Homem & Animal
Série sobre a relação dos homens com os animais e a preservação dos bichos no nosso ambiente

Publicado em: 28/05/2010

Quinto Episódio: Pessoas que se dedicam a cuidar de animais

Como nós humanos, podemos transformar a vida dos animais. E como eles podem mudar nossas vidas! Na última reportagem da série Homem e animal, você vai conhecer a história de gente que se dedica para trazer conforto e carinho para animais domésticos e silvestres.

E vamos juntos a Santa Catarina, conhecer a única escola de cães guia do país, que são companheiros de quem  perdeu a visão. E nos emocionar com a história de um cão guia e seu dono, que não se separam nem na hora do lazer.

 

Parte 1

 

Parte 2

 

Parte 3


Anjos da guarda. É assim que merecem ser chamados estes voluntários. Eles dedicam parte do tempo para cuidar de animais abandonados.

O Bethovem agora está todo brincalhão, mas há um tempo atrás ele chegou todo machucado. Os hóspedes lá são bem tratados "pra cachorro" e acabam se tornando parte da família.

A cada mês o número de animais varia, geralmente entre 10 e 15. Ficam o tempo que for preciso até encontrar um dono. Despesas com ração, veterinário e medicamentos, tudo vem do bolso dos voluntários. Esforço recompensado em histórias com final feliz.

Pelo olhar sol parece expressar gratidão por ter encontrado abrigo no momento que mais precisava. A cachorrinha estava magra e doente quando foi recolhida na rua. Agora pode cuidar com segurança e tranquilidade dos sete filhotes. Do cuidado com os animais domesticados para a atenção com os animais silvestres.

Estamos numa área de 40 mil metros quadrados de mata atlântica preservada, em Santa fé do Sul, região noroeste do estado. No projeto mata dos macacos a atração passeia de galho em galho. São quase cem macacos-prego, bicho esperto que adora uma brincadeira. Na hora de reunir a macacada ele nem precisa se esforçar, basta uma bacia de bananas e chamar pelo nome.

A iniciativa partiu do empresário Nelson de Souza Lima JR., que doa R$25 mil por mês para arrendar a mata dos macacos e manter este mini-zoológico que acolhe animais vítimas de acidentes e contrabando. O resultado desse trabalho é a preservação das espécies e a conscientização das pessoas.

Do estado de São Paulo ,nossa equipe embarca rumo ao litoral do sul do país. Nosso destino é Florianópolis, capital de Santa Catarina. Chegamos a Balneário Camboriú, principal destino dos turistas no litoral catarinense. É no shopping que nossa equipe encontra voluntários da única escola de cães-guias do país. Uma entidade sem fins lucrativos que  prepara cães que depois são doados a pessoas que perderam a visão.

Uma lei federal garante que animais como esses, usados para ajudar cegos, podem frequentar qualquer espaço público, sem restrições. O condicionamento do animal em lugares movimentados é o primeiro passo do trabalho de adaptação.

A brisa é da raça labrador, é um bebê ainda, só tem um ano e dois meses e nesse trabalho de sociabilizarão o animal é capaz até de subir uma escada rolante por exemplo.

Um cachorro como esse ajuda a desviar de obstáculos e se locomover de forma mais rápida, ágil. O animal passa cerca de quinze meses morando na casa de uma família participando de uma rotina social.

Um passeio de carro com os amigos e de repente a escuridão. Elias Ricardo Diel tinha 16 anos quando ficou cego. Ele não se acostumou com bengala nem se conformou com as limitações. Quando Winter chegou, há um ano, foi um presente: a independência aumentou.

Cada atitude do cão-guia é uma percepção para os sentidos do condutor do animal. Os comandos são em inglês por causa do preparo feito de acordo com normas de padrão internacional.

A "química" entre homem e animal é uma fórmula de sucesso que ajuda a curar a solidão. Elias e Winter passam o dia inteiro juntos. Quando ele dá aulas de yoga ela está por perto.

Desde a adolescência Elias é apaixonado pelo mar. Hoje, 36 anos, não abandonou a o gosto pelo surf, ele vai até a praia guiado pela Winter. A companheira fica na areia ansiosa esperando o dono voltar. Na água, o irmão Cláudio dá uma força pra avisar sobre as ondas. O reencontro é sempre emocionante.

