Publicado em: 02/02/2010Lixo Plasticamente Gráfico |
Os trabalhos a seguir saem um pouco da parte de graffiti, mas nem tanto, pois continuam na parte que interessa: a criação da arte, a transformação e a indagação.
Pra isso mesmo, pra perguntarem e ficarem pensando, e se isso não fosse nada, por que você perde seu tempo pensando nisso? A indagação da sua parte quando pensa no porque desse tipo de arte.
Porque você precisa de respostas na sua vida! Respostas que quando você era criança, não precisava e vivia melhor sem se preocupar com nada, apenas se ocupava! O Tiago de Porto Alegre, também se ocupava quando criança com "projetos" que a falta de grana não impediram de acontecerem. Crescendo na base da maior vila de Porto Alegre, com a oficina do pai em casa, um vizinho que fabricava guitarras e toda a liberdade, tempo e despreocupação no porque das coisas iam se formando times de botão feitos com resto de espelhos de guitarras, transformando em planadores e barcos as caixas de frutas. "Com o tempo as ideias cresceram como a ambição em nossos projetos, quantas tentativas frustradas... Esta é minha real formação, vivi e cresci brincando com os resíduos que haviam à minha volta, com um pé na vila e outro na cidade, entre o dito lixo e brinquedos caros, convivendo entre as mais diversas classes sociais de minha cidade." A falta de dinheiro nunca foi motivo para ele parar de criar, e sim o contrário. Isso desde o início mesmo... com 6 anos fez o primeiro boneco e não foi nem pra ele, foi para a avó. Agora vou colocar o que está escrito no e-mail que recebi do Tiago, ali no final... onde se assina o e-mail. A&U Tiago Moura Bragnati ARQUITETURA.URBANISMO.ARTE&CRIAÇÃO
Acho que não preciso dizer mais nada!



Até hoje...caixas... 
Entendam o que bem entenderem... 







O primeiro para a vovó! Esse não poderia ficar de fora... |
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Publicado em: 26/11/2009Digital Blackbook |
Outro dia, eu fuçando por aí e...BUM! Achei muito louco isso! Eu já vi várias formas de arte, algumas que nem sei se são, outras nem sei se podemos chamar de arte, afinal na minha opinião, graffiti é arte, mas também design é um tipo de arte, seja ele digital ou o tradicional, na mão. Tem aqueles graffitis feitos com laser e luzes agora, onde são usados prédios e tudo mais como suporte para expor. Dizem que é arte... Não sei se concordo, mas quem sou eu pra contestar?! Sei que isso que vou mostrar agora pode não ser considerado arte por muitos graffiteiros e pichadores, e até por designers, quem sabe... Eu mesmo sou meio tradicional quando se trata de graffiti, mas isso é muito bom! Talvez eu pense assim por ser designer também, ou talvez eu pensasse assim mesmo que não fosse. Então quem quiser comentar e expor a opinião, está aberto o canal ae, é só gritar! Abraço e enjoy mais uma vez! Graffiti Analysis 2.0 (Digital Blackbook) - BLK River (Vienna) from Evan Roth on Vimeo. |
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Publicado em: 01/11/2009A repressão não tem "Veiz" |
Imagine se houvesse incentivo o que poderia acontecer! Um dia sua professora, lá atrás na 4° série dá uma advertência porque ele desenhava nas bordas de todas as páginas do seu caderno. Acho que se acontece isso com a maioria das pessoas, elas param de desenhar para não levar outra advertência. Aí que aparece quem tem o dom natural para o desenho. Gabriel Veiz não parou, nunca mais!
A partir daí tudo foi desenho até encarar sua primeira pintura com uma lata de spray na mão, aos 12 anos e se tornou um verdadeiro viciado, um dia com apenas 15 anos sendo até detido pela polícia por ter pintado um engenho da prefeitura. Se ele não parou nem com uma advertência na escola quando era pequeno, não seria a polícia que iria conseguir impedir a evolução da arte de Gabriel. HAHAHA!!! Depois disso sua vida virou desenho, tudo que ele pensava, olhava e tocava virava desenho e isso levou ele a entrar na faculdade Federal de Pelotas, cursando Bacharel em Artes Visuais - habilitação em pintura, escultura e gravura. Vieram as exposições, resultado de um trabalho original, com identidade própria e personagens criados a partir do cotidiano de vida dele.
Entre as expos, se destacam a Bienal de Arte Ciência e Cultura realizada na Fundição Progresso no Rio de Janeiro, uma das mais importantes entre as bienais do Brasil, e logo depois expôs também no Circo Voador / RJ. Expôs em um dos museus mais conceituados do Brasil. o Palácio das Artes em Belo Horizonte / MG e fez uma obra permanente na Funarte, também em Minas Gerais. Expôs na Galeria Mundo Arte Global - POA / RS e no Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo em Pelotas / RS. Mas a arte que sofreu repressão da professora e da polícia não conseguiu ficar só no Brasil e foi conquistar galerias no Canadá, Austrália, e Irlanda do Norte, e ainda corre o mundo em outros países.
A arte não só ganhou outros países como também outros suportes além de muros, papel e tela. Ganhou a pele! Gabriel começou a tatuar e com apenas 1 ano nessa empreitada ele se mudou para Porto Alegre à convite de um estúdio de tattoo. Mas a coisa não parou por aí e quando estava passando suas férias em Garopaba / SC foi apresentado à marca de surf Mormaii. Viram o seu trabalho e Gabriel foi contratado e é onde está até hoje como desenhista, ilustrador, tatuador e grafiteiro viciado em artes e latas de spray que é! Agora só me resta apresentar um pouco do seu trabalho! Enjoy! 



















