Elidio Franqui
Natural de São João do Caiuá PR. 50 anos. Jornalista e Advogado. Iniciou a carreira de jornalista no rádio em 1977. Foi para televisão em 1985, na antiga REDE GLOBO OESTE PAULISTA. Foi repórter e o primeiro gerente jornalismo da TV FRONTEIRA DE Presidente Prudente. Foi editor chefe na TV MORENA de Campo Grande MS. Desde 1998 é editor chefe do Programa NOSSO CAMPO na TV TEM e Chefe de reportagem em Sorocaba.

Publicado em: 01/03/2010

OS BENEFÍCIOS DA PIMENTA.

 

E as pimentas continuam dando o que falar . O repórter LEANDRO ROSSITO , que gosta de uma pimentinha dia desses resolveu testar o paladar dos Brasileiros. Levou para as ruas um ACARAJÉ pra lá de quente: Recheado com a pimenta mais forte do mundo. O resultado vocês vão ver numa reportagem que ainda está sendo preparada. Enquanto isso o ROSSITO mandou pra gente dicas  da nutricionista SIMONE RULIM sobre os benefícos da pimenta, que coloco no blog em primeira mão.

* Os diversos tipos de pimentas contém poucas calorias, possui um ardor que vem dos capsaicinóides ( substâncias que não tem ardor ou sabor, mas agem nas células nervosas da boca causando a sensação de ardência), principalmente concentrados nas nervuras brancas e nas sementes, podendo ser removidos para produzir um sabor mais suave. As principais responsáveis pela ardência da pimenta são as sementes e a placenta, no interior da planta. Caso queira que fique menos picante, utilize somente a casca
*Já foi comprovado em vários estudos que as pimentas possuem propriedades que são benéficas para a saúde, pois tem uma substância chamada capsaicina que é rica em :
vitamina A (combate radicais livres, formação dos ossos e pele, funções da retina),
B1 (atua no metabolismo energético dos açúcares),
vitamina B2 (atua no metabolismo de enzimas, proteção no sistema nervoso),
vitamina C (atua no fortalecimento de sistema imunológico, combate radicais livres e aumenta a absorção do ferro pelo intestino),
vitamina E (antioxidante) e
vitamina PP (também conhecida como niacina, é responsável pela manutenção da pele, proteção do fígado, regulação da taxa de colesterol no sangue),
além de possuir propriedades analgésicas e energéticas, favorece a redução de coágulos no sangue (devido à função vasodilatadora), estimula a produção de endorfina no cérebro (sensação de bem estar), é antioxidante, antiinflamatório e anticancerígeno.
Efeito auxiliar na obesidade : Estudos experimentais concluíram que a ingestão de pimenta vermelha diminui o desejo subsequente de se ingerir proteínas,carboidratos e gorduras, efeito que provavemente está relacionado com o estímulo aumentado do sistema nervoso simpático, afetando o comportamento de ingestão alimentar e reduzindo o desejo de comer se adicionado à dieta.
ATENÇÃO
Temos que lembrar que esses benefícios estão presentes nas pimentas vermelhas e outras (ex: tabasco, habanero, jalapeño, etc.) que são frutos de árvores do gênero Capsicum.
Na pimenta do reino (preta ou branca) elas possuem piperina, que ainda não possui nenhum estudo comprovando seu benefício.
Quantidade - 01 colher de sopa de pimenta supre cerca de 70 % das recomendações de vitamina A e mais que 100% da recomendação de vitamina C . Em excesso pode provocar efeitos contrários aos esperados, sendo prejudicial ao sistema digestório.
Contra-indicações : pessoas que apresentam problemas gástricos (gastrite, úlceras e outros como cirurgias recentes) devido à agressão à mucosa.

Publicado em: 10/02/2010

PIMENTA QUENTE

 

Fiz uma reportagem  que com certeza vai agradar os amantes de uma pimenta. E não é qualquer variedade não .

Estou falando da  Bhut Jolokia,  é  considerada a mais forte do mundo.
0 produtor Ciro Curi se enche de coragem e experimenta uma para descrever como se sente quem come uma pimenta dessas

A variedade é o resultado de cruzamentos feitos em regiões produtoras na Índia . país onde as pimentas fortes são muito valorizadas

Aí estão algumas fotos da pimenta.