O amor que existe na relação entre homem e animal está além do que as palavras podem explicar. Somos de espécies diferentes, mas muito parecidos. Todos em busca de evolução. Anjos da guarda. É assim que merecem ser chamados estes voluntários. Eles dedicam parte do tempo para cuidar de animais abandonados.

Publicado em: 27/05/2010

Quarto episódio: Conheça os maiores zoológicos do Brasil e o projeto Tamar

Os zoológicos são muito mais que espaços de lazer. São centros importantes para a preservação das espécies. Para mostrar a você esse mundo animal, a equipe do Tem Notpicias foi até a capital para mostrar um dos maiores zoológicos do planeta. Vamos viajar juntos também até o litoral norte para conhecer o projeto de preservação de animais dóceis e belos, mas bastante ameaçados: as tartarugas marinhas.

Comida na hora certa, conforto e carinho, muito carinho... Vida de bicho neste pedacinho do paraíso é de dar inveja. Estamos no zoológico de São Paulo... Uma ilha selvagem ... Bem no coração da capital! Moradia de quase 4 mil animais de 400 espécies diferentes... É o maior do Brasil e um dos mais importantes do mundo. A área é de 900 mil metros quadrados ... A maior parte coberta de mata atlântica... Ambiente perfeito, bem parecido com o habitat natural dos bichos que vivem lá.

 

Parte 1

 

Parte 2

 

Parte 3

 

 

 

O orangotando acabou de chegar e ainda está se adaptando. Ele veio de Portugal especialmente para namorar uma outra macaca. Por enquanto ficam separados, estão se conhecendo, mas logo logo vão ficar bem juntinhos e quem sabe... Ah, vem um filhotinho por aí. As últimas pesquisas apontam que milhares de espécies animais foram extintas nos últimos cem anos. Muitas destas espécies jamais serão conhecidas por gerações futuras.

Por isso, o principal desafio dos pesquisadores que trabalham lá é reproduzir em cativeiro espécies ameaças de extinção. O Zoo foi a primeira instituição brasileira a investir em projetos de pesquisa que incentivam a reprodução animal em cativeiro. Tem até um espaço dedicado exclusivamente aos casais que estão namorando. Lá mora uma preciosidade que não se vê em nenhum lugar da natureza, porque já foi extinta. É a arara-spix, o animal mais raro da fauna brasileira.

Os especialistas calculam que existam, em todo o mundo, no máximo 50 exemplares em cativeiro.... No Brasil são apenas essas três. Um casal e um macho que até pouco tempo atrás estava sozinho... Estava!!! Os biólogos arrumaram uma namorada para ele, da espécie macaranã. A torcida agora é para que os dois se acertem e dessa união venham filhotes.

 

De São Paulo, fomos para Bauru. Lá, os animais vivem em um ambiente cercado de árvores e com cuidados especiais. Os mais famosos são os pingüins, que ficam em um ambiente climatizado.

O Zoo também desenvolve projetos de educação ambiental e programas de reprodução em cativeiro. Na região de Sorocaba, fica um dos principais zoológicos do país. No Zooparque Itatiba convivem mais de 1.500 animais. Lá, como em Bauru e capital, o principal objetivo dos biólogos é trabalhar para prolongar e preservar as espécies. O núcleo de reprodução para aves e primatas mantém vivas espécies ameaças de extinção, que já foram declaradas como animais que não são mais vistos na natureza...

É também em Sorocaba que fica o maior santuário de chipanzés do Brasil. O projeto de proteção aos grandes primatas atende 70 animais. Estrutura completa para que os chimpanzés possam viver tranquilamente..

Nosso destino parte para o litoral norte de São Paulo, em Ubatuba. Pela imensidão do oceano que banha a costa brasileira, a vida debaixo d'agua deveria ser tranqüila, mas nadar por lá virou um perigo constante para as tartarugas marinhas. O machucado no casco foi feito pelo motor de um barco de pescadores. Ferida, a tartaruga verde de 41 quilos e setenta e seis centímetros por pouco não morreu.

