Eric Gehringer Ursini
Formado em publicidade e propaganda com MBA em marketing, atua na área desde 1998. Hoje é supervisor de marketing da TV TEM.

Publicado em: 30/08/2010

Marcas no cinema

É claro que existe um termo em inglês para a estratégia das marcas que entram em roteiros de filmes e fazem as vendas do produto ou serviço disparar. Chama-se Product Placement. Veja alguns exemplos clássicos para entender melhor essa estratégia de marketing:

 

 

  

Eu, robô (2004): já no início do filme pode-se ver que o protagonista (Will Smith) é adepto do tênis All Star Converse e tem um aparelho de som da JVC. A técnica chegou a ser bastante criticada pelo público depois que as marcas ganharam mais closes que o próprio ator. O filme teve ainda um carro conceito criado especialmente para ele-- um Audi RSQ de ares futuristas, totalmente adaptado para o ano em que o filme se passa, 2035.

 

 

 

Minority Report (2002): Tom Cruise vive em 2054, um mundo em que a publicidade literalmente salta em cima das pessoas. É o recente conceito de marketing contextual. Em uma cena, o personagem caminha entre anúncios holográficos que instantaneamente o "reconhecem", chamando-o pelo nome para oferecer uma cerveja gelada, como Guinness, ou um carro. No caso, um Lexus da Audi. Assim como para "Eu, Robô", a Audi desenvolveu um carro exclusivo para as gravações de Minority Report. O mesmo Lexus 2054 também foi utilizado depois, nas gravações de "A Ilha", porém na cor azul. Além da Audi, a marca Bvlgari aparece várias vezes em closes. Também investiram no filme Aquafina e The Gap.

 

 

 

Náufrago (2000): duas marcas despontam no drama vivido por Chuck Noland (Tom Hanks)-- FedEx, claramente presente desde o início do filme, e Wilson, a empresa de produtos esportivos. Apesar de a FedEx não ter pago para aparecer no filme, os meio que a empresa disponibilizou valem milhões de dólares. A Wilson, hoje, dificilmente é pronunciada sem que se lembre do melhor amigo de Chuck na solitária ilha. A bola da marca chegou a receber um prêmio da Associação Broadcast Film Critics, sendo nomeada como "O melhor objeto inanimado em um filme".

 

 

 

De Volta para o Futuro (anos 80): é repleto de referências a grandes marcas, a começar pelo tênis de Marty Mcfly (Michael J. Fox), um modelo da Nike, com direito a close. Ao voltar aos anos 50, Marty sofre um acidente e é salvo pela mãe Lorraine. Intrigada com as estranhas roupas de Marty, Lorraine vê "Calvin Klein" escrito na cueca do rapaz. A jovem então insiste em chamar Marty de "Calvin" até o fim do filme, estratégia que fez a marca ser mencionada dezenas de vezes. Outras marcas que dão o ar da graça na trilogia são Pepsi, Texaco, Mattel, Toyota, Pizza Hut, Black and Decker, sem contar que a máquina do tempo da franquia foi montada em um carro de John De Lorean, o que custou uma pequena fortuna à De Lorean Motor Company.

 

 

 

E.T. (1982): as balas Reese's Pieces, da Hershey's, tiveram um aumento de 65% nas vendas depois que o público identificou um pacote dos doces na mão do personagem Elliott, no filme de Steven Spielberg. Na época, antes de fazer parceria com a Hershey's, Spielberg procurou a Mars oferecendo promoção para as conhecidas M&M. A Mars recusou a oferta, temendo ver seu produto associado a uma criatura como E.T. Coisa que não assustou a Hershey's, que assinou um acordo pelo qual foi produzido o equivalente a US$ 1 milhão em publicidade e passou a ilustrar as embalagens das Reese's Pieces com a imagem de E.T. Estouro de vendas. Já a cerveja Coors amargou queda depois que E.T. se embriaga e, através de uma conexão psíquica, transfere sua embriaguez para Elliott. Ter a marca associada a um menor de idade bêbado não pegou bem para a Coors Beer.

 

Publicado em: 05/08/2010

Crescer ou ser fiel?

 

 

Especialistas apontam que o caso do técnico de futebol é um bom exemplo para quem quer gerir bem a carreira

 

Você recebe uma proposta de emprego de outra empresa. É um salto em sua carreira, algo que você esperava havia muito tempo. Mas você não quer romper seu compromisso e deixar seu chefe - que não quer perdê-lo - na mão. O que fazer? Mudar de emprego mesmo assim? Romper obrigações contratuais ou morais em nome de um cargo mais alto ou de mais dinheiro? A resposta dos especialistas em gestão de carreira é: siga o exemplo de Muricy Ramalho.

