Jak Catena
Jak Catena é colunista social do Jornal Bom Dia. Não tem papas na lingua e conta tudo o que acontece de melhor e pior na cidade. "E que fique mal explicado. Não faço força para ser entendido. Quem faz sentido é soldado..." já dizia o glorioso Mário Quintana

Publicado em: 08/03/2010

Na Net

O perigo da história única - Palestra proferida pela nigeriana Chimamanda Adichie.

A humanidade se guia pelos estereótipos que cria e alimenta.  Faz, da história única, seu vício e seu veneno, e é isso que a palestra procura mostrar.

 

Chimamanda Adichie é uma mulher culta, preparada, imponente, belíssima. Neste 8 de março, ela é uma homenagem.  Alexandre

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A próxima Copa do Mundo é na África do Sul.  O mundo todo vai olhar para lá, 

sabendo, de onde está, pouco mais do que uma história única. 

O vídeo tem 18 minutos. Vale a pena ver com calma.

 

http://www.ted.com/talks/lang/por_pt/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html

 

 

 

1) Blog do Senso Incomum (www.sensoincomum.com.br) - o 1º blog "vestível" do Brasil!! O objetivo é envolver o máximo de pessoas com o conteúdo discutido no blog.

 

 

 

2) Classe é Classe 

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O Sr. Governador do Rio de Janeiro, falando sobre  Madonna e lançando Dilma à Presidencia da República,

em entrevista no Sambódromo.

http://www.youtube.com/watch?v=ErBtlL0QKuE
http://www.youtube.com/watch?v=ErBtlL0QKuE&feature=player_embedded

 

 3) No domingo o Fantástico exibiu uma reportagem sobre o uso pelas crianças de cadeirinhas no carro. Achei legal e estou enviando abaixo o link para o caso de alguém ter perdido. Zé Abrão 

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1499502-15605,00.html



Publicado em: 01/03/2010

Quando Nietzsche chorou

Olhar Literário - Por Laerte Fernando Levai

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), decepcionado com a civilização ocidental, dizia em seu último livro Assim Falou Zaratustra (1891) que a humanidade é doentia, feia e infeliz, enquanto os animais livres, ainda não contaminados pelo homem, são sadios, bonitos e felizes. Tido como louco, ele acabou sendo equiparado a um “profeta do mal” ao criticar o falso moralismo e o intelectualismo horizontalista que impedem a ascensão humana. Suas outras obras foram A Gaia Ciência (1882), Além do Bem e do Mal (1885), A Genealogia da Moral (1887) e Ecce Homo (1888).

Na tentativa de decifrar a alma atormentada do filósofo, o psicoterapeuta Irvin Yalon pôs-se a escrever, em 1992, o livro Quando Nietzsche chorou.  A narrativa ficcional trata do encontro entre Nietzsche e seu médico particular Joseph Breuer, no verão de 1882, em Leipzig.  Naquela época Nietzsche, professor da universidade local,  apaixona-se por Lou Salomé sem, entretanto, ser correspondido. Em suas confidências a Breuer, mentor de Sigmund Freud, ele alega que a melancolia faz parte de sua vida e que acredita ter vindo ao mundo antes do tempo, daí a sua irremediável solidão.

Esse livro inspirou um filme homônimo, cujo roteiro é uma profunda sondagem da psique humana na busca do que se pode denominar autoconhecimento. O filósofo- paciente e o médico que se torna, paradoxalmente, paciente do filósofo. A doença que afasta o professor da cátedra e os alunos que o abandonam. O médico que se vê, subitamente, doente da alma.  Conversações. Descobertas. Frustrações. Muros de silêncio. E uma presença perturbadora que se mistura à própria paixão. Amar o amor fugidio e belo, o amor triste e desesperançado, o amor carnal que se imortaliza e morre. Mas depois disso tudo, o que nos resta?

Resta-nos descobrir aquilo que, na hierarquia dos sentimentos, é o sentimento supremo.  A resposta é dada pelo escritor Milan Kundera, nas páginas memoráveis de A insustentável leveza do ser:  “Nas línguas derivadas do latim, compaixão significa que não se pode olhar o sofrimento do próximo com o coração frio, ou seja, sentimos empatia por quem sofre. Em outras línguas, a força secreta de sua etimologia banha a palavra com uma outra luz e lhe dá um sentido mais amplo. Essa compaixão designa, portanto, a mais alta capacidade de imaginação afetiva”.

