Por Ana Laura Holtz Oi pra todo mundo... Está chegando o Dia dos Namorados... Estão se preparando para comprar e montar seus presentes e declarações? Eu estou! :) Neste domingo, escutando as músicas da Banda Cheiro de Amor, ouvi uma que cabe neste blog: Tem Cheiro de Amor no Ar... Vejam a letra e o clipe... Mas afinal, qual é o cheiro do amor? Tem cheiro de amor no ar É festa na cidade, explode o coração Acende a alegria, vem Segura a minha mão Loucura a gente se encontrar
No meio dessa multidão A gente ri e chora Se beija e vai embora E fica doido de paixão Eu e você lá no Farol
Tanta gente bonita assim no por-do-sol Num lindo tom verde-amarelo a gente pintou Arrepia o corpo, solte o coração A gente faz valer a nossa emoção E essa galera linda vai gritar pra valer Amor, amor, amor
Tem cheiro de amor pelo país Deixa bater o coração e diz A gente quer é ser feliz, feliz, feliz
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“Ser mãe cadeirante não é difícil. Difícil é ser mãe.” É assim que Carolina Ignarra, 31 anos, cadeirante desde os 22, define com naturalidade sua condição. Ela é mãe da pequena Clara, hoje com 4 anos. “Sofri um acidente de moto em 2001 e tive uma lesão medular irreversível. Por isso fiquei paraplégica. Quando cheguei ao hospital de reabilitação, minha primeira grande dúvida era se poderia ter filhos. Sempre adorei crianças, dava aulas de natação para bebês”, diz Carolina, que se formou em educação física e hoje é consultora de inclusão. A resposta positiva que Carolina teve de seu médico sobre a possibilidade de ser mãe vale, de forma geral, para toda mulher com lesão medular. “Ela pode manter relações sexuais, engravidar, parir e amamentar normalmente. É claro que existem particularidades, alguns cuidados especiais que devem ser tomados, mas a gravidez é natural. A lesão restringe a mobilidade, mas a mulher não está impedida de ter inclusive um parto normal”, diz Therezinha Rosane Chamlian, fisiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretora do Lar Escola São Francisco, em São Paulo.
Carolina viveu com naturalidade essa etapa importante de sua vida, mas conta que as mães que não são cadeirantes têm curiosidade sobre a deficiência. “Sempre digo que é mais difícil ser mãe do que ser mãe cadeirante. As dificuldades que encontramos na maternidade são o entrosamento com o marido, ter certeza do que está certo ou errado e os valores que vamos deixar para os nossos filhos. Minhas dificuldades são as mesmas que as de outras mães.”
Particularidades
Depois de uma lesão medular, segundo Therezinha, a mulher passa por uma fase de choque medular, que pode durar dias, semanas e até meses. Neste período, ela sofre com a ausência de menstruação, causada pelas alterações hormonais consequentes da lesão medular. “Passada essa fase, a mulher volta a menstruar, o ciclo se normaliza e ela está apta a engravidar”, afirma a fisiatra. À medida que a gravidez evolui, a barriga cresce, o peso aumenta e a mulher cadeirante tem uma redução ainda maior na mobilidade. “Ela terá os sintomas comuns da gravidez, como cansaço, inchaço, e, além de fazer seu pré-natal com um obstetra, recomenda-se que a mãe cadeirante seja acompanhada por um fisiatra.”
O fisiatra, trabalhando em parceria com o obstetra, vai ajudar a resolver problemas mais comuns em mulheres cadeirantes, como rigidez nas pernas, aumento do risco de feridas na pele, risco de trombose e infecções urinárias.
Realização
Carolina se diz tão especial quanto qualquer outra mãe, mas, por muitas vezes teve que enfrentar desafios diferentes. “Quando eu e meu marido decidimos ter um filho, conversamos com meus pais e pedimos para ficar o primeiro ano da criança na casa deles. Não sabia como seria cuidar do bebê. Tinha medo”, conta. Os pais de Carolina apoiaram a ideia, e aí começou o aprendizado. Quando Clara completou 1 ano, e já andava, Carol e o marido se mudaram para a própria casa. “No começo, o banho foi muito difícil, mas fizemos com que esse momento fosse da Clara com meu marido.”
Cleide Souza, 49 anos, foi mãe solteira e teve que enfrentar sozinha alguns momentos difíceis na criação do filho. Ela era jogadora de basquete na adolescência e, ao trincar a coluna, aos 17 anos, teve uma lesão medular que paralisou suas pernas. “Sempre quis ter um filho, foi meu grande sonho, e minha deficiência não me impediu. Hoje meu filho está com 16 anos”, diz.