 

O técnico do Fluminense foi convidado semanas atrás a assumir o posto de treinador da seleção brasileira, cargo que dez entre dez técnicos almejam. Recusou a oferta, porém, porque o clube que dirige não liberou sua saída. Muricy já havia acertado um contrato com a equipe carioca até o fim de 2012 antes de receber o convite da CBF. Como diz que nunca quebrou um contrato sequer, deixou a decisão de liberá-lo ou não nas mãos do Fluminense, que decidiu segurá-lo. E Muricy, que sempre disse sonhar com a chance de treinar a seleção, abriu mão dessa chance.

 

Os especialistas em gestão de carreira ouvidos por VEJA.com classificaram a decisão como acertada. "É uma postura ética rara de ser encontrada. Vemos muitas empresas fazendo propostas melhores e é comum o profissional pensar só no dinheiro e partir. Essa decisão muitas vezes mancha uma carreira", alerta Sulivan França, presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching (Slac). "Às vezes, vale mais a pena você sacrificar um ganho no curto prazo, mas valorizar uma carreira e um caráter", completa.

 

"O Muricy deu o exemplo do que é um líder baseado em valores", afirma Irene Azevedo, consultora de carreira da DBM. A especialista explica que essa decisão é benéfica no longo prazo, porque o líder passa a ter muito mais credibilidade perante sua equipe. "Aqueles que estão sendo liderados por nós esperam o exemplo, por mais difíceis que as decisões sejam", explica.

 

E se você fosse o Mano?
O ex-técnico do Corinthians, Mano Menezes, foi convidado a assumir o cargo que Muricy recusou. No mundo corporativo, ser a segunda opção é muito comum, e o profissional não deve se sentir inferior por isso. "As oportunidades só aparecem quando estamos preparados", explica Irene. De acordo com ela, não há segredo na postura ideal para essa situação: "O importante é pensar: eu fui lembrado e escolhido. Tenho que mostrar o meu valor, ver os erros e acertos das outras gestões", afirma a consultora.

 

O especialista em recrutamento de executivos Jean Pierre Marras explica que nem sempre a escolha de um profissional leva em conta apenas competência. "Existe uma série de variáveis que são levadas em conta", explica. Portanto, o profissional lembrado apenas após a recusa do primeiro escolhido não deve se ressentir. Pelo contrário: deve pensar que está no rol dos melhores.

 

Fonte: exame.com.br - Beatriz Ferrari - 27/07/2010


Publicado em: 02/08/2010

O poder da maçã

 

 

A Apple é a marca mais valiosa do mundo, segundo ranking da revista Forbes. Os problemas com a antena do novo iPhone 4 não foram suficientes para abalar a colocação da empresa na lista. Veja abaixo as 10 marcas mais valiosas e quanto valem:

 

1 - Apple (US$ 57,4 bilhões)
2 - Microsoft (US$ 56,6 bilhões)
3 - Coca Cola (US$ 55,4 bilhões)
4 - IBM (US$ 43 bilhões)
5 - Google (US$ 39,7 bilhões)
6 - McDonald´s (US$ 35,9 bilhões)
7 - General Eletric (US$ 33,7 bilhões)
8 - Marlboro (US$ 29,1 bilhões)
9 - Intel (US$ 28,6 bilhões)
10 - Nokia (US$ 27,4 bilhões)

 

Publicado em: 26/07/2010

Sobraram os palhaços no circo da Fórmula 1

Saudade da antiga Fórmula 1! Saudade de verdadeiros campeões! Saudade de Ayrton Senna! Hoje estou de luto pela FIA e pela Fórmula 1. Não sou um PhD da história do automobilismo, mas conforme assistia duelos, batalhas entre grandes pilotos, alguma coisa aprendia e me encantava. Fazia questão de levantar às 4 da manhã para assistir a uma corrida que acontecia lá pros oriente. Não quero mais fazer isso. Até as matérias sobre as infelizes e derrotadas decisões da Ferrari na corrida de ontem não quis assistir nos programas esportivos de hoje. Não faz mais sentido.

 

Pilotos não defendem mais seu nome, sua pátria, sua história. Defendem o bolso. Deles! Não faz mais sentido torcer para o programado, para o provável. Não faz sentido entender o absurdo. Não é mais possível acreditar em grandes campeões na Fórmula 1. Eles não existem mais! Não sem uma forcinha da equipe. Aliás, a equipe no automobilismo deveria ser para apenas um piloto. Sei que jogo de equipe acontece há muito tempo, provavelmente desde o surgimento da categoria, mas os avanços tecnológicos estão expondo os acontecimentos não apenas na Fórmula 1, mas no futebol e em tantos outros esportes.