 

Ubatuba foi escolhida para ser uma das sedes do projeto Tamar, que há trinta anos luta para preservar as tartarugas marinhas. Em todo o mundo existem sete espécies. No Brasil vivem cinco delas. Quem vem até aqui, conhece quatro espécies, a verde, a cabeçuda, a de pente e a oliva. Só a gigante não é mantida em cativeiro por causa do tamanho.

Há dez anos, biólogos tiveram a ideia de levar para os pescadores em alto mar a conscientização, a importância de preservar as espécies de tartarugas.

Duas tartarugas ficaram presas ás redes de pesca..os pescadores ligaram para o projeto Tamar e os biólogos vão fazer a captura dos animais. Vinte minutos de barco, já na praia, por sorte elas não se machucaram.

Os animais são atendidos pelos especialistas que analisam o tamanho, o peso, o casco, tudo é anotado, e uma marca que vai ajudar os pesquisadores a controlar a vida das tartarugas marinhas...

Quando esses animais são encontrados machucados, são levados para o centro de atendimento na sede do projeto. É lá, em pequenos tanques, que os animais ficam se recuperando até voltar ao mar... É uma espécie de hospital de tartarugas!!! Nesses anos todos de pesquisa o Tamar conseguiu reduzir a mortalidade e aumentar a taxa de nascimentos das tartarugas.

A ganância e o desrespeito do ser humano sempre foram constantes na relação entre homem e natureza. Por isso é importante trabalhar com consciência e perseverança. Tudo para a preservação das espécies e garantir a existência delas para as futuras gerações.

Publicado em: 26/05/2010

Terceiro episódio: Tráfico de animais é problema no Brasil

O sonho de ter animais silvestres em casa, como papagaios, macacos e cobras retirados da natureza, movimenta um mercado clandestino que é terceiro maior tráfico do mundo, o de animais silvestres. E o trabalho da polícia ambiental e IBAMA é combater este crime. Você sabia que o principal alvo dos traficantes são os pássaros? Mas o que acontece com os bichos depois das apreensões??

Na terceira reportagem da série homem e animal vamos mostrar o caminho que leva os pássaros até a vida em liberdade. E você vai ver ainda a beleza e a convivência harmoniosa entre bichos e homens nas cidades do interior




Parte 2:


Parte 3


Fim de festa e o tamanduá bandeira passeia tranquilamente pelo salão. O flagrante foi feito pela câmera de um celular.  Um animal da mesma espécie caiu numa piscina vazia. Só os bombeiros conseguiram retirar o tamanduá.

Uma sucuri de três metros foi capturada num poço de captação de água na área urbana. Já a jaguatirica buscou abrigo na árvore em frente a uma casa. A onça sussuarana deu um susto na família que passava o fim de semana em uma chácara. Os animais estão cada vez mais perto de nós. Os bichos se aproximam e o homem se aproveita desta facilidade.

O tráfico de animais silvestres movimenta  de 10 a 20  bilhões de dólares  por ano em todo o mundo e só perde para o tráfico de armas e de drogas. No  Brasil, estima-se que sejam retirados cerca de 12 milhões de animais silvestres. Das matas brasileiras todo ano, o que aumenta a lista de animais em extinção. Hoje ela passa de 400 espécies.

Traficantes de animais usam até os correios. Na região de Rio Preto, cobras de uma espécie americana foram apreendidas em caixas de entrega rápida.  E os animais mais procurados são os pássaros. Na lista das espécies mais procuradas pelos traficantes  estão pássaros da lista de extinção como o azulão. Também são alvo do tráfico espécies como bigodinho, canário, coleirinho, galo de campina e curió.

Asas para voar, grades para prender. As aves geralmente são transportadas e mantidas em más condições. E apreensões recentes mostram isso.  Ainda sem penas filhotes de papagaio e araras eram trazidos do Mato Grosso do Sul no assoalho de um carro. O motorista foi flagrado depois uma denúncia anônima.

300 pássaros apreendidos em um só dia, durante uma operação do IBAMA e da Polícia Federal em Rio Preto. As aves criadas de forma irregular estavam em lojas e na casa de criadores amadores, que falsificavam anilhas, pequenos círculos de metal colocados na pata das aves que representam o controle do IBAMA sobre as criações em cativeiro. Quando são retirados dos locais de origem, os pássaros deixam de cumprir importantes funções nas matas.


