CÁDIO MICHELSEN
É um skatista de rua e webdesigner e a arte das ruas faz parte do seu mundo e do seu dia-a-dia.

Publicado em: 23/06/2010

Vício!

Chego com uma matéria de uns 3, talvez 4 anos atrás, onde quem faz a entrevista foi um outro artista. É isso aí, Chivitz, camarada de projetos e de roles entrevistou um camarada dele de roles e artista também.

Coisa de primeira mesmo, graffiti que não é qualquer um que consegue fazer, coisa da nata da parada!

 

Cores e formas que estampam todo tipo de lugar, coisa que você talvez até já possa ter visto por aí, quem sabe?!

Se não viu, vê agora e lê agora a entrevista feita por Chivitz, o entrevistador, com Boleta, o entrevistado!

 

 

E vamo que vamo que a arte não pode parar!

 

 

 

Entrevista com Boleta Vício 

Por Chivitz

 

 

Comecei a rabiscar em 89, coisa bem de moleque que fazia tag de canetão na escola. Era difícil ter spray na época, comecei a  pixar com a influencia de meu irmão que já pixava com os amigos dele, por ele tive acesso a minha primeira lata de spray.

Comecei escrevendo BOLETA fazendo uns roles bem feios, fiz uns dois ou três roles sozinho até conhecer o PADRE que já tinha um ibope e morava na leste também. A gente fez um role junto e depois ele me chamou pra escrever VICIO com ele em 90, de lá pra cá entraram vários caras, vários pararam e não ligam mais pra isso, e vários outros entraram também. Ta sempre mudando e eu sou o único da primeira geração, até o PADRE parou.

 

 

VICIO é originário da pixação, mas eu já escrevi muitas vezes no graffiti, o que veio depois. Sempre via uns throw ups na linha do trem dos Gêmeos, Onesto, Amigo, Ser...

Conseguia ler, entender e gostava porque já tinha visto em alguns filmes, revista de skate e etc. Identificava-me muito com o graffiti e conheci OS GÊMEOS em 94 no point, os caras foram humildes comigo e me incentivaram junto com outros caras. Comecei fazendo bombs VICIO e continuei pintando até hoje, mudando estilo e tal, estudando outras coisas procurando sempre mudar.

 

 

Fiz muita merda durante muito tempo e não gostava de nada, mas é normal o importante é fazer. Pintei umas 10 vezes, descobri o processo sozinho de como passar látex e depois contornar e tal. Depois disso trombei Os Gêmeos de novo e mostrei minhas fotos e eles me convidaram pra pintar com eles, onde aprendi outras coisas, coisa que se aprende só com quem já pinta.

 

 

Nessa época trampava de Office-boy, e um dia conheci o BINHO e o TINHO pintando na rua, eles escreveram na minha agenda e eu no caderninho deles. Depois fui trabalhar de metalúrgico, era puxado o meu trabalho e eu estava pintando muito nessa época, trabalhava muito durante a semana e no final de semana só queria saber de pintar. Descolava látex e fazia trow ups de rolinho com duas cores, fazia vários, o quanto durava a tinta.

 

 

Pintei muito sem pretensão, depois do ano 2000 consegui arrumar uns trampos com arte, comecei a ministrar oficinas de graffiti naquele ano e tenho me virado desde então, sempre na correria.

O Graffiti evoluiu naturalmente e com isso tive abertura pra vários mercados como a moda, musica, publicidade, artes plásticas, etc. Museus e salões foram se abrindo e foi rolando naturalmente. Sempre pintava minhas coisas em casa e sempre pensava em algum lugar pra expor, é claro que tem que correr atrás do seu ideal, não é ele que corre atrás de você.

 

 

Sempre fiz minhas pinturas independente de ter o espaço ou não e depois de algum tempo fui expor uma escultura em um salão de Piracicaba, era uma peça feita com o estudo de letras do meu graffitis suas formas usando como suporte uma tartaruga de asfalto, essas que reluzem no asfalto pra dividir pistas. De lá pra cá realizei algumas exposições.