Milan Kundera fala desse sentimento sublime no capítulo “O sorriso de Karenin”, ao tratar da doença e da morte da cachorra do casal Tomas e Tereza. Ali ele critica a teoria machina animata de Descartes para demonstrar todo o sentir da pequena Karenin, que se despede da vida com a melancolia de um sol poente. Cabe aqui registrar uma das mais belas passagens desse romance: “A verdadeira bondade do homem só pode se manifestar com toda a pureza, com toda a liberdade, em relação àqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade são as relações com aqueles que estão à nossa volta: os animais”.

A insustentável leveza do ser descreve, em seguida, a cena vivenciada por Nietzsche um ano antes de morrer, já bastante desiludido com os homens.  O filósofo sai de um hotel em Turim e vê diante de si um cavalo sendo violentamente chicoteado pelo cocheiro.  Nietzsche então se aproxima do animal e, sem dizer nada, abraça-lhe o pescoço e cai em prantos. Foi a partir daí que se declarou sua suposta doença mental, embora para Kundera o significado mais profundo desse gesto – o da compaixão – não tenha sido devidamente compreendido pelos homens.

Milan Kundera mostra assim, pelas lágrimas do filósofo, a insustentável leveza que deveria existir na alma das pessoas: “É este Nietzsche que eu amo, da mesma forma que amo Tereza, acariciando em seus joelhos a cabeça de uma cachorra mortalmente doente. Vejo-os lado a lado: os dois se afastando do caminho no qual a humanidade, ’senhora e proprietária da natureza’, prossegue sua marcha para a frente”.

 

Publicado em: 22/02/2010

10% CPI da Gorjeta

Leia no site da Deputada Federal Maria Lucia Amary http://www.marialuciaamary.com.br/

 

sobre sua nova lei que esclarece e determina os 10% para o bolso do garçom

 

http://www.marialuciaamary.com.br/2010/02/maria-lucia-amary-e-cpi-da-gorjeta-estao-na-coluna-mais-lida-de-sorocaba-jak-catena/

 

Publicado em: 16/02/2010

Carnaval de Sorocabanos!

No Ipanema Clube

O 

Na Vogue

 

 

Na Disney

 

Em Sampa

 

No Eden

 

Publicado em: 14/02/2010

SP Sambódromo!

Olha a minha mancha verde aí gente!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

Serra simpátia por uma noite!!

 

E eu tenho faro pra achar celebridades...

 

Mais um ex global...

 

Publicado em: 09/02/2010

Ipa 2010

Depois de 5h sambando no salão, o povo da feijoada ainda foi pras ruas terminando a noite no Expresso Sorocabano!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado em: 09/02/2010

Lógica Feminina

 

Uma mulher estava passando de carro por uma rua e ao parar no sinal de trânsito foi abordada por uma moradora de rua, muito suja e de péssima aparência, que pediu a ela dinheiro para comprar comida.

A mulher pegou a carteira da bolsa, tirou R$ 50 e perguntou:  'Se eu te der este dinheiro, você não vai sair com tuas amigas e gastar tudo?'


'Que é isso, dona, eu não tenho amigas. Moro na rua.'

'Você não vai sair aí pelas lojas gastando?'

'Não, eu não entro em loja porque não deixam e gasto meu dinheiro só com comida.'

'Você não vai usar para ir a um salão fazer cabelo e unhas?'

'A senhora tá maluca? Faz uns vinte anos que não sei o que é salão.'
'Bom, a mulher disse, 'Eu não vou te dar o dinheiro. Entre aqui no carro que eu vou te levar para jantar comigo e meu marido esta noite.'

A mendiga ficou pasma. 'Mas teu marido não vai ficar furioso com você? Eu não tomo banho faz muito tempo, estou suja e fedorenta.'

'Não faz mal. Entre aí. Quero que ele veja como fica uma mulher quando ela para de sair com amigas, fazer compras e ir ao salão." 