 

 

 

O que faz uma pimenta ser mais ou menos ardida ?

Capsaicina é o componente que confere o gosto picante à pimenta.
O composto químico capsaicina (8-metil-N-vanilil 1-6-nonamida) é o componente ativo das pimentas conhecidas internacionalmente como pimentas chili, que são plantas que pertencem ao gênero Capsicum.

 

 

 

 

 

 

Produtor Ciro Cury de Salto

 

 

CHILLI UM PRATO MEXICANO

 

 


Para fazer a receita você
vai precisar de :
20 gramas de pimenta do reino.

20 gramas de cominho

20 gramas de pimenta Jalapenho em conserva

20 gramas de pimenta tipo Chilli

200 framas de carne moida

100 gramas de vagem

100 gramas de cenoura

100 gramas de batata picada

20 gramas de alho

50 ml de azeite

200 gramas de extrato de tomate

200 gramas de feijão cozido sem caldo

sal a gosto


Coloque o azeite em uma panela e refogue o alho .

Logo em seguida acrescente a carne moida semi refogada.

Acrecente as pimentas e o cominho

depois os legumes .

Aí coloque um pouco de sal e mexa bem.

Por último vai o extrato de tomate
e deixe cozinhar por 10 minutos.

Se ficar muito cremoso acrecente um pouco dágua.

Está pronto o Chilli um dos mais tradiconais pratos da culinária mexicana.

Ele pode ser serido com nachos, que são biscoitos a base de milho
ou com pão.

Bom apetite.

Publicado em: 06/01/2010

ANO DE OURO

 

Nem sempre os economistas acertam os prognósticos.

Mas dois mil dez promete boas notícias.Não é preciso ser nenhum "gurú" para fazer boas previsões.

Já andam falando por aí em crescimento acima dos 6 por cento. Tomara que isso seja verdade.

Por enquanto com do dólar em queda, complicado vai ser para os produtores de grãos para a exportação.

Isso deixa o custo muito perto da receita e reduz drasticamente os lucros.

De um jeito ou de outro temos que apostar , investir em produtividade para continuar em qualquer tipo de negócio. 

Em tempos de mundo globalizado é preciso ser competititivo.

Um bom ano a todos.

Grande abraço.

 

Publicado em: 20/08/2009

A GRIPE E OS CRUZEIROS

 


 Essa A "nova" gripe tem dado mesmo o que falar. Vejam só: tornou o álcoo gel um campeão de vendas e manchete dos notíciários.
Todo mudo quer se livrar do risco de pegar o tal vírus H1N1 e higiene nos dias de hoje é palavra de ordem.
Tanto que já tem gente que nem cumprimenta mais os colegas como antigamente. O velho aperto de mão ficou esquecido.
Dizem até que o antipaticos estão aproveitando a onda para não apertar a mão de ninguém.
Os políticos também fazem a parte deles para tentar ajudar a comunidade.
Há até uma proposta para "limitar" a aglomeração de pessoas. Pela regra em qualqeur tipo de evento e até nos cultos e missas
seria "proibido"  ficar a menos de um metro do próximo.
Ou seja: o "próximo" não poderia mais ficar próximo do colega fiel na igreja, por exemplo.
Diante de tantas iniciativas para evitar o avanço do terrível virus da nova gripe, resolvi refletir sobre o caso.
Comentei lá em casa, como vai ficar o nosso passeio de navio em Janeiro? Será que vai ter.
Também falei sobre isso no trabalho e um colega, o Gabrioti, soltou essa: olha Eli, tem gente que está preocupada em pegar ônibus e você
está falando dos riscos da nova gripe num cruzeiro ?
Disse a ele que as razões da preocupação existem, afinal também se trata de aglomeração de pessoas, não importa se em alto mar.
O consolo é que dizem que com o calor que vem por aí de agora em diante, a tendência é que a pandemia diminua.
Outro motivo para ter esperança é que logo deve chegar a vacina.
Bem o fato é que só nos resta esperar, esperar ... pela redução dos casos, pela chegada da vacina, (que não deve ser suficiente para todos ) e
para que Janeiro chegue sem "nova'  gripe.