Aí vão uns links para ver mais desenhos do Gabriel, um deles divulgado recentemente por um site italiano de arte! www.flickr.com/veyz www.fotolog.com/gagahveiz http://lafamigliazine.com/site/blog/?p=214
É isso ae! |
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Publicado em: 05/10/2009Real Life Style |
Mais uma vez, começo um texto falando sobre o skate, para poder conseguir chegar onde quero nessa história de rua e graffiti. Assim como muitas vezes me perguntaram porque eu ando de skate, ou porque me visto de tal forma, porque escuto esse ou aquele tipo de som. O skate tem o poder de fazer uma pessoa ser influenciada por ele de tal maneira que tudo à sua volta não existiria se não fosse por ele. Conhecer pessoas, aprender muitas lições de vida, algumas vezes um pouco desagradáveis, mas muitas vezes mágicas que ficarão pra sempre na memória. É o meu caso, e é também o caso de Graziela Fonseca.
Graziela tem 25 anos mas a parte da história da vida dela que vou contar é de pouco mais de 5 anos. Em 2004 quando ela começou no carrinho, ela se viu diante de todo universo e estilo de vida que o skate proporciona, mas como ela mesma diz...
"O lance da arte de rua começou com o skate, mas o graffiti ficou guardado em algum lugar no meu coração."
E no final de 2007 finalmente ela meteu a cara! Ela muitas vezes não se sente preparada ainda, talvez pelo pouco tempo nessa viagem ou então porque está sempre em busca de evolução como artista. Essa busca por evolução fez com que ela fosse uma aluna do Mateus Grimm numa oficina de graffiti ano passado.
Mas ao mesmo tempo que tem essa resistência em relação à estar pronta ou não, surgem resultados e pessoas que não tem a arte como parte de sua vida curtem os trampos da Graziela.
"É o que me dá coragem para seguir esse caminho das ruas, seguir fazendo arte para QUALQUER tipo de pessoa, isso é o que mais me encanta."
Ela leva para a arte dela emoções principalmente. "É inevitável. A série Ponto Obscuro por exemplo remete à insegurança, quando tua mente se deixa encher de dúvidas, incertezas e tu não sabes para onde seguir. A insegurança é representada por este “fantasma preto”, que ao mesmo tempo pode ser tua imaginação, como pessoas próximas, que ao invés de te incentivar na caminhada te zicam. Sejam pessoas vivas ou até que já se foram, mas ainda não conseguiram se libertar desta vida, encostos."
A arte dela é a vida dela expressa tanto em desenho, pintura ou vetor, é insegurança, medo, questionamentos sobre o amor, egoísmo, felicidade com as coisas simples. É tudo que uma jovem que cresceu sem o pai e trabalha para pagar a faculdade de design sente e você pode conferir agora seja aqui no blog, na rua ou em alguma expo logo mais. Dá um Check! 
Série Ponto Obscuro 
serie ponto obscuro 
serie ponto obscuro 