Publicado em: 09/02/2010

Carnaval 2010!

Se depender da Feijoada o Carnaval do Ipanema Clube será 10. Decoração, som, cerveja trincando e muita gente bonita!!

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado em: 28/01/2010

O Apanhador no Campo de Centeio

Morreu hoje o escritor J.D. Salinger aos 91 anos, "de causas naturais", em sua casa em New Hampshire, nos EUA.

por Marco Antônio BartO que faz com que um livro narrando acontecimentos quase banais, ocorridos com um adolescente que não tem nada de extraordinário, transforme-se na mais acurada e sensível crônica da juventude deste século? Só os espertos que chegaram a ler O Apanhador no Campo de Centeio, do escritor americano J.D. Salinger, é que podem dizer com certeza. Prestes a completar 47 anos de publicação - surgiu em 1951, antes mesmo dos pais da maioria de vocês nascerem - a novela de Salinger é não só uma das mais marcantes obras da literatura norte-americana contemporânea; é também um marco na longa estrada que os jovens trilharam (e ainda trilham) para provar que têm direito a uma voz e uma visão de mundo próprias.

É bastante possível que você nunca tenha lido O Apanhador. No entanto, se você tem um mínimo de "antenidade" com o mundo que o cerca, muito provavelmente já leu ou ouviu alguma alusão ao livro no cinema, em jornal, revistas ou em outros livros. O fato é que este singelo romance de 1951 virou lenda ao longo dos anos, e fez de seu autor, Jerome David Salinger, um dos maiores mistérios da história recente da literatura. A pequena revolução que O Apanhador causou no comportamento da juventude americana - e por tabela, no comportamento da juventude do mundo todo - ecooa até hoje, fazendo parte da cultura da segunda metade de nosso corrente século.

O Apanhador narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, jovem de 17 anos vindo de uma família abastada de Nova York. Holden, estudante de um pomposo internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno depois de ter levado bomba coletiva em quase todas as matérias. Na volta para casa, ao se preparar para enfrentar o inevitável esporro da família, Holden vai refletindo sobre tudo o que (pouco) viveu, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta enxergar alguma diretriz para seu futuro. Antes de se defrontar com os pais, procura algumas pessoas importantes para si (um professor, uma antiga namorada, sua irmãzinha) e tenta lhes explicar a confusão que passa por sua cabeça.

E é só isso aí. Não há nada de mais trágico, ou dramático, na história; é só um adolescente voltando para casa. A grande magia de O Apanhador é justamente esta: ser uma história de e para adolescentes, e não meramente um livro "recomendado para leitores em idade escolar". Foi a primeira vez na literatura americana (ou mesmo na mundial) que o universo próprio dos jovens foi estudado a fundo e exposto de maneira absolutamente natural, sem nenhuma pretensão ou didatismo. As idéias, conceitos, bobeiras, burrices, enfim, toda a loucura de ser jovem, nunca tinham sido traduzidos de uma maneira tão profundamente sintonizada com a realidade.

Vale um aparte aqui: antes de O Apanhador, simplesmente não existia esta coisa que há hoje de "cultura jovem". Pode ser difícil de acreditar, mas há meros 50 anos os jovens (e sua maneira de pensar, suas idéias próprias e suas aspirações) não eram levados a sério pelos adultos de forma alguma. Ser jovem, nos anos pré-Elvis Presley, era apenas estar em um estágio irritante entre criança e o "homem feito", uma fase que devia passar o mais rápido possível e sem maiores dores. O que não quer dizer que os jovens não tivessem seus anseios e preocupações - que não eram infantis nem adultas - mas que eram ignoradas pelos mais velhos. O Apanhador, com seu relato sem retoques de tudo aquilo que realmente se passa na mente de um adolescente, ajudou a tornar a sociedade mais atenta à barra (às vezes, pesada) que é ser jovem.

E o talento sem tamanho de J.D. Salinger é um dos maiores responsáveis pelo status cult do livro até hoje. Depois de vender 15 milhões de exemplares e virar uma celebridade mundial, Salinger - notoriamente tímido e agressivamente modesto em relação