Boa sorte a todos

 

Publicado em: 05/08/2009

10 Anos Nosso Campo

O programa completa essa semana 10 anos no ar. Durante esse período, chegamos ao número 500 neste sábado. Para comemorar a data, o programa ganhou um cenário remodelado.  Portanto, vamos relembrar um pouco do que foi feito nesse período na tarefa de divulgar o mundo o agronegócio.

 

O Nosso Campo surgiu de um acordo de co-produção firmado entre quatro emissoras. A TV Modelo de Bauru, Progresso de São José do Rio Preto, TV Aliança de Sorocaba e Fronteira de Presidente Prudente.

 

No início, o programa era feito nas regiões de Bauru, São José do Rio Preto e Presidente Prudente com a apresentação do jornalista Osmar Bastos. Em 2001, a produção foi unificada e a praça de Sorocaba ficou encarregada do programa.

 

Em uma década foram 17,5 mil minutos de informação sobre o agronegócio no rico interior paulista. Nesse período dezenas de repórteres visitaram produtores e criadores para mostrar as novidades do campo, o mercado e a tradicional receita de toda semana.

 

É um orgulho muito grande tocar um projeto de sucesso como este, afinal só fica tanto tempo quem agrada o telespectador. E pelas pesquisas de opinião, pelo carinho de quem nos assiste, o Nosso Campo é algo que deu certo na missão de ser a voz do agronegócio  no interior de São Paulo.

Publicado em: 04/05/2009

BIFE ARGENTINO

 

Em Boituva, no interior de São Paulo, uma frigorífico se destaca por trabalhar com cortes diferenciados, nacionais e de outros países. A famosa picanha, por exemplo, passa por uma máquina que retira as gorduras e peles indesejáveis.

 

Tratamento parecido também recebe a fraldinha. Renato Sebastiani, gerente de cortes especiais, explica que a máquina foi importada e garante um produto de excelente qualidade.

 

Já a costela, tão conhecida entre os brasileiros, em Boituva, leva o nome de Prime Rib, um corte americano. E a primeira costela, parte do boi conhecida como Noix, é chamada de filé da costela.

 

O corte de carne pode mudar de nome e de jeito de um país para o outro. Do contra-filé tradicional no Brasil é possível fazer algumas peças famosas no churrasco dos argentinos ou dos americanos: o Rib-Eye, que é o olho do contra-filé; o bife Ancho e o Chorizo , ambos cortes argentinos.

 

Doroti Elias Carvalho é uma especialista em cortes especiais argentinos e americanos. Aprendeu o ofício em mais de 20 anos de profissão e explica como um contra-filé pode render diferentes tipos de cortes: argentinos e americanos.

 

“O bife Chorizo, por exemplo, fica no meio do contra-filé e deve ser cortado de dois em dois centímetros. Um bom contra-filé rende cinco bifes”, ensina.

                                                     

“A carne pode ser a mesma, mas um corte especial pode valer bem mais do que um comum. “Custa de 10% a 150% a mais”, diz Sebastiani, gerente de cortes especiais do frigorífico Cawpig, em Boituva.

 

Bife de chorizo

 

O argentino Claudio Iamédica, dono de um restaurante em Sorocaba, no interior de São Paulo, ensina como se prepara o bife de Chorizo com molho “Chimichurri”. Ele é especialista no assunto. Embora o nome possa parecer incomum, trata-se de um molho com ervas.

 

 Bife de Chorizo
 

Ingredientes:

Um pedaço de chorizo ( a quantidade que preferir)
1 colher de pimenta calabresa
Salsinha fresca
Salsinha desidratada
Manjericão desidratado
Orégano
Alho picado
Limão
Azeite
Vinagre
Sal

Modo de preparo:

Para preparar o molho misture todos os ingredientes numa tigela e mexa. Pronto! Depois é só colocar sal na carne dos dois lados e levar à churrasqueira para assar. Após a carne assada e dourada, é só montar o prato e colocar o molho em cima da carne e saboreá-la.

Bom Apetite!


Eli Franqui

Publicado em: 03/04/2009

Carne Macia

Certa vez ouvi falar de um gado de carne muito macia e que valia uma fortuna:
O Wagyu.  Fui procurar informações sobre a raça  e tive  bastante assunto para fazer um boa reportagem.
Aproveito agora para mostrar um pouco do que descobri. 
 
 
 Nosso
O Kobe bife de quase R$ 100,00.
 
 
O Nosso Campo visitou fazendas em São Paulo e Mato Grosso do Sul para mostrar como esse gado está sendo criado.
Você vai conhecer agora um gado que ganhou fama pela qualidade da carne. É uma raça japonesa que chegou ao Brasil há apenas quinze anos e vem conquistando espaço. Estamos falando do Wagyu. O Nosso Campo visitou fazendas em São Paulo e Mato Grosso do Sul para mostrar como esse gado está sendo criado e você vai saber também porque o Wagyu tem uma carne saborosa.
Quem entra no restaurante em um dos bairros mais elegantes da capital paulista encontra um ambiente sofisticado. Lugar por onde passam importantes executivos e gente famosa. No cardápio, comida refinada que tem seu preço. No meio de tantos, mais de cinqüenta tipos pratos, um se destaca pelo valor.
Você pagaria R$ 95 por um bife? Antes de responder a pergunta é melhor você conhecer como o bife é produzido. A carne é de um gado japonês que ganhou fama por conta da qualidade. Para mostrar a raça que chegou ao Brasil há apenas quinze anos, visitamos algumas fazendas para conhecer projetos importantes para a produção desta carne.
Conheça mais sobre o Gado Wagyu

 
Foto: Divulgação
 
A primeira parada é em uma fazenda em Bragança Paulista, a oitenta quilômetros da capital de São Paulo. As instalações foram construídas para abrigar gado leiteiro. Finalidade que aos poucos vai mudando. Nas baias e no pasto tem animal com outra aptidão. Não se trata de nelore e nem de qualquer outra raça de corte conhecida no Brasil. São animais de porte médio bem diferentes dos que estamos acostumados a ver: é o gado Wagyu. O nome significa gado japonês.

A raça Wagyu é conhecida desde os tempos dos samurais. Foi levada para o Japão da península coreana para o trabalho de tração nas lavouras de arroz e desse rebanho surgiram as duas principias linhagens do gado Wagyu: a red e a black.
Mas afinal o que é marmoreiro da carne? Wagyu no cruzamento para produzir carne de qualidade.
O projeto é bem ambicioso. A fazenda Jequitibá também tem alguns dos melhores touros e vacas da raça no país para multiplicar a genética. São animais que foram adquiridos e que vão ajudar a expandir a raça Wagyu no Brasil.
Com o projeto, em três anos o confinamento deve ter pelo menos quinhentas cabeças com o sangue Wagyu para abater por mês.
Vamos um pouco mais longe. O Nosso Campo passou a divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul para mostrar que o Wagyu já chegou ao centro oeste brasileiro. Na fazenda de dez mil hectares no município de Dourados, o empresário Berlarmino Iglesias, um espanhol que está no Brasil há mais de cinqüenta anos, resolveu apostar neste gado e já produz carne. O rebanho tem animais de todas as idades, puros e cruzados com gado das raças.
Produtor que gosta de inovar sempre, Iglesias implantou uma novidade na criação do Wagyu. São dez minutos diários em cada um dos animais do lote escolhido para receber a massagem e afirma que já dá para perceber pelo menos a mudança no comportamento do gado.
Como o privilégio não é para todo o rebanho, o gado cruzado fica mesmo é na invernada da fazenda. São criados como qualquer outra boiada. Os animais confinados estão prontos para o abate com três anos e média e vinte arrobas. Peso que Iglesias considera ideal para a carne ter o marmoreio desejado.
 

Belarmino Iglesias - criador de Gado Wagyu
 

Berlarmino resolveu apostar neste gado e já produz carne. O rebanho tem animais de todas as idades, puros e cruzados com gado da raça Brahman.
 
 
E por falar em carne, lembra do bife de R$ 95? Vamos então voltar a São Paulo para finalmente saber como é o sabor da carne do Wagyu. Na cozinha do restaurante, o empresário compara um contra filê do Wagyu com o de outra raça de gado.
Diferença visível no tamanho da peça e na quantidade de gordura entre as fibras da carne. Carne com mais gordura entremeada precisa de cuidado especial diz o chefe de cozinha. Quando ele leva a carne ao fogo nada de sal. E só depois de dar um bronzeado no bife é que ele coloca sal grosso.
Na reportagem, o fazendeiro está fazendo massagem no gado. No Japão, os criadores tratam os animais com acupuntura e alimentam o gado com grãos embebidos em cerveja e saquê, uma bebida feita de arroz. Dizem que isso também ajuda tornar a carne mais macia.Para responder a pergunta, o Nosso Campo andou mais um pouco pelo estado de São Paulo e chegou a Pardinho para falar com um especialista no assunto: o professor Luís Arthur Chardulo, veterinário e pesquisador da Unesp, que faz testes com carnes em um laboratório. O único laboratório particular do gênero no país. O professor Chardulo explica que o marmoreiro da carne tem um papel importante quando se trata de sabor.
O professor explica que, apesar do marmoreiro ser uma característica do gado europeu, é possível carne com gordura entremeada também em animais cruzados e ele dá até a receita do cruzamento.Vinte cinco por cento   de wagyu, 25 proc ento de Angus e 50 pro cento de Nelore
Para mostrar o cruzamento que o professor citou, o Nosso Campo andou mais um pouco e chegou a uma fazenda em Porto Feliz, rede Nelore,gião sudeste do estado de São Paulo. No meio de um enorme boiada com 3,5 mil animais de diversas raças nós encontramos um gado cruzado com sangue japonês.
O administrador da fazenda Darcy Antonio de Oliveira diz que o ganho de peso do lote de quarenta animais tem sido excelente.
O coordenador do projeto, o agrônomo Roberto Barcelos, alega que apesar do ganho de peso dos animais ter sido muito bom, esse não é o principal resultado que se busca. A idéia é definir qual o grau de sangue ideal da raça. 
ELI FRANQUI

Publicado em: 01/04/2009

Negócio rentável

Muita gente me faz a seguinte pergunta :
o que pode ser rentável nos dias de hoje no agronegócio?
Nas minhas andanças pelo interior Paulista tenho visto boas oprotunidades, entre elas o EUCALÍPTO.
São muitas as razões , apesar de  muita gente ser contra por se tratar de uma árvore que não é nativa da América do Sul.
Recentemente fiz uma reprotagem com uma novidade no sitema de plantio.
 
Plantio adensado reduz custos a produtores de eucalipto.
No Centro Oeste paulista, usinas estão aderindo ao sistema e já colhem excelentes resultados.
 

 25 de Fevereiro de 2009

 


Aparentemente, o plantio de eucalipto numa propriedade rural em Avaré, no Centro Oeste paulista, é igual a qualquer outro.

 

A floresta em formação tem oito meses. As árvores são bem uniformes, porque as mudas são clones. A diferença está no plantio feito pelo sistema adensado. Cada hectare tem quase seis vezes mais árvores do que nas florestas convencionais.

 

“Como no plantio tradicional, as ruas aqui têm três metros de largura. A diferença está no espaçamento entre as plantas. São 50 centímetros de uma muda para outra. No sistema tradicional, os produtores utilizam três metros de uma planta para outra”, destaca o professor Laércio Couto.

 

Foi ele quem implantou o sistema no Brasil, já que é especializado em silvicultura. O professor trouxe a ideia dos Estados Unidos.

 

Couto diz que nos testes que fez em Minas Gerais obteve um excelente resultado: cem toneladas de massa por hectare, um rendimento de 40 toneladas de eucalipto seco.

 

No sistema tradicional são apenas 20 toneladas por hectare, segundo Couto.

 

Foi esse rendimento que levou uma usina de açúcar e álcool, que está em fase de implantação, em Avaré, a adotar o plantio adensado. Mas, afinal, por que uma usina que tem a cana-de-açúcar como matéria-prima está investindo em árvores?

 

O eucalipto vai ser usado para ajudar a manter em funcionamento 12 meses o sistema de geração de energia da usina, que custou R$ 60 milhões. É que a safra de cana dura sete meses e a madeira vai alimentar a caldeira nos outros cinco meses do ano.

 

O diretor geral da usina, José Meyer, explica que o corte da floresta, dois anos depois do plantio, vai coincidir com a entressafra da cana. É que a usina optou pelo eucalipto por conta do grande rendimento.

 

O gerente agrícola da usina, João Elias Oliveira, explica que o custo de implantação do plantio por hectare foi o mesmo da cana-de-açúcar: R$ 3 mil.

 

Só custou um pouco mais do que o plantio normal, porque foi usada uma quantidade maior de mudas, em torno de seis mil hectares. No plantio convencional, são 1.100 mudas.

 

O diretor geral da usina, José Meyer, diz que o sistema também tem o lado social. O próprio pessoal que trabalha no corte da cana durante sete meses vai ser aproveitado para cuidar da floresta de eucalipto.

 

Em Lins, no Centro Oeste paulista, uma termoelétrica também está plantando eucalipto pelo sistema adensado.

 

André Escobar, coordenador de projetos, disse que a empresa que já tinha plantado 1.600 hectares pelo sistema tradicional, mudou de tática assim que conheceu a novidade.

 

Já plantou 200 hectares, está plantando outros 800 e tem um cronograma definido até 2013.

 

Escobar diz que serão mais 800 hectares de eucalipto adensado por ano.


 

Veja também:


Produção de eucalipto por adensamento ganha espaço


Eli Franqui

Publicado em: 01/04/2009

Vinho

 
 
 
 ELI FRANQUI  na vinícola Salton
 
 
 Uva Cabernet Sauvignon
 
 
 
 
 
 
ELI FRANQUI  e PAULO BERTIN
 
Recentemente estive no Rio Grande do Sul e fiquei impressionado com o padrão de nossas vinícolas.
Fiz algumas reportagens que retratam isso.
E aproveito para publicar  esse material aqui no Blog. 

NOTÍCIAS
Uva de mesa em São Paulo e fruta para fazer vinho no SulMunicípio do sudeste paulista é o maior produtor do estado na variedade mesa; em Bento Gonçalves, no Sul do País, produção é de 600 milhões de quilos11 de Março de 2009


Já se passaram mais de 100 anos desde que os imigrantes italianos plantaram os primeiros pés de uva no Brasil. Em São Paulo, o município de Jundiaí tem tradição na produção da variedade para mesa.

 

Dos 70 milhões de quilos que o estado colheu na última safra, 30 milhões saíram de Jundiaí. É o maior produtor de uva de mesa do País.

 

Na Serra Gaúcha, região nordeste do Rio Grande do Sul, também foram os italianos que plantaram os primeiros pés da fruta.

 

Eles encontraram condições ideais de clima e solo nos vales e encostas das montanhas para cultivar uva. Tornaram a região de Bento Gonçalves, município com pouco mais de 100 mil habitantes, o maior produtor de vinhos e espumantes do País. São 600 milhões de quilos de um grande leque de variedades de uva.

 

A colheita vai até abril. São cerca de 16 mil famílias empregadas no manejo dos parreirais.

 

Veja também:

Veja também:
Brasil está entre os maiores produtores de champanhe e espumante do mundo
Turismo rural: um bom roteiro nessa época do ano é visitar vinícolas
Colheita da uva tem de ser feita na hora certa
Cooperação na produção de vinho no Brasil

 


 

 

Eli Franqui

 

Publicado em: 01/04/2009

CONTRASTE

No programa desta semana mostramos cenários diferentes no campo em época de safra.
A colheita da cana está começando em São Paulo e com o aumento da oferta principalmente de álcool no mercado o preço esta em baixa.
As colheitas da soja e do milho também estão e rítmo acelerado.
E para dar conta do serviço tem gente trabalhando em horário especial,como mostramos
na região de itapetininga onde a colheita de milho é feita à noite.
Mas eu gostaria de destacar também um outro assunto de grande importância para a pecuária Paulista.
Na próxima etapa em maio vai ser implantada uma mudança.
Os criadores vão vacinar animais até dois anos de idade. Na prática isso vai significar menos doses de vacina e trabalho no manejo com o gado.
A medida foi adotada pelo Ministério da Agricultura a pedido dos criadores. Eles alegaram que os animais com mais idade do que isso
já estão imunizados. Acho isso correto e lembro que depois de mais de uma década sem a febre, São Paulo começa a dar os primeiros passos para se tornar área livre da Aftosa sem vacinação. Vai demorar mas acho que  vamos chegar lá.
Grande Abraço
Eli Franqui. Todos os direitos reservados.2010