A gravidez, segundo Cleide, não teve problemas. "Minha primeira grande dificuldade foi quando meu filho começou a andar. Ele saía correndo e eu não conseguia segui-lo. Mas Deus vai mostrando os caminhos.”
Cleide aprendeu a controlar o filho com muita conversa e “olho no olho”, mesmo quando Waltinho tinha apenas 2 anos. E a criança se adaptou.
Clara também se adaptou e lida com naturalidade com a deficiência da mãe, Carolina. “Na primeira festa da escola a que fui, tive receio de como seria recebida. Mas Clara trata minha deficiência com muita naturalidade, admira, conta para os amigos que a mãe anda em uma cadeira de rodas, então foi mais fácil. Ela é uma criança madura e me iguala na sociedade. As crianças não enxergam a diferença como algo ruim.”
Sentido da vida
Ser mãe é uma realização de muitas mulheres. E para Carolina, com ou sem deficiência, a conquista é igual. “É um amor incondicional. Eu vivo uma deficiência e a aceitação inicial é sempre difícil, mas minha vida ganhou muito mais sentido com a chegada da Clara. Se passou pela minha cabeça não ser feliz por causa da cadeira de rodas, isso não passa mais. Ela fortalece meu gosto pela vida”, afirma. “Sem dúvida, meu filho foi uma grande força para mim. Nesses anos todos, quando vinha o desânimo, a vontade de parar, eu sabia que ele dependia de mim, e por isso eu tinha que ter coragem. De repente você não sente mais dor, não sente vontade de desistir. Ele é a razão da minha luta”, diz Cleide.
Fonte: G1
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Domingo é dia de todas as mães. Todas devem ganhar presentes, carinho, atenção e elas merecem. Mas algumas dessas mães são diferentes. Por isso merecem também um tratamento diferenciado. São mães que não saem nunca de perto dos filhos. Mulheres que deixaram a família e o emprego para viver em função de filhos que nasceram ou desenvolveram doenças graves e não têm previsão para sair de hospitais. São as chamadas mães de UTI. O carinho é uma maneira de amenizar uma luta de quase dois anos. “Não vou abandonar meu filho porque tenho dois filhos perfeitos em casa. Jamais. Amo meus dois filhos que estão em casa, mas amo mais o que está aqui. Ele precisa mais de mim”, diz a dona de casa Maria das Graças Nunes.
Tauã é o caçula de Maria. Abner, o da dona de casa Silvia Matos. O menino que nasceu saudável hoje não se comunica. Ainda bebê, se afogou em um balde. Está no hospital há um ano, sem previsão de alta. “Falo para ele acordar, que é tempo de despertar. Já ouvi tantos comentários sobre milagres, quem sabe?”, diz a mãe.
No jardim, a dona de casa Graziela Gonçalves de Oliveira nem acredita que hoje é possível levar a filha para respirar ar puro. Durante a gravidez, ela recebeu conselhos para abortar, por causa da má-formação do bebê: “Nunca pensei. Nem eu. Nem o pai dela. Hoje, se tivesse outro filho com má-formação, não tiraria”.
As histórias se misturam com as de outras mulheres brasileiras, que vão passar o Dia das Mães em uma UTI.
“Essas mulheres são mães de uma forma diferente. Elas têm que manifestar esse amor na sua plenitude, vinculado ao conhecimento da patologia do filho, da história dessa criança, que vai viver em uma UTI talvez a vida toda”, comenta a psicóloga Adrina Gonçalves Saito.
Em um hospital em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, o espaço é humanizado. Desenhos cobrem as paredes, brinquedos estão por toda a parte. O aquário traz tranqüilidade ao ambiente. A ideia é dar aconchego.
Ao todo, 28 crianças estão internadas na unidade de terapia infantil especializada. Outras 15 estão na fila de espera. É a única UTI em hospital público da América do Sul que oferece esse tipo de tratamento de alto nível a pacientes crônicos que dependem de aparelhos para sobreviver. Os equipamentos são de última geração. Os profissionais, altamente qualificados. Mas nada se compara a ter a mamãe sempre por perto.
Muitas dessas mulheres praticamente vivem no alojamento do hospital, onde trocam experiências. A dona de casa Juliana de Oliveira é a mais jovem. Tem apenas 23 anos. Deixou emprego, um curso técnico e mora no hospital para cuidar da filha única, que nunca foi para casa: “É o terceiro hospital em que eu estou. Desde o dia em que ela nasceu”.
Nos próximos dias essas mães vão ganhar um novo alojamento com quartos individuais.
Fonte: G1
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