Sempre achei que temos poucos espaços pra expor e também acho que em todo e qualquer negócio não deve haver o monopólio, pois só havia uma galeria pra artistas urbanos. Daí então abrimos a GRAFITERIA, uma galeria de arte urbana feita por quem pratica essa arte, com o conceito de ser um espaço pra outros artistas e outro espaço também, sendo que mesmo dois é muito pouco. Trabalhei com eles um ano e meio, foi muito bom trabalhar com a galeria e o espaço em si, mas eu acho que não é legal trabalhar com o trampo de ninguém. Não foi legal trabalhar com artistas porque rola certa ingratidão, os caras crescem e ignoram o que você fez por eles, não reconhecem achando que você fez era sua obrigação. Tive que viver a experiência pra entender que isso não me interessa, cuidar do meu trampo já difícil pra caralho e desencanei...

 

 

Foi bom por abrir o pico e ver várias pessoas, foi um momento bom!

 

 

Produzi gravuras com a CHOQUE CULTURAL e expus algumas peças com eles em exposições coletivas e em 2007 quando o Jonathan Levine veio pro Brasil ele e o Baixo Ribeiro da Choque Cultural selecionaram um grupo de artistas pra viajarem pra realizar uma exposição em NY, na Jonathan Levine Gallery.

 

 

Particularmente foi legal mostrar meu trabalho pra varias pessoas que não conheciam, embora eu não falasse inglês, deu pra sentir que a galera gostou apesar de eu não ter concluído como queria a exposição devido à interdição dos bombeiros. Eles não deixaram usar o spray devido ar “carregado” com o uso dos sprays e minha pintura não ficou finalizada. Mas no mais foi legal conhecer e entender porque NY é a “Terra do Graffiti”, lá realmente é como a nossa pixação aqui, é bem agressivo e é uma coisa que não é aceita por lá! Inclusive os caras dão recompensa por quem denunciar graffiti, $500 dólares por denuncia. Dá pra viver disso, se caguetar dois neguinho por mês já é um barão!

 

 

Além da exposição pintamos no Bronks com o Zeckis do Chile, foi muito legal. Fiz vários tags com canetão e spray pelas ruas dando role, lá dá muita vontade de fazer, não tem jeito! Dava muito role e ficava rabiscando, mas pintura mesmo não rolou muito também devido às condições de tempo, porque a latinha parece uma pedra de gelo. Você consegue se tiver uma boa luva e depois que fiquei sabendo que os caras colocam pimenta na luva pra esquentar a mão e conseguir pintar!

 

 

Eu tenho uma agenda de assinatura de pixação, comecei a colher assinaturas em 89 e colhi até 99, estava com ela guardada sem pretensão nenhuma até conhecer a Pink Wainer, ela me conheceu como grafiteiro e me disse que o sonho dela era conhecer um pixador, daí eu ri e disse que o sonho dela estava realizado e apresentei minha agenda de assinaturas pra ela. Nem sabia que ela tinha editora e ela me convidou pra fazer um livro, o “TSSSSSSS”. Fizemos ações exclusivas pro livro fotografadas pelo João Wainer e contém também algumas fotos do meu acervo.

 

 

Atualmente estou participando de uma coletiva internacional de 10 brasileiros e 10 italianos, "Do Graffiti à Pintura" que passará por vários museus, começou aqui pelo Brasil no MAC USP Ibirapuera em São Paulo e depois vai pro Rio de Janeiro, Buenos Aires, Santiago, México, Nova Yorque e Itália. As obras participantes desta exposição serão publicadas depois pela editora SKIRA, editora especializada em arte.

