Diorandi Nagao
Fotógrafo, videomaker e skatista, Didi relata seus conhecimentos na área.

Publicado em: 19/08/2009

REVISTAS, FOTOS E O SKATE NA ÁGUA SUJA

Apareceram as revistas em minha mão, não lembro como. E então começaram os estilinhos gringos, meias altas e coloridas, tênis de duas cores, faixa na cabeça. As manobras publicadas eram todas complicadas, mas era uma bela referência. Tentei copiar e aí os tombos vieram, umas raladas aqui e alí, ainda nenhum osso fraturado mas vários hematomas.

Na minha rua todos andavam de carrinho de rolimã e eu era o único de skate com as roupas coloridas e engraçadas. até que apareceu um cara chamado Sidney, cheio de estilo e começamos a descer de skate junto com os carrinhos de rolimã, logo depois muitos estavam andando de skate também, igual as minhas roupas.

As revistas na época eram americanas. O primeiro passo então foi entrar em uma escola de inglês, o que me ajudou bastante. Mas quando eu ia perguntar para a professora os nomes das manobras aí complicava, ela não sabia nada. Mas o que importavam eram as entrevistas e as fotografias. Foi aí que comecei a me interessar em fotografia.

Meu pai tinha uma máquina 6x6 Rolley Flex, e ele tinha mania de fotografar igrejas, porta de cinemas e coretos de praças das cidades do interior. Quando íamos viajar e eu ficava só olhando. Logo a fotografia começou a evoluir de 6x6 ele adquiriu uma 35mm Zeiss Ikon que eu tenho até hoje!

 
(35mm Zeiss Ikon)

Eu era um filho chato, perguntava muito para que servia cada botão da câmera. Meu pai incansável me explicava muitas e muitas vezes.

Bom, voltando ao skate, eu e meu vizinho Paulo Leitão começamos a colocar as "asinhas de fora". Íamos muito no Museu do Ipiranga (Parque da Independência) a pé, sem condução, fazendo sol ou chuva lá estávamos "remando" nossos skates na avenida cheia de carros.

Na parte debaixo do parque tinha um monte de bandeiras de todos estados do Brasil, e tinha uma área de mármore polido liso onde escorregava muito. Por isso o skate podia cair no chafaris na água suja ou ir pra rua, onde tinha um ponto de ônibus. Graças a Deus o ônibus nunca atropelou meu skate, mas caiu na água suja e fedorenta várias vezes. Chegava em casa cheirando muito mal e recebendo altas broncas de minha mãe.

(No próximo post a aventura continua.)

Publicado em: 08/08/2009

O GRANDE INÍCIO


Tudo começou assim...

 

Por meados de 1974 estava eu na casa de um primo que tinha acabado ganhar um skate importado, Rainbow dos Estados Unidos, ai já viu o meus ciúmes né!

 

Pois bem estava na rua no bairro da Saúde – SP e fui subir pela primeira vez em cima de um skateboard. Em fim, fiz uma curva muito fecha estilo Jay Adams sem imaginar que ele existia.

 

Bom, com isso peguei gosto pela coisa só que meu primo só deixava eu andar de vez em quando. Em seguida depois de vários nãos aos meus pedidos pela compra de um skate fui comprar um na Loja Sears na Paraíso um Skate Benrouse muito tosco mas muito estilo porque era meu.

 

Andei muito com ele e tive as primeiras bases de manobras com ele. Em seguida foi um Torlay de Acrílico vermelho que durou menos ainda porque quebrou no meio.

 

Esses skates nem chegavam a qualidade do skate do meu primo, mas eu estava muito feliz. Aprendi varias manobras assim fui contaminado por esse estilo de vida emocionante e adrenalizante.

 

Aguardem a continuação nos próximos post.

Publicado em: 07/08/2009

Skatebanks 2009 - Vídeo da primeira etapa

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