Por do sol 




Você confere mais trabalhos da Graziela em: www.flickr.com/filhadavera www.behance.net/grazifonseca |
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Publicado em: 24/09/2009Orgulhosamente perdido! |
Andrio Catilio ficou surpreso em saber que Mateus Grimm indicou ele e eu ia escrever sobre ele aqui, já que ele não se considera um grafiteiro. Andrio conheceu Mateus na primeira oficina de graffiti que fez em 2002 em Porto Alegre. Segundo palavras do próprio Andrio :"foi aí que me perdi"(risos). O fato dele não se considerar um grafiteiro se deve ao fato de Mateus, como grande mestre que é, nunca ter focado única exclusivamente na pintura spray, mas sim em diversas técnicas de desenho. "me lembro muito bem das aulas que ele passava técnicas de sombra, perspectiva, misturas de tinta, enfim..." Aos 25 anos, encarando o segundo semestre do curso de Design, Andrio aplica sua criatividade e o que aprendeu e continua aprendendo nas suas intervenções, sejam elas na rua ou digitais. Merecem destaque três intervenções que ele próprio me disse que gostaria de me mostrar. Uma é um poster que ele está espalhando pela cidade de Porto Alegre. A outra é uma "casa" que ele pintou em um terreno baldio. E a terceira são as fotos de uma expo de lambe-lambes que rolou em Bruxelas na Bélgica que ele e outros artistas gaúchos participaram. Todo o caminho evolutivo de Andrio e muita arte louca de boa qualidade você confere agora aqui no Arte das Ruas e também nos links do Andrio no final da matéria. Muito bom mesmo! 
O Poster

O Poster

A Casa

Cartaz da expo de Bruxelas - Bélgica

Em ação

Expo em Bruxelas - Bélgica

Expo em Bruxelas - Bélgica

AND

Tem Coráge

AND e Grimm

AND"

Decanto

Ponte do Rio Guaiba - POA

CAUTION- Basic CMYK
Andrio é isso e muito mais! Você pode conferir em http://www.flickr.com/photos/andrio_catilio/ vá lá dar um check! Próxima matéria tem novidade no Arte das Ruas! Enjoy! |
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Publicado em: 16/09/2009Brasil, um país de todos... será?! |
Hoje eu estava lendo num blog um texto dizendo sobre vários grafiteiros que tomaram de assalto um muro onde antes ali haviam vários trabalhos de vários grafiteiros e agora estava cinza, porque o prefeito Kassab mandou pintar o muro de cinza! De cinzaaaaa! A cidade ja é cinza Kassab! Ele manda pintar os muros onde existem cores e formas que agradam à vista cansada, suja e irritada pela poluição do ar. Cores e formas que podem transformar a vida de uma pessoa, às vezes de um desses muleques que quando veem uma coisa dessa se interessam e vão atrás de latas para pintar também, e muitos desses já se tornaram grandes grafiteiros. Tão grandes que se tornam profissionais e expõem pelo mundo em galerias e aparecem na mídia especializada. Esses mesmos, que se acontece algum evento onde está a mídia e que tenha o graffiti relacionado, vai aparecer o prefeito Kassab também sorrindo dizendo que esse artista é brasileiro, paulista, paulistano e que tem orgulho dele e bla bla bla! Tudo mentira! Ele vai contra a própria palavra, contra o próprio pensamento.
Um exemplo, é a fundação casa, onde já existiu aulas de skate e oficinas de graffiti pois esporte e cultura sempre foram fatores que contribuiram para a reintegração de um menor infrator à sociedade. E faz bem à qualquer sujeito seja onde for!
Acho válido e apoio a ação desses artistas. Afinal, pra que serve um muro cinza? É como uma praça onde não se pode fazer nada, apenas sentar no banco e ver a vida passar, ou seja, um espaço inútil.
O kassab sempre teve e sempre terá problemas com grafiteiros e skatistas, ele é assim, quadrado, atrasado, tem mal gosto. Gosto não se discute, se lamenta. Lamento até hoje ter visto ele erguendo o dedo e atacando verbalmente um senhor num posto de saúde que reclamava de não ser atendido, atacou dizendo que esse senhor era vagabundo! Um senhor com marcas da vida no rosto, de trabalho. E ele só atacou verbalmente porque impediram ele que continuasse com o circo indo pra cima do coitado do homem. Lamento o gosto dele pelo cinza!
O arquiteto Candido Malta disse sobre o ataque ao muro que ninguém tem o direito de intervir num espaço público. Se ninguém tem direito de intervir em um espaço público, então esse espaço não é público! Se for público, tenho o direito de intervir nele, e isso não quer dizer destruição de patrimônio público. Está parecendo a democracia no Brasil. Totalmente falsa! Como pode ser democracia se o sujeito é obrigado a votar? Ele não tem nem o direito de decidir se ele quer ou não votar nesse bando de safado. Na verdade ele tem o direito de votar nulo, e se todos fizerem isso, está na constituição, que todos os candidatos são obrigados a se retirarem das eleições e dar lugar a novos candidatos. Aí não tem mais a desculpa de votar nesse ou naquele por falta de opção. Mas num país "democrático" como o Brasil, alguém acha mesmo que o governo vai informar desse direito público?! Não, ele faz propaganda na tv pra você votar, seja lá em quem for, mas os direitos verdadeiros, não! Como você pode ver, estou falando de política num espaço aberto à cultura porque para se ter cultura nesse país, ainda é preciso brigar.
Grande democracia, grande Brasil! Me mata de vergonha!