 

 

  

 

 

 

  

 

 

 

  

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

  

Bilie final riscando com Nestor 

 

 

 

  

 azul

 

 

 

  

 Amor e Ódio

 

 

 

  

 Bilie final

 

 

  

Bilie final 

 

 

 

  

 Bronx NY

 

 

 

  

Caverdy 

 

 

 

  

Coevolução 

 

 

 

  

Crack 

 

 

 

  

 Detalhe Stickers

 

 

 

  

Expo 

 

 

 

  

 Familia Beco

 

 

 

 

 Floresta

 

 

 

 

 Isaac Newton

 

 

 

 

LIVRAIMEDOMAU 

 

 

 

 

MS7 

 

 

 

 

Selvagem 

 

 

 

 

 SKULLHEARTFLOWERSFIRE

 

 

 

 

 

 Tamarindo

 

 

 

 Tela Vermelha

 

 

 

 

XIVAOLHO

 

 

 

 

 

PUUUUUUUUUUUUUUUUUUK 

 

 

 

 

Veja mais sobre Boleta:
www.fotolog.com/boletabike

www.myspace.com/boletabike

 

Contato:

boletabike@hotmail.com

Publicado em: 26/04/2010

LOVE STREET

Hoje trago aqui a história de um amigo meu, o Japa como eu chamo ele, ou melhor, JAPS, que é como ele assina sua arte espalhada pelos muros.
Conheço ele já não é de hoje. Vem dos roles de skate  "streetão" em Sorocaba, das festas de hip-hop onde a rapa sempre estava reunida, dos campeonatos de skate.
É um dos caras mais humildes  no jeito de ser e de trocar ideia com as pessoas que conheço.


O legítimo SANGUE BOM!


A história do Japs com o graffiti não pode ser contada sem falar no skate.
Ele começou com o carrinho em 2002 e foi o que mostrou o graffiti pra ele e assim começou a gostar desse tipo de arte, por estar sempre na rua e ter contato com pixadores e grafiteiros que também andavam de skate.
Entre 2003 e 2004, a pixação, que estava sendo considerada "em alta" por toda a cidade, Japs foi participar de uma oficina de graffiti com o grafiteiro Hangelo (Doom), em uma escola perto da casa do Japs, onde era palco de sessões de skate no final de semana. E foi nessa oficina que ele começou a aprender realmente sobre a arte do graffiti.


Aí já era, começou a pintar bomb pelo bairro e desenhava letra mas não levava muito a sério.
Já em 2006 a prefeitura de Sorocaba ofereceu cursos de desenho para grafiteiros da cidade e região e foi nesse curso que teve o primeiro contato com tinta spray.
Após o término do curso a prefeitura convidava para eventos dando todo material necessário.
Se rolasse mais projetos como esse, teriamos mais artistas como o Japs!

Esse ano fazem 4 anos que Japs pinta e 8 anos que está com o skate no pé, faz faculdade de design e trabalha no programa Escola da Família.
Japs também é o idealizador junto com mais dois amigos da LOVE SKATE CREW, uma marca de skate mas que não para por aí, trata-se de algo que junte o skate, o graffiti e os amigos...a cultura de rua geral!


Agora chega de nhem nhem nhem e vamos começar logo!
Japs pra você ver!

 

 

  

ALL - Rio Claro

 

 

Central Park - Sorocaba

 

 

Cidade Roxa

 

 

Diamonds

 

 

Will & Japs

 

 

Itapetininga

 

 

Japs Love Arts

 

 

Cadeira Graffiti - Arte Digital

 

 

Japs & Will - Centro

 

 

Japs - Zona Norte

 

 

 

LSC PIECE

 

 

P&B

 

 

Sopa

 

 

STENCIL 3 CAMADAS

 

 

STENCIL 6 CAMADAS

 

 

TATUÍ

 

 

STENCIL 3 CAMADAS

 

 

Lettering - Vetor

 

LOVE SKATE CREW - ESTAMPA

Publicado em: 02/02/2010

Lixo Plasticamente Gráfico


Os trabalhos a seguir saem um pouco da parte de graffiti, mas nem tanto, pois continuam na parte que interessa: a criação da arte, a transformação e a indagação. 

 

Pra isso mesmo, pra perguntarem e ficarem pensando, e se isso não fosse nada, por que você perde seu tempo pensando nisso? 

 

A indagação da sua parte quando pensa no porque desse tipo de arte.

 

Porque você precisa de respostas na sua vida! 

 

Respostas que quando você era criança, não precisava e vivia melhor sem se preocupar com nada, apenas se ocupava! 

 

O Tiago de Porto Alegre, também se ocupava quando criança com "projetos" que a falta de grana não impediram de acontecerem. 