 

Bastante procurado para ser criado em residências, o papagaio verdadeiro é uma espécie já bastante rara no estado de São Paulo. As aves geralmente são retiradas ainda filhotes nos ninhos nos estados da região central e nordeste do país para serem revendidos de forma ilegal em São Paulo.   Além de multas pesadas, a pena para o tráfico de animais silvestres pode chegar a até 3 anos de prisão.

Passamos por Campinas, São José dos Campos, Aparecida. 7 horas de viagem e chegamos a Lorena. Cidade com 80 mil habitantes no Vale do Paraíba. Na área da floresta nacional de Lorena, uma reserva de mata atlântica, fica o único centro de triagem de animais silvestres mantido pelo IBAMA no estado de SP. Mais de duas mil aves passam por lá todos anos.

Os papagaios ainda estão assustados, acabaram de chegar aqui. Além deles, dezenas de outras espécies de aves, como o bicudo, que está extinto do estado de São Paulo. Os animais são observados e tratados por pelo menos um mês.

Outros animais apreendidos também ficam no período de quarentena. Como a iguana, os tigres d'água americanos e dezenas de tigres d'água brasileiros, espécies de tartarugas. Entre todas os animais daqui, os macacos são os mais difíceis de serem destinados a um local apropriado. Por demarcarem território os animais que já vivem nas matas não aceitam novos integrantes nos bandos.

Nos viveiros, a beleza dos pássaros encanta... o cardeal , o galo de campina , o pintassilgo, o azulão  e o sabiá... Aves que em breve vão ganhar a liberdade.

Para onde se olha, uma ave solta. Os papagaios se confundem com o verde das árvores, já as araras se destacam. Muitas delas nasceram em cativeiro e aos poucos vão se acostumando a vida selvagem. Algumas aprenderam a voar aqui. Os filhotes de tucano só serão soltos no fim do ano, período de chuva e com alimentação mais abundante nas árvores.

Os canários saem rapidinho, não perdem a chance da liberdade. E como eles ficam muito mais bonitos quando voltam ao lugar de onde nunca deveriam ter saído. São  animais que ganham a liberdade e outros já vivem livres , em harmonia com o homem.

A paisagem é de um cartão postal. Na represa de Rio Preto. A menos de 2 kms do centro da cidade, um refúgio para os animais. As capivaras andam aos bandos. Se reproduzem, renovam a vida na represa. E elas são bastante elogiadas pelos visitantes. Para os pequenos , as capivaras podem ser definidas em uma só palavra.

E muito mais animais vivem lá. Num trabalho que durou cinco anos um pesquisador identificou 85 espécies de aves. Quando o sol começa a se por, as garças começam a chegar, de todas as direções,  um balé no ar.

Durante o dia, as garças boiadeiras se alimentam de insetos nos pastos da região. No fim do dia se encontram no mesmo horário e local, instintos da natureza...

Começa a anoitecer e a árvore fica carregadinha de branco, paisagem de pantanal no meio da cidade. Um espetáculo que se repete todos os dias e que dona Alice Correa, aos 67 anos, viu pela primeira vez. E é dona Alice que nos lembra: além da beleza, o show das garças também pode servir de lição.

Outros tipos de animais também estão na mira de quem busca lucro retirando animais da natureza. Filhotes de jabotis, iguanas e pássaros eram vendidos nesta casa em Araçatuba.

Traficantes de animais usam até os correios. Cobras de uma espécie americana já foram apreendidas depois de serem detectadas pelos aparelhos de raios x.

E é sempre bom reforçar que animais silvestres, como papagaios, macacos e cobras só podem ser criados em cativeiro com autorização do IBAMA.  Quem tem estes animais em casa sem autorização está cometendo um crime ambiental e está sujeito a multa, além de pena de um ano de prisão.

Se alguém quiser criar animais silvestres em casa tem que comprá-los em lojas autorizadas. Caso contrário, os bichos podem ser retirados dos donos pelo IBAMA ou polícia ambiental.

E amanhã, você vai conhecer projetos de preservação das espécies em zoológicos da capital e do interior. E ainda o programa de preservação das tartarugas marinhas no litoral.  