"O ataque" / foto:Moacyr Lopes Jr./Folha Imagem 
foto:Moacyr Lopes Jr./Folha Imagem Mais informações leia em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u623512.shtml |
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Publicado em: 07/09/2009The Grimm! |
Mateus Grimm é de Porto Alegre e vem mostrando sua arte com raízes no graffiti e skate e ele mostra isso quando ele transfere de sua imaginação as criaturas como elefantes voadores e baleias multicoloridas para a parede através de traços contínuos de spray impressionante tanto para leigos quanto para os entendidos em arte urbana. Esses traços e essa criatividade fez com que Grimm fosse o primeiro artista a expor na galeria Adesivo em Porto Alegre em dezembro de 2003 e em 2005, nessa segunda vez com o coletivo Doentes Pelas Cores. Ainda em Porto Alegre participou da exposição do livro Xirugravura lançado pela Choque Cultural no M.A.C. Mas não parou aí, participou da exposição +Apto no Museu de Ciências e Tecnologia da PUC-RS e foi um dos três gaúchos convidados por OS GEMEOS para pintar o Trensurb. Em 2008 fez parte da mostra de cultura urbana e arte contemporânea TRANSFER, no Santander Cultural e também colaborou como arquiteto no coletivo NOH, do qual faz parte. Saindo da parte de exposições, Grimm tem ilustrações onde expressa seu estilo em tênis para a Converse All Star e assina a direção de arte da marca Naipe Skateboards. Falando em ilustração e ainda publicidade, ele faz parte do time de artistas da Möve e é sócio-fundador do escritório de arquitetura e coletivo de artistas Unidade Criação. Mas Grimm ainda é também artista plástico e é representado pelo noz.art. Confira alguns dos trabalhos onde Mateus Grimm dá vida às mais variadas cores e formas, talvez compreendidas por alguns, talvez não compreendidas por muitos. E quem disse que arte precisa ser compreendida? Enjoy! 
Baleia / Expo M.A.C. 
Expo Matriz em Porto Alegre 
Trem 
Pintando na Transfer Santander 
Parte do painel Transfer 
Mulheres 
Mural Expo Atadura 
Tela 
Skatista CWB 
Buteco Mais trabalhos de Mateus Grimm você pode conferir nos links abaixo: http://www.flickr.com/photos/mateusgrimm obras à venda(expo Atadura2009): http://issuu.com/noz.art/docs/atadura_mateusgrimm_obras
obras à venda(expo_Coletiva: MaisApto): http://issuu.com/noz.art/docs/catalogomaisapto
NOZ.ART: http://www.flickr.com/photos/nozart/
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Publicado em: 31/08/2009A evolução é infinita. |
Cada dia que passa se multiplica o número de caras interessados e envolvidos pela cultura de rua em todas as suas formas. Geralmente um grafiteiro hoje, era um “pixador” ontem, mas não se aplica no caso do artista plástico e grafiteiro autodidata, 25 anos, William Alexandre Ruberti Ferreira ou simplesmente Will. É a história dele que você vai conhecer agora! Começou no graffiti graças a um curso que a prefeitura de Sorocaba/SP desenvolveu em conjunto com escolas de arte onde estudava sobre desenho, cor, e a história da arte. Mas isso, há 4 anos atrás e nem era estudado graffiti em si, mas no final dos cursos era promovido um pequeno encontro de grafiteiros e kits com latas de spray. Mas antes... Will começou a desenhar sério aos 15 anos até então era tudo brincadeira, suas influências eram as revistas em quadrinhos do Spawn. Foi quando começou a colocar cor em seus desenhos e parou de copiar o que via e deu início à criação de seus próprios personagens. Depois começou a ter um contato maior com tintas e a sair do papel e lápis, passou a usar as tintas de tecido da mãe que trabalha com artesanato. E foi esse tipo de material que se tornou a base principal de seus trabalhos