 

Crescendo na base da maior vila de Porto Alegre, com a oficina do pai em casa, um vizinho que fabricava guitarras e toda a liberdade, tempo e despreocupação no porque das coisas iam se formando times de botão feitos com resto de espelhos de guitarras, transformando em planadores e barcos as caixas de frutas. 

 

"Com o tempo as ideias cresceram como a ambição em nossos projetos, quantas tentativas frustradas... Esta é minha real formação, vivi e cresci brincando com os resíduos que haviam à minha volta, com um pé na vila e outro na cidade, entre o dito lixo e brinquedos caros, convivendo entre as mais diversas classes sociais de minha cidade." 

 

A falta de dinheiro nunca foi motivo para ele parar de criar, e sim o contrário. Isso desde o início mesmo... com 6 anos fez o primeiro boneco e não foi nem pra ele, foi para a avó. 

 

Agora vou colocar o que está escrito no e-mail que recebi do Tiago, ali no final... onde se assina o e-mail.

 

 

A&U Tiago Moura Bragnati

ARQUITETURA.URBANISMO.ARTE&CRIAÇÃO


Acho que não preciso dizer mais nada!

 

 

 

 

 

 

 

 

 Até hoje...caixas...

Até hoje...caixas...

 

 

Entendam o que bem entenderem...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O primeiro para a vovó! Esse não poderia ficar de fora...

 

Publicado em: 26/11/2009

Digital Blackbook

Outro dia, eu fuçando por aí e...BUM!

Achei muito louco isso!

Eu já vi várias formas de arte, algumas que nem sei se são, outras nem sei se podemos chamar de arte, afinal na minha opinião, graffiti é arte, mas também design é um tipo de arte, seja ele digital ou o tradicional, na mão.

 

Tem aqueles graffitis feitos com laser e luzes agora, onde são usados prédios e tudo mais como suporte para expor. Dizem que é arte...

Não sei se concordo, mas quem sou eu pra contestar?!

 

Sei que isso que vou mostrar agora pode não ser considerado arte por muitos graffiteiros e pichadores, e até por designers, quem sabe...

 

Eu mesmo sou meio tradicional quando se trata de graffiti, mas isso é muito bom! Talvez eu pense assim por ser designer também, ou talvez eu pensasse assim mesmo que não fosse.

 

Então quem quiser comentar e expor a opinião, está aberto o canal ae, é só gritar!

Abraço e enjoy mais uma vez!

 

Graffiti Analysis 2.0 (Digital Blackbook) - BLK River (Vienna) from Evan Roth on Vimeo.

 

 

Publicado em: 01/11/2009

A repressão não tem "Veiz"

 

Imagine se houvesse incentivo o que poderia acontecer!

 

Um dia sua professora, lá atrás na 4° série dá uma advertência porque ele desenhava nas bordas de todas as páginas do seu caderno. Acho que se acontece isso com a maioria das pessoas, elas param de desenhar para não levar outra advertência.
Aí que aparece quem tem o dom natural para o desenho.
Gabriel Veiz não parou, nunca mais!

 

A partir daí tudo foi desenho até encarar sua primeira pintura com uma lata de spray na mão, aos 12 anos e se tornou um verdadeiro viciado, um dia com apenas 15 anos sendo até detido pela polícia por ter pintado um engenho da prefeitura.
Se ele não parou nem com uma advertência na escola quando era pequeno, não seria a polícia que iria conseguir impedir a evolução da arte de Gabriel. HAHAHA!!!

 

Depois disso sua vida virou desenho, tudo que ele pensava, olhava e tocava virava desenho e isso levou ele a entrar na faculdade Federal de Pelotas, cursando Bacharel em Artes Visuais - habilitação em pintura, escultura e gravura.


Vieram as exposições, resultado de um trabalho original, com identidade própria e personagens criados a partir do cotidiano de vida dele.

Entre as expos, se destacam a  Bienal de Arte Ciência e Cultura realizada na Fundição
Progresso no Rio de Janeiro, uma das mais importantes entre as bienais do Brasil, e logo depois expôs também no Circo Voador / RJ.
Expôs em um dos museus mais conceituados do Brasil. o Palácio das Artes em Belo Horizonte / MG e fez uma obra permanente na Funarte, também em Minas Gerais. Expôs na Galeria Mundo Arte Global - POA / RS e no Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo em Pelotas / RS.