 

O que falou mais alto nos casos de Rubinho e Felipinho nos acontecimentos de 2002 e de ontem? O salário milionário? O sangue latino nas veias? A falta de personalidade? Tudo isso em um caldeirão? Pode ser. Mas foi pífio. Foi humilhante. É irônica a ironia de Rubinho sobre o caso. Ele fez pior! Escancarado! Pobre a nova geração que não pode tê-los como ídolos. As feras foram embora do circo da Fórmula 1. Só sobraram os palhaços!

 

Publicado em: 23/07/2010

Bombril em novos segmentos

Com foco na sustentabilidade e visando entrar em segmentos fora da categoria de higiene e limpeza, a Bombril deverá apresentar ao mercado, até o final do ano, mais de 150 lançamentos. Produtos automotivos e até do segmento pet estão inseridos no plano estratégico da companhia. Para este ano, a Bombril irá investir R$ 60 milhões em marketing.

 

A estratégia da Bombril em relação à sustentabilidade, segundo Marcos Scaldelai, diretor de marketing da Bombril, foi lançada este ano com o projeto Bombril Eco com uma campanha criada pela WMcCann contra as esponjas que não são ecológicas, sob o mote de que a lã de aço Bombril é benéfica para o meio ambiente já que vira pó e desaparece. Não é o mesmo que acontece com as esponjas. Ao mesmo tempo lançamos a linha ecológica Ecobril  - que chegou aos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro neste mês - com 24 itens que abrangem as principais categorias de higiene e limpeza. Para este ano vamos apresentar ao mercado 11 novas categorias e mais de 150 produtos. Até agora, já lançamos mais de 50 itens.

 

O investimento destinado para a linha Ecobril foi de R$ 7 milhões. A campanha será lançada em agosto, mas vamos focar apenas mídia impressa e mídia exterior. Mais para frente, dependendo da receptividade dos consumidores, deveremos ter filme para TV fechada.


Publicado em: 02/06/2010

Viral com cheiro

 

 

Para divulgar a nova fragrância de seu perfume Kaiak, a Natura criou um banner com cheiro. Dois segundos para você imaginar como isso funciona…. 1… 2…. Pois é, não é desse jeito que você pensou não. Em uma parceria com 15 lan houses pelo Brasil, foi instalada uma traquitana que faz o banner “sair” da tela com uma amostra do perfume. No link com o vídeo-case, sob medida para Cannes, você pode ver a ação acontecendo e a reação das pessoas. A criação é da ID\TBWA.

 

Video: http://www.brainstorm9.com.br/2010/05/28/o-banner-perfumado-da-natura/

 

Publicado em: 26/04/2010

Internautas compram mais em redes sociais

Estudo mostra que fãs e seguidores compram e indicam produtos. Além do e-commerce, as redes sociais estão mudando os hábitos dos consumidores com relação à compra. Uma pesquisa feita pelas empresas Chadwick Martin Bailey e iModerate mostra que mais de 60% dos usuários do Twitter ficam mais interessados em comprar produtos de marcas que eles seguem no microblog.

 

Já no Facebook, 50% dos usuários pensam da mesma forma com relação às marcas às quais são fãs. Além disso, o estudso ainda aponta para o fato de que estes internautas indicam os produtos e serviços 80% a mais do que os consumidores em geral.

 

Um dos motivos que os fazem acessar a página destas marcas e tornarem-se mais próximos delas é adquirir descontos, participar de promoções ou serem informados sobre novidades da marca em primeira mão. Porém, é preciso ter cuidado para que as informações sobre os produtos não passe dos limites que o consumidor estabelece como aceitável.

 

Publicado em: 18/03/2010

Campanha criada pelo consumidor

 

 

Para o italiano Luca Messaggi, que tem 15 anos de experiência no setor de mídia e publicidade, o futuro da publicidade está na mídia social e nos vídeos online. O executivo abriu na manhã desta quarta-feira, 17, o Web Expo Forum, evento que a Converge Comunicações promove em São Paulo, falando sobre crowdsourcing advertising. Messaggi apresentou a empresa que dirige, a Zooppa, que construiu uma plataforma tecnológicas e modelo de negócios para aproximar marcas e consumidores.

 

A premissa da empresa, fundada na Itália em 2007, é agregar talento criativo na comunidade Zooppa.com para desenvolver campanhas para marcas a partir de um briefing da empresa. O conteúdo produzido pelos usuários é submetido à votação dos membros da comunidade, da própria marca e do conselho Zooppa. O autor do melhor projeto é remunerado e o conteúdo é então utilizado em campanhas virais nas redes sociais ou offline, neste último caso, há negociação dos direitos.