em telas até hoje. “Fui desenvolvendo minha técnica própria e evoluindo com esse material”. Hoje em seus trabalhos gosta de usar vários tipos de materiais em uma mesma tela, desde látex e corantes até tintas acrílicas e lápis, e não fica só nisso, está sempre experimentando... Apesar da escola dele ser diferente da maioria dos grafiteiros, ele logo desenvolveu sozinho sua técnica e com o passar do tempo e a evolução, começou a pegar “serviços artísticos” com o graffiti e juntava as latas que sobravam desses trampos para praticar ainda mais. Fez muitos serviços em conjunto com a Prefeitura de Sorocaba, Workshops de graffiti, expos, aulas na Fundação Casa, apresentações em escolas e Universidades, decorações em empresas, etc. Sempre em busca de evolução! “Hoje tento fazer uma junção de meus trabalhos em telas e o graffiti tanto nos temas quanto nas técnicas de aplicação. Gosto de mostrar a evolução do homem e com isso sua decadência e degradação em nome da evolução e da ganância por dinheiro se tornando um ser programado e sem vida, uma máquina sem sentimentos. Tento passar isso em minha arte onde ela estiver seja em telas como também em paredes, avenidas e ruas.” “Tenho muito a aprender ainda, pois sou muito novo nessa arte e nunca ninguém saberá tudo!” Agora vocês conferem tudo que ele disse! 
Doce Ilusão 
Graffiti - Sorocaba 
A Fábrica / tela 
Graffiti - Sorocaba 
O Protetor Impotente / tela 
Graffiti - Sorocaba Você confere mais dos trabalhos em tela do Will em http://willartes.blogspot.com/ E os trampos de graffiti em http://boacca.blogspot.com/ Abraço! |
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Publicado em: 26/08/2009Resistir é acreditar! |
Flávio Ferraz, conhecido como Jey, faz de sua experiência gráfica e urbana, somadas às preocupações ligadas à evolução material e espiritual do ser humano a fonte inspiradora para a realização de sua obra. São Paulo por si só configura uma realidade de diferentes culturas que influenciam sua criatividade na criação de seus personagens e conceitos. E não para por aí. Jey é de uma linhagem de artistas que sofreram influência direta da cultura punk e do skate e isso fica evidente nos seus trabalhos a partir do momento que você os vê. Seus trabalhos expõem sua visão diante da vida ansiosa, caótica e muitas vezes frustrante de quem vive numa cidade como São Paulo e tantas outras capitais mundiais. Mas é São Paulo seu principal ponto ferido. Onde ele cresceu e junto com ele, cresceu sua obra e seus anseios expostos em seus trabalhos sobre a gigante metrópole que teve sua identidade e raízes perdidas em algum lugar no espaço-tempo. “A criação artística representa um momento pessoal de concentração protegido por símbolos que abrem passagem para a ascensão de um outro estado do espírito, ideal para a queima de arquivos temporais infectados com informações negativas.” Rodeado de coleções de gibis, revistas, sessões de skate no Vale do Anhangabaú, noites nos históricos pólos alternativos Urbânia e Espaço Retrô, envolvido com bandas de punk / hardcore Jey alastrava muito graffiti por toda a cidade refletindo uma mensagem de resistência às regras que regem a sociedade. “Valorizar o indivíduo é fortalecer o coletivo.” Mas não aguentava mais ver obras de qualidade largadas em cantos escuros de shows de rock e campeonatos de skate! Jey toma providências e surge a Grafiteria, uma galeria de street art onde artistas encontram a oportunidade de reunir seus trabalhos, trocar suas experiências e mostrá-los à aqueles que não frequentam as calçadas, ou não param pra olhar o que acontece nos muros de sua vizinhança. Há quatro anos, contabilizavam-se cerca de 200 grafiteiros na cidade de São Paulo. Se o número hoje extrapola 5000, Jey tem sua culpa nessa proliferação. Sua obra visa transmitir força e insistência como ícones de uma resistência aos parâmetros e regras da metrópole!!! 