Publicado em: 25/05/2010

Segundo episódio: Animais ajudam no tratamento de problemas de saúde do homem

 

Parte 2:

 

Parte 3:

Você sabia que um peixe no aquário pode ser muito mais que um objeto de decoração? O cavalo pode fazer mais do que simplesmente trotar, um cão não é apenas uma companhia, é um aliado e tanto em tratamentos médicos?

Na segunda reportagem da série homem e animal, exemplos de como os bichos podem ser úteis para a saúde humana. Você vai conferir tudo isso e mais os bastidores, na reportagem de Thiago Ariosi e Jovair Tomé.

Aquários já não são mais sinônimos de decoração. Agora, eles são objetos para terapia... Isso mesmo, terapia! As evidências mais antigas da amizade entre o homem e os animais datam de 12 mil anos antes de cristo, em que ossos de homens e cães aparecem na mesma tumba. A interação homem-animal tem sido abordada pela sociologia, psicologia, antropologia, medicina veterinária e outras ciências.

E essa troca de experiência, de ajuda mútua, leva muitas pessoas a se dedicarem exclusivamente à vida animal. Daniel é professor e doutor em veterinária em uma universidade de Rio Preto. O curso atrai dezenas de estudantes de várias cidades e até de outros estados.

 

O Brasil tem 195 universidades com o curso de veterinária. Só no estado de São Paulo são 27 mil profissionais. O amor pelos bichos é o que traz a maioria dos estudantes para esta carreira.

Mas aos poucos os alunos vão percebendo a complexidade desta profissão. Basta acompanhar por algumas horas a rotina de um hospital veterinário. Os animais internados exigem muitos cuidados, tomam soro, tem horário para tomar remédio, ficam debilitados.
Na emergência, tratamento imediato.

Scooby foi atropelado e fraturou uma das patas, que teve que ser imobilizada. Exemplos assim mostram que manter um animal de estimação exige muito mais que carinho. É uma questão de respeito e responsabilidade.

Diálogo sem palavras...mas homem e animal se entendem muito bem. Eles, nos ajudam. Andar a cavalo pra muita gente é só uma diversão. Mas terapeutas descobriram que o animal pode ser ainda mais útil.  Pra ficar aqui em cima, por exemplo, é preciso ter equilíbrio.  Segurar as rédeas é um treino para a postura, até fazer carinho no cavalo ajuda na coordenação motora. São movimentos simples assim que ajudam na recuperação de pacientes, a equoterapia.

Cleuza sofreu um derrame. Quando chegou ao centro de equoterapia em Adolfo, no noroeste do Estado, não conseguia se movimentar, falar então. Os terapeutas tiveram muito trabalho, mas quem ajudou mesmo foi a égua.

Acompanhada por uma fisioterapeuta e uma fonoaudióloga, Cleuza começa mais uma sessão. Hoje muito mais a vontade em cima do cavalo, ela segue as orientações.

Porque fazer carinho no cavalo? Pra ela conseguir ganhar mais alongamento, com isso a gente estimula ela criar um certo vinculo afetivo com o cavalo, o que da mais motivação.

O departamento de odontologia da UNESP em Araçatuba também atende animais. Os convidados começam a chegar... E aos poucos o clima da sala de espera muda... Sorrisos, abraços e carinhos. É o projeto de terapia assistida por animais. Os cães auxiliam no tratamento odontológico a pessoas com necessidades especiais. O trabalho é feito pela UNESP e integra os cursos de veterinária e odontologia.

É difícil encontrar alguém que goste de ir ao dentista. E na sala de espera é mais difícil ainda esconder o nervosismo. Mas aqui a história é outra.  Brincando com os cães os pacientes até esquecem do tratamento que tem pela frente e ficam mais tranquilos. E o resultado disso é visto na cadeira do dentista.

Remédio vivo, poderoso e sem efeito colateral. E está mais que comprovado: o tratamento é menos doloroso com esses bichinhos. O sorriso no rosto de quem deveria estar com a cara fechada é a prova de que o contato com os animais faz bem para a saúde.

No Instituto da Criança em São Paulo, os animais também fazem a festa. No departamento de quimioterapia - uma vez por semana - os corredores são deles.