Mas a arte que sofreu repressão da professora e da polícia não conseguiu ficar só no Brasil e foi conquistar galerias no Canadá, Austrália, e Irlanda do Norte, e ainda corre o mundo em outros países.

A arte não só ganhou outros países como também outros suportes além de muros, papel e tela.
Ganhou a pele!

 

Gabriel começou a tatuar e com apenas 1 ano nessa empreitada ele se mudou para Porto Alegre à convite de um estúdio de tattoo.
Mas a coisa não parou por aí e quando estava passando suas férias em Garopaba / SC foi apresentado à marca de surf Mormaii. Viram o seu trabalho e Gabriel foi contratado e é onde está até hoje como desenhista, ilustrador, tatuador e grafiteiro viciado em artes e latas de spray que é!

 

Agora só me resta apresentar um pouco do seu trabalho!

 

Enjoy! 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aí vão uns links para ver mais desenhos do Gabriel, um deles divulgado recentemente por um site italiano de arte!

 

www.flickr.com/veyz

 

www.fotolog.com/gagahveiz

 

http://lafamigliazine.com/site/blog/?p=214

 

É isso ae!

Publicado em: 05/10/2009

Real Life Style

 

Mais uma vez, começo um texto falando sobre o skate, para poder conseguir chegar onde quero nessa história de rua e graffiti. Assim como muitas vezes me perguntaram porque eu ando de skate, ou porque me visto de tal forma, porque escuto esse ou aquele tipo de som.


O skate tem o poder de fazer uma pessoa ser influenciada por ele de tal maneira que tudo à sua volta não existiria se não fosse por ele. Conhecer pessoas, aprender muitas lições de vida, algumas vezes um pouco desagradáveis, mas muitas vezes mágicas que ficarão pra sempre na memória.
É o meu caso, e é também o caso de Graziela Fonseca.


Graziela tem 25 anos mas a parte da história da vida dela que vou contar é de pouco mais de 5 anos.
Em 2004 quando ela começou no carrinho, ela se viu diante de todo universo e estilo de vida que o skate proporciona, mas como ela mesma diz...


"O lance da arte de rua começou com o skate, mas o graffiti ficou guardado em algum lugar no meu coração."


E no final de 2007 finalmente ela meteu a cara! Ela muitas vezes não se sente preparada ainda, talvez pelo pouco tempo nessa viagem ou então porque está sempre em busca de evolução como artista. Essa busca por evolução fez com que ela fosse uma aluna do Mateus Grimm numa oficina de graffiti ano passado.


Mas ao mesmo tempo que tem essa resistência em relação à estar pronta ou não, surgem resultados e pessoas que não tem a arte como parte de sua vida curtem os trampos da Graziela.


"É o que me dá coragem para seguir esse caminho das ruas, seguir fazendo arte para QUALQUER tipo de pessoa, isso é o que mais me encanta."


Ela leva para a arte dela emoções principalmente.
"É inevitável. A série Ponto Obscuro por exemplo remete à insegurança, quando tua mente se deixa encher de dúvidas, incertezas e tu não sabes para onde seguir.
A insegurança é representada por este “fantasma preto”, que ao mesmo tempo pode ser tua imaginação, como pessoas próximas, que ao invés de te incentivar na caminhada te zicam. Sejam pessoas vivas ou até que já se foram, mas ainda não conseguiram se libertar desta vida, encostos."

 

A arte dela é a vida dela expressa tanto em desenho, pintura ou vetor, é insegurança, medo, questionamentos sobre o amor, egoísmo, felicidade com as coisas simples.
É tudo que uma jovem que cresceu sem o pai e trabalha para pagar a faculdade de design sente e você pode conferir agora seja aqui no blog, na rua ou em alguma expo logo mais.

Dá um Check!