Expo -spray - novo muralismo coletiva na galeria marta traba memorial da america latina 
Klaus(bssmith)BX - Skate Obsession - foto: Alê Viana 
Livro Skate Obsession 
Ili Btoy e Jey - Chamineias - Barcelona 
Festival em Barcelona DJS CONTRA LA FAM - BARCELONA 2009 NA FOTO BTOY - JEY 
Largo Paissandu - Vida para quem ta na rua! 
Muro na Dutra 
Live Paint - Coração Vândalo
Você confere mais trabalhos do Jey em: http://www.flickr.com/photos/jeygovinda/
http://www.grafiteria.art.br/
http://jeygovinda.blogspot.com/
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Publicado em: 25/08/2009O que me faz ... é a rua! |
Então tá, eu gostaria de dispensar apresentações, porque não estou aqui pra falar de mim, mas chega a ser inevitável eu começar algo voltado a esse assunto sem me incluir nele, já que ele faz parte de mim, da minha personalidade, do meu estilo de vida, meus gostos. Vai desde o jeito que me visto até o som que escuto, se confunde com o esporte que pratico e até com a profissão que escolhi seguir. A rua formou a pessoa que sou hoje! É de dentro pra fora que vai transparecendo a pessoa formada na rua, onde o modo de se vestir já pode dizer alguma coisa sobre sua personalidade. No meu caso, a roupa que foi criada pensando no skate, que é o esporte que eu pratico e que pra falar bem a verdade, nem considero ou rotulo como esporte e sim como estilo de vida, arte ... lógico! Palavra que não existe na arte ... lógica, pois a arte não precisa! Mas o que dizer então de uma tábua com rodas, solta embaixo dos pés que numa combinação de posição, força e velocidade é capaz de proporcionar momentos épicos pra que anda e momentos eternos pra quem fotografa e vê?! Com o skate vem os amigos, e o modo de falar e veio também a vontade de fotografar. Fotografar não só o skate mas toda uma cultura que envolve ele. A música, bandas, a rua e toda a forma de arte. E essa arte não para por aí, ela está bem ali, no shape do skate, onde artistas se expressam das mais variadas formas. Desenhos que se tornaram históricos ao longo dos anos, desenhos que consagraram vários nomes seja de grafiteiros, tatuadores, designers, cartunistas e por aí vai... Uma plataforma que entra em movimento, também conseguiram tirá-la das ruas e levaram pra dentro da galeria. É onde o graffiti conseguiu chegar, e hoje tem suas próprias galerias e cada dia rompem mais barreiras e pré-conceitos e chegam em algum lugar novo, seja num shape como plataforma ou de outra maneira, ele está lá! Afinal o assunto aqui é street art, arte urbana, cultura de rua, cultura underground, graffiti, pixo ou seja lá como você queira chamar essa arte que é underground e invade galerias, estampa camisetas e tênis de marcas famosas, shapes de skate e clipes de hip-hop e bandas de rock! Uma cultura que é capaz de formar a personalidade e ver a rua de um outro ponto de vista. Mas isso você próprio vai poder conferir a partir de agora conforme for acompanhando as matérias, pensamentos e discussões neste espaço sobre arte das ruas. Não vou dizer que no final você vai entender, porque não terá um final, sempre e sempre cada dia mais, essa arte se transforma e sempre tem muita coisa nova para ser explorada e mostrada! Então, só pra dar o start, uma prévia do trabalho de um amigo de São Paulo, o Jey, e logo mais no próximo post, mais trabalhos e um pouco da sua história. Enjoy!!! 
Expo Skate Obsession |
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