 

 

Há quase dez anos, a veterinária Hannelore Fuchs trouxe para o Brasil uma ideia inédita, até então, só usada nos Estados Unidos. O projeto Pet sSmile - que em português significa “animais felizes” - leva aos hospitais cães, gatos, coelhos e até porquinhos da índia. Quando eles chegam, o clima muda que era de dor se transforma em alegria!!

As crianças estão numa fase muito difícil no tratamento do câncer. Chegam a ficar duas, três horas, na sessão de quimioterapia. Mas a presença dos animais aqui faz com que eles - pelo menos por algumas horas - esqueçam o sofrimento. Os médicos já perceberam que a saúde do paciente melhora muito quando ele passa a ter contato com os animais. O uso de bichos como tratamento incentiva a criatividade, melhora o humor e a emoção interfere diretamente no sistema imunológico. Eles já notaram...

 

Publicado em: 24/05/2010

Primeiro episódio: O amor dos homens pelos animais de estimação

 

Eles são adoráveis, bonitinhos. O nome já diz tudo: animais de estimação... Como nós estimamos eles... Às vezes, muito além da conta...  Aryane Garcia é uma dona apaixonada por seus cãezinhos.., tanto que no meio da entrevista ela até se confunde, chamar ou não os cãos de filhos?

Dollar, um cão yorkshire era o xodó da casa, até que o yves, da raça Lulu da Pomerânia, chegou para quebrar este reinado. Dollar, de penteado e camisa pólo importada, yves, de bandana e acredite! Sapatinhos.  É um carinho pra lá de exagerado, mas cada dono tem sua medida e também a sua preferência.

 
Os "filhos" de Aryane Garcia, Yves e o "irmão", Dollar


E tem o tutu, o galo de estimação de dona Juliana. Ele chegou pequeninho, cresceu e tomou conta da vida da dona de casa. Quirela é pouco para o galinho tutu, para comer ele é enjoado. E o galo muito bem cuidado gosta de passear com a dona. Todo dia de manhã lá vai ele todo imponente pelas ruas do bairro.

Passeio a pé e também na bicicleta adaptada. As cachorrinhas  de estimação vão numa cesta na parte de trás e no guidão, espaço reservado só para ele .. Quando esta quente, parada para  o galo tomar  um  banho improvisado.  Por onde a dona e Tutu passam, é atração na certa.

E o que será que leva a gente a gostar tanto dos bichos hein ??? Tem gente que jura que é até parecido com o cão de estimação ou o contrário... Na internet, circulam fotos que mostram a semelhança entre donos e seus cães...

É por isso que os bichos têm lugar de destaque até nos shoppings e olha que os cães e gatos roubam mais a atenção do que qualquer roupa da moda na vitrine. Eles não pedem nada e estão sempre felizes... Um exemplo de vida. 

Filhotes, ah !! Os filhotes!!! São tão brincalhões que se nós adultos gostamos, imagine as crianças.  Mas cão que é de raça tem seu preço. E não é baixo não, podem custar até R$2 mil.

O Brasil só perde para os estados unidos em número de animais de estimação. Os melhores amigos do homem e também eles, os queridos bichanos,  são responsáveis pelo desenvolvimento de um setor que cresce mais de 10% ao ano.

A ração está cada vez mais especializada. Seu cãozinho está com colesterol alto? Ração light nele. Tem problemas no coração, no rim, ou distúrbios intestinais? Há produtos  especiais para cada um destes problemas... Mas para isso o dono tem que estar disposto a gastar; um pacote de 15 kgs pode chegar a custar r$200.

O sofá só para o cão ou gatinho que pode combinar com o estofado do sofá do dono. E tem até banheiro para cachorro, para as fêmeas, tons cor de rosa. Embaixo da grade de plástico um tipo de fralda que pode ser trocada.   Para os machos, a atração do "banheiro canino " é um hidrante.

Muitos empresários estão mesmo de olho neste setor. Em uma das maiores fábricas de colchão do país, em São José do Rio Perto, de longe, não dá para perceber nada de diferente, mas de perto, carinhas de cachorro estampadas no tecido de fibra de bambu. Seria um colchão para quem gosta tanto assim de cães? Que nada! Ele é para os próprios animais!.  Isso mesmo, um colchão especial só para eles  para os bichinhos de estimação.