 

 serie ponto obscuro

Série Ponto Obscuro

 

  serie ponto obscuro

 serie ponto obscuro

 

  serie ponto obscuro

 serie ponto obscuro

 

 

 

 Por do sol

Por do sol

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Você confere mais trabalhos da Graziela em:

www.flickr.com/filhadavera

www.behance.net/grazifonseca

 

 

Publicado em: 24/09/2009

Orgulhosamente perdido!

Andrio Catilio ficou surpreso em saber que Mateus Grimm indicou ele e eu ia
escrever sobre ele aqui, já que ele não se considera um grafiteiro.
Andrio conheceu Mateus na primeira oficina de graffiti que fez em 2002 em
Porto Alegre.

 

Segundo palavras do próprio Andrio :"foi aí que me perdi"(risos).
O fato dele não se considerar um grafiteiro se deve ao fato de Mateus, como grande mestre que é,
nunca ter focado única exclusivamente na pintura spray, mas sim em diversas técnicas de desenho.
"me lembro muito bem das aulas que ele passava técnicas de sombra, perspectiva, misturas de tinta, enfim..."

 

Aos 25 anos, encarando o segundo semestre do curso de Design, Andrio aplica sua criatividade e o que aprendeu e continua aprendendo
nas suas intervenções, sejam elas na rua ou digitais.

 

Merecem destaque três intervenções que ele próprio me disse que gostaria de me mostrar.
Uma é um poster que ele está espalhando pela cidade de Porto Alegre. A outra é uma "casa" que ele pintou em um terreno baldio.
E a terceira são as fotos de uma expo de lambe-lambes que rolou em Bruxelas na Bélgica que ele e outros artistas gaúchos participaram.

 

Todo o caminho evolutivo de Andrio e muita arte louca de boa qualidade você confere agora aqui no Arte das Ruas e também nos links do Andrio
no final da matéria.
Muito bom mesmo!

 

 O poster

O Poster

 

 

O Poster

 

 A Casa

A Casa

 

 Cartaz Expo

Cartaz da expo de Bruxelas - Bélgica

 

 Em ação

Em ação

 

 Expo

Expo em Bruxelas - Bélgica

 Expo

Expo em Bruxelas - Bélgica

 Digtal work

AND

 Tem Coráge

Tem Coráge

 AND e Grimm

AND e Grimm

 AND"

 AND"

Decanto

Decanto

 Ponte do Guaiba

Ponte do Rio Guaiba - POA

 Basic CMYK

CAUTION- Basic CMYK

 

Andrio é isso e muito mais!

Você pode conferir em http://www.flickr.com/photos/andrio_catilio/ vá lá dar um check!

Próxima matéria tem novidade no Arte das Ruas! Enjoy!

 

Publicado em: 16/09/2009

Brasil, um país de todos... será?!

Hoje eu estava lendo num blog um texto dizendo sobre vários grafiteiros que tomaram de assalto um muro onde antes ali haviam vários trabalhos de vários grafiteiros e agora estava cinza, porque o prefeito Kassab mandou pintar o muro de cinza! De cinzaaaaa!
A cidade ja é cinza Kassab!

Ele manda pintar os muros onde existem cores e formas que agradam à vista cansada, suja e irritada pela poluição do ar. Cores e formas que podem transformar a vida de uma pessoa, às vezes de um desses muleques que quando veem uma coisa dessa se interessam e vão atrás de latas para pintar também, e muitos desses já se tornaram grandes grafiteiros.
Tão grandes que se tornam profissionais e expõem pelo mundo em galerias e aparecem na mídia especializada.


Esses mesmos, que se acontece algum evento onde está a mídia e que tenha o graffiti relacionado, vai aparecer o prefeito Kassab também sorrindo dizendo que esse artista é brasileiro, paulista, paulistano e que tem orgulho dele e bla bla bla! Tudo mentira! Ele vai contra a própria palavra, contra o próprio pensamento.


Um exemplo, é a fundação casa, onde já existiu aulas de skate e oficinas de graffiti pois esporte e cultura sempre foram fatores que contribuiram para a reintegração de um menor infrator à sociedade. E faz bem à qualquer sujeito seja onde for!