 

De acordo com Messaggi, a empresa já desenvolveu 90 campanhas para marcas como Google, Microsoft e Kit Kat. Hoje, a comunidade Zooppa reúne 60 mil usuários sendo 6 mil brasileiros. A empresa tem hoje bases nos Estados Unidos, no Brasil (desde o início de março deste ano) e pretende abrir uma unidade no Reino Unido. A remuneração do autor do projeto vencedor varia de acordo com projeto do cliente. No Brasil, a Zooppa já lançou um concurso para o desenvolvimento de uma campanha para a Sky cujo valor total da premiação é US$ 11 mil. Em duas semanas, a campanha já recebeu 100 peças gráficas, seis vídeos e dois mil comentários. Ao final de oito semanas, que é o tempo previsto para o concurso, a expectativa é receber entre 60 e 100 vídeos e entre 500 e mil peças gráficas.

 

Um concurso para a HP com premiação de US$ 15 mil deve entrar nas próximas semanas e ainda há três ou quatro concursos em negociação para os próximos meses. "O benefício para o cliente é que o consumidor dá a sua visão e desenvolve campanhas criativas. Há efeito viral e engajamento. Já o usuário ganha destaque, networking e remuneração", observa Messagi.

 

Publicado em: 16/03/2010

Marketing "verde" nos supermercados

O consumo de sacolas plásticas tradicionais anualmente chega a 12 bilhões de unidades no Brasil, sendo que, em média, cada brasileiro utiliza em torno de 66 sacolas por mês. Para economizar e apresentar um viés de rede sustentável, ao cortar esse tipo de gasto, uma ação já consolidada em países europeus, o varejo brasileiro começa efetivamente a brigar para ver quem será a rede supermercadista que mais vai pegar o estigma de empresa ecologicamente correta - e sustentável. Ousados, os franceses do Carrefour Brasil anunciaram ontem, oficialmente, que irão eliminar de forma gradual, até 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, o uso de sacolas plásticas tradicionais em suas lojas. De acordo com a rede, ao menos 1% do dinheiro destinado a investimentos será usado para implantar ações de sustentabilidade nas lojas.


Segundo o diretor-superintendente da rede, Jean-Marc Pueyo, um dos focos da rede é implantar programas sustentáveis em todas as 70 lojas que a rede quer inaugurar neste ano construídas. "Para nós é um passo muito importante para a nossa cadeira, e também como um ato que vai ajudar bastante em nossa operação no Brasil. Queremos que em 4 anos toda a rede tenha esse programa implantado", afirmou.


Uma loja em Piracicaba (SP), foi a primeira do Carrefour a aderir à iniciativa, e para estimular a troca das embalagens tradicionais na unidade serão distribuídas gratuitamente até o final deste mês sacolas retornáveis. O Carrefour ainda colocará à venda nas lojas outras opções de embalagens sustentáveis, como a sacola 100% biodegradável, desenvolvida em parceria com a empresa Basf, produzida com base em uma resina especial derivada do milho, que pode se decompor em até 180 dias.


Outras alternativas serão as sacolas retornáveis, com preços entre R$ 1,90 a R$ 15,00, além do oferecimento de caixas de papelão aos clientes da rede. As embalagens tradicionais podem demorar até 400 anos para se decompor. A ação do Carrefour de eliminação da utilização de sacolas plásticas tradicionais é realizada também na França, na China e na Polônia.

 

Publicado em: 10/03/2010

O fenômeno BBB

 

 

Você pode gostar ou não do “Big Brother Brasil”, vai de cada um. É uma coisa subjetiva. Concordar ou não concordar com ele. Direito que também não pode ser negado a ninguém. Indiscutível. Mas um programa de televisão que, em dois dias, ao colocar três dos seus participantes na eliminação, chega a 92,3 milhões de votos precisa ser visto com atenção e respeito.


Aí que entra o valor do profissional na televisão brasileira. Em poucos países, mais ou menos avançados, o “Big Brother” provoca toda essa comoção. O nosso, sem qualquer modéstia e orgulho para quem mexe com isto, está entre os melhores. Evidentemente que uma coisa nada tem a ver com a outra, mas só para efeito de comparação, no segundo turno das eleições em 2006, juntos, os dois candidatos à Presidência da República totalizaram 95,8 milhões dos votos obrigatórios válidos. Isso depois de um ano inteiro de campanha.
Está certo também, que numa eleição oficial, o cidadão só vota uma vez, mas o “BBB”, em dois dias com o seu “paredão”, passar dos 90 milhões é uma coisa completamente fora dos padrões.


Nesse embalo, os números passarão fácil dos 100 milhões ainda na edição atual. Nem a Globo esperava por tanto.

 

Eric Ursini - Marketing Descomplicado. Todos os direitos reservados.2010