Luxos à parte, é preciso entender que quando compramos um cão, um gatinho ou outro animal de estimação estamos levando para casa muito mais que um simples bicho bonitinho. Este animal vai depender da gente nos próximos dez, quinze anos e tudo isso tem um custo. Separe, pelo menos uns R$80 por mês para gastar só com ele. Isso se o animal for de pequeno porte.

O nome de uma rua em São José do Rio Preto quase ninguém conhece, mas se você perguntar pela rua dos gatos, muita gente vai te dizer onde ela fica. Mas de alegria esta vida não tem nada. São gatos abandonados ou que cresceram lá e vivem aos bandos. Vivem porque sempre tem alguém que traz comida para eles. Os cães abandonados nas cidades também são um problema de saúde pública.

Quando vivem pelas ruas, os cães e gatos não são vacinados e podem transmitir  doenças para o homem. É por isso que cães abandonados são recolhidos pelas prefeituras. Na maioria das vezes ficam doentes e são sacrificados.

Silvana Mara Ferreira de Carvalho não se conforma com isso e decidiu fazer alguma coisa quando descobriu uma vocação, por acaso. Há 6 anos, ela se deparou com uma cachorra e 5 filhotes na rua.

 

Tudo começou com a Betânia, depois Silvana ia recolhendo animais por onde passava. E outros foram trazidos por quem sabia que ela cuidava de cães abandonados. E assim, de um em um, de dez em dez, o número foi aumentando, hoje são 150 cães e 30 filhotes. Silvana alugou uma chácara nos arredores de rio preto só para cuidar deles.

Silvana gosta tanto destes cães que deu nome a cada um deles. Os cães são divididos em grupos. Tem o dos filhotes, dos adolescentes, dos mais ou menos brigões, dos adultos. Tudo para que haja harmonia no abrigo. Não há risco de ataque, mas a gente se espanta com tanto cachorro junto.

Este trabalho só é possível com a ajuda de colaboradores. São R$5 mil mensais para manter o abrigo, só de ração são mil kgs por mês.  E quem luta para que os cães abandonados tenham vida digna em vez da morte, ainda tem esperança.

 

Para ajudar, entre em contato com o Grupo Patas
www.grupopatas.org
(17
) 3022-1019 e (17) 9150-6822

Publicado em: 20/05/2010

Homem & Animal começa nesta segunda-feira, 24

 

Eles, os bichos...   Nós, os homens....   A interação entre os dois é o foco da série que exibiremos entre os dias 24 e 28 de maio.

No caso dos animais domésticos, uma convivência harmoniosa: tanto que eles ganharam o nome de bichos de estimação. . . E como nós os estimamos!!!   

Vamos mostrar que o cuidado com estes animais movimenta um setor que cresce mais de dez por cento ao ano: o dos pet shops.

Muito mais do que simplesmente nos entreter, os animais também ajudam até a nossa saúde.  Na equoterapia, trotar em cavalos ajuda crianças portadoras de necessidades especiais a desenvolver equilíbrio, segurança, coordenação motora. Um aquário em casa, por exemplo, serve como terapia: os peixes transmitem  tranquilidade. Vamos mostrar que a entrada de cães, gatos e coelhos são permitidas até em hospitais, para resgatar a auto estima  e ajudar na recuperação de pacientes.

Na série, vamos mostrar ainda que o homem também é predador da vida silvestre. Mais de 12 milhões de animais são retirados da fauna brasileira todos os anos. O tráfico de animais silvestres movimenta de dez a vinte bilhões de dólares por ano no mundo e só perde para o tráfico de armas e de drogas.

Em meio a tanta destruição, a série também mostra projetos de conservação das espécies como o Tamar, em Ubatuba, que conscientiza pescadores e moradores sobre a preservação da vida marinha.

Em São Paulo visitamos o maior zoológico da América do Sul. E em Sorocaba, um zoológico modelo é um exemplo de interação entre os homens e os animais.

Para terminar, revelaremos a paixão do homem pelos bichos. Exemplos e iniciativas de pessoas dispostas a preservar a vida de animais domésticos e silvestres.   Saímos do interior do estado e fomos até Florianópolis, Santa Catarina, para mostrar pra você o trabalho do cão-guia.

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