Acho válido e apoio a ação desses artistas.
Afinal, pra que serve um muro cinza?
É como uma praça onde não se pode fazer nada, apenas sentar no banco e ver a vida passar, ou seja, um espaço inútil.


O kassab sempre teve e sempre terá problemas com grafiteiros e skatistas, ele é assim, quadrado, atrasado, tem mal gosto. Gosto não se discute, se lamenta. Lamento até hoje ter visto ele erguendo o dedo e atacando verbalmente um senhor num posto de saúde que reclamava de não ser atendido, atacou dizendo que esse senhor era vagabundo! Um senhor com marcas da vida no rosto, de trabalho. E ele só atacou verbalmente porque impediram ele que continuasse com o circo indo pra cima do coitado do homem. Lamento o gosto dele pelo cinza!


O arquiteto Candido Malta disse sobre o ataque ao muro que ninguém tem o direito de intervir num espaço público. Se ninguém tem direito de intervir em um espaço público, então esse espaço não é público! Se for público, tenho o direito de intervir nele, e isso não quer dizer destruição de patrimônio público. Está parecendo a democracia no Brasil. Totalmente falsa! Como pode ser democracia se o sujeito é obrigado a votar? Ele não tem nem o direito de decidir se ele quer ou não votar nesse bando de safado. Na verdade ele tem o direito de votar nulo, e se todos fizerem isso, está na constituição, que todos os candidatos são obrigados a se retirarem das eleições  e dar lugar a novos candidatos. Aí não tem mais a desculpa de votar nesse ou naquele por falta de opção. Mas num país "democrático" como o Brasil, alguém acha mesmo que o governo vai informar desse direito público?! Não, ele faz propaganda na tv pra você votar, seja lá em quem for, mas os direitos verdadeiros, não! Como você pode ver, estou falando de política num espaço aberto à cultura porque para se ter cultura nesse país, ainda é preciso brigar.

Grande democracia, grande Brasil! Me mata de vergonha!

 

 O Ataque

"O ataque" / foto:Moacyr Lopes Jr./Folha Imagem

 

foto:Moacyr Lopes Jr./Folha Imagem

Mais informações leia em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u623512.shtml

 

 

Publicado em: 07/09/2009

The Grimm!

Mateus Grimm é de Porto Alegre e vem mostrando sua arte com raízes no graffiti e skate e ele mostra isso quando ele transfere de sua imaginação as criaturas como elefantes voadores e baleias multicoloridas para a parede através de traços contínuos de spray impressionante tanto para leigos
quanto para os entendidos em arte urbana.

 

Esses traços e essa criatividade fez com que Grimm fosse o primeiro artista a expor na galeria Adesivo em Porto Alegre em dezembro de 2003 e em 2005, nessa segunda vez com o coletivo Doentes Pelas Cores.

 

Ainda em Porto Alegre participou da exposição do livro Xirugravura lançado pela Choque Cultural no M.A.C.
Mas não parou aí, participou da exposição +Apto no Museu de Ciências e Tecnologia da PUC-RS e foi um dos três gaúchos convidados por OS GEMEOS para pintar o Trensurb.
Em 2008 fez parte da mostra de cultura urbana e arte contemporânea TRANSFER, no Santander Cultural e também colaborou como arquiteto no coletivo NOH, do qual faz parte.

 

Saindo da parte de exposições, Grimm tem ilustrações onde expressa seu estilo em tênis para a Converse All Star e assina a direção de arte da marca Naipe Skateboards.
Falando em ilustração e ainda publicidade, ele faz parte do time de artistas da Möve e é sócio-fundador do escritório de arquitetura e coletivo de artistas Unidade Criação.
Mas Grimm ainda é também artista plástico e é representado pelo noz.art.

 

Confira alguns dos trabalhos onde Mateus Grimm dá vida às mais variadas cores e formas, talvez compreendidas por alguns, talvez não compreendidas por muitos. E quem disse que arte precisa ser compreendida?

Enjoy! 

 

 

 

 

 

 Baleia / expo no M.A.C.

Baleia / Expo M.A.C.

