelo governo do acre em 1996 foi doado à Marinha do Brasil no ano 2000. Foi equipado e para levar atendimento médico para moradores que não tem acesso à saúde. A sala de parto tem vários aparelhos e uma estufa para recém-nascidos, centro cirúrgico pode ser usado para qualquer emergência, a enfermaria tem quatro leitos. O estoque de medicamentos é grande. Na sala de vacinas crianças e adultos ficam em dia com a saúde. O navio tem ainda uma farmácia com centenas de remédios, uma sala de raio-X, um laboratório para exames que ficam prontos na hora e dois consultórios odontológicos, um hospital dentro de um navio.

As casas de madeira e suspensas com estacas, chamadas de palafitas, ficam isoladas e qualquer movimento no rio chama a atenção dos moradores. O comandante avista outro navio da marinha. Toda a tripulação fica enfileirada, é uma norma militar que tem de ser seguida por todos que estão a bordo. Os dois navios se cruzam e a viagem continua.

O navio segue a 12km por hora em direção a uma comunidade carente ás margens do rio Amazonas. Já estávamos navegando há três horas e meia e a temperatura era de 33 graus. Tempo bom, sem previsão de chuva, com certeza o dia seria de muito trabalho para os médicos e dentistas que iriam atender a população ribeirinha.

As comunidades são escolhidas pela equipe da Marinha que comanda o navio. Tudo é muito bem planejado, os profissionais se dividem. Começa a preparação para deixar o navio. Os barcos são carregados pelos militares. A equipe da TV TEM acompanhou o primeiro dia de atendimento. Vinte minutos de barco e chegamos a um vilarejo. Chegar até as casas não é fácil, a subida cansa quem não está acostumado.

O esquema dos atendimentos é definido anteriormente. Em poucos minutos, o salão da comunidade é preparado para atender os moradores. As crianças são as primeiras. Cada uma recebe uma dose de um medicamento contra vermes. Os aparelhos assustam as crianças, mas o médico Leonardo Verona sempre arruma um jeitinho para descontrair. Ele é formado pela faculdade de medicina de Rio Preto e não está acostumado a atender pacientes assim, em locais improvisados, mas a experiência na Amazônia vale a pena. Quem se comporta direitinho ganha presente: creme dental e escovas pra todos!

A pescadora Euzarina Lemos Nunes tem 46 anos e 16 filhos. Todos nasceram de parto normal. A última vez que a família foi atendida por um médico foi há um ano. Os adultos também são atendidos. No consultório improvisado, eles contam como está a saúde.

Tratar os dentes só mesmo quando um dentista visita à comunidade onde tudo é muito precário e a dificuldade de locomoção adia as consultas. Por isso, todos aproveitam.

Os pacientes só são levados para o navio quando necessitam de um atendimento especializado. Na maioria dos casos, os médicos orientam e fornecem os medicamentos na própria comunidade. A presença da Marinha no vilarejo é comemorada por todos. É que se perderem essa oportunidade só daqui um ano serão atendidos novamente.


Nesta quarta-feira, na terceira reportagem da série, você vai ver o atendimento em outras comunidades e conhecer um pouco mais da região Amazônica.

Publicado em: 29/06/2009

TV TEM embarca junto no navio da Marinha do Brasil que leva saúde para Amazônia

 

Uma viagem de solidariedade. A equipe da TV TEM embarcou junto no navio da Marinha do Brasil que leva saúde para quem mora na região Amazônica. Médicos e dentistas de Rio Preto convidados para trabalhar como voluntários encontraram lá no norte do país uma realidade bem diferente.

 

Ribeirinhos que moram no meio da floresta Amazônica, afastados das cidades, sofrem com a falta de investimentos. O acesso a saúde é restrito e eles chegam a  ficar anos sem passar pelo médico.

 

Durante esta semana você vai ver também como é morar no meio da maior floresta tropical do mundo, vai conhecer os rios da Amazônia e viajar com a equipe da TV TEM para o norte do Brasil.

 

Dois milhões de habitantes, o maior centro financeiro do norte do país. Manaus, capital do Amazonas. O estado com 62 cidades tem a maior bacia hidrográfica do Brasil e o maior rio do mundo, o rio Amazonas, que nasce no Peru, passa pela Colômbia e chega até aqui. São sete mil quilômetros de extensão.

 

A cor da água explica o nome do outro rio: rio Negro, que banha Manaus. Num dos portos da cidade encontramos Anselmo, canoeiro que vive do turismo. É ele quem leva nossa equipe de reportagem para um passeio pelas águas.

 

Vamos conhecer um dos principais atrativos turísticos da região. O encontro das águas escuras do rio Negro e das águas barrentas do Solimões. Meia hora de barco e chegamos.

 

No ponto em que o rio Negro se encontra com o rio Solimões uma imagem impressionante!  Um fenômeno natural que acontece porque existe uma diferença entre a temperatura, a densidade e a correnteza dos dois rios. Uma cena que chama a atenção de turistas do mundo todo.

 

Os barcos estão sempre cheios. O encontro das águas é roteiro da maioria das agências de turismo. Em lugar nenhum do mundo isso acontece. Este é o único local do planeta em que dois rios correm lado a lado sem se misturar.

 

É em Manaus, na margem do rio Negro, que a Marinha do Brasil mantém o comando da flotilha do Amazonas. Um órgão criado há 140 anos para vigiar a fronteira com outros estados e países. Nenhum navio trafega por estas águas sem autorização.

 

No local funciona o centro de operações que controla os navios da Marinha na Amazônia. No mapa é possível saber em quais rios e onde estão atracados os navios. A equipe da TV TEM  também embarca no navio-hospital Dr. Montenegro, em Parintins, a cerca de 400 km de Manaus.

 

O projeto mantido pela Marinha do Brasil há mais de quarenta anos é chamado pelos militares de Saúde Sem Limites, leva atendimento médico a lugares afastados, comunidades pobres que precisam da ajuda.

 

Anoitece na capital do Amazonas e nossa equipe embarca no avião Bandeirante que leva cerca de vinte passageiros.  Só uma empresa aérea faz voos diários para Parintins. É a forma mais rápida de chegar ao destino principal da nossa reportagem.

 

Do alto - e à noite - não sê muita coisa. Só as luzes das pequenas cidades da redondeza, que desaparecem à medida que o avião toma altura. Sobrevoamos a floresta Amazônica por cerca de uma hora.

 

O barulho das turbinas e hélices é ensurdecedor, fica mais alto quando pousamos.

 

Para o comandante Péricles, que faz o mesmo trecho há trinta anos, foi mais uma viagem tão importante quanto as outras.

 

Na chegada a Parintins, a prova das palavras do piloto. Os pais de um recém-nascido esperam para levar o filho até Manaus.

 

A criança e os pais têm pressa, mas ainda têm de esperar pelos outros passageiros.

 

Nesse nosso primeiro dia de viagem constatamos que não é só do trabalho voluntário da marinha que os moradores da Amazônia precisam. O avião também ajuda a salvar vidas.

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