 

 

 

 Expo Matriz em Porto Alegre

Expo Matriz em Porto Alegre

 

 

 

Trem

Trem

 

 

 

 Pintando na Transfer Santander

 Pintando na Transfer Santander

 

 

 

 Parte do painel Transfer

Parte do painel Transfer

 

 

 

 Mulheres

Mulheres

 

 

 

 Mural Expo Atadura

Mural Expo Atadura

 

 

 

 Tela

Tela

 

 

 

 Skatista CWB

Skatista CWB

 

 

 

 Buteco

Buteco

 

 

Mais trabalhos de Mateus Grimm você pode conferir nos links abaixo:

 http://www.flickr.com/photos/mateusgrimm


obras à venda(expo Atadura2009): http://issuu.com/noz.art/docs/atadura_mateusgrimm_obras


obras à venda(expo_Coletiva: MaisApto): http://issuu.com/noz.art/docs/catalogomaisapto


NOZ.ART: http://www.flickr.com/photos/nozart/

 

 

Publicado em: 31/08/2009

A evolução é infinita.

Cada dia que passa se multiplica o número de caras interessados e envolvidos pela cultura de rua em todas as suas formas.

Geralmente um grafiteiro hoje, era um “pixador” ontem, mas não se aplica no caso do artista plástico e grafiteiro autodidata, 25 anos, William Alexandre Ruberti Ferreira ou simplesmente Will.

 

É a história dele que você vai conhecer agora!

 

Começou no graffiti graças a um curso que a prefeitura de Sorocaba/SP desenvolveu em conjunto com escolas de arte onde estudava sobre desenho, cor, e a história da arte.

Mas isso, há 4 anos atrás e nem era estudado graffiti em si, mas no final dos cursos era promovido um pequeno encontro de grafiteiros e kits com latas de spray. Mas antes...

 

Will começou a desenhar sério aos 15 anos até então era tudo brincadeira, suas influências eram as revistas em quadrinhos do Spawn.

Foi quando começou a colocar cor em seus desenhos e parou de copiar o que via e deu início à criação de seus próprios personagens.

Depois começou a ter um contato maior com tintas e a sair do papel e lápis, passou a usar as tintas de tecido da mãe que trabalha com artesanato. E foi esse tipo de material que se tornou a base principal de seus trabalhos em telas até hoje.

 

“Fui desenvolvendo minha técnica própria e evoluindo com esse material”.

 

Hoje em seus trabalhos gosta de usar vários tipos de materiais em uma mesma tela, desde látex e corantes até tintas acrílicas e lápis, e não fica só nisso, está sempre experimentando...

Apesar da escola dele ser diferente da maioria dos grafiteiros, ele logo desenvolveu sozinho sua técnica e com o passar do tempo e a evolução, começou a pegar “serviços artísticos” com o graffiti e juntava as latas que sobravam desses trampos para praticar ainda mais.

Fez muitos serviços em conjunto com a Prefeitura de Sorocaba, Workshops de graffiti, expos, aulas na Fundação Casa, apresentações em escolas e Universidades, decorações em empresas, etc.

Sempre em busca de evolução!

 

“Hoje tento fazer uma junção de meus trabalhos em telas e o graffiti tanto nos temas quanto nas técnicas de aplicação. Gosto de mostrar a evolução do homem e com isso sua decadência e degradação em nome da evolução e da ganância por dinheiro se tornando um ser programado e sem vida, uma máquina sem sentimentos. Tento passar isso em minha arte onde ela estiver seja em telas como também em paredes, avenidas e ruas.”

 

“Tenho muito a aprender ainda, pois sou muito novo nessa arte e nunca ninguém saberá tudo!”

 

Agora vocês conferem tudo que ele disse!

 

 

 Doce Ilusão

Doce Ilusão

 

 Graffiti

Graffiti - Sorocaba

 

 A Fábrica - tela

A Fábrica / tela

 

Graffiti

Graffiti - Sorocaba

 

O Protetor Impotente

O Protetor Impotente / tela

 

 Graffiti

Graffiti - Sorocaba

 

 

Você confere mais dos trabalhos em tela do Will em http://willartes.blogspot.com/

 

E os trampos de graffiti em http://boacca.blogspot.com/

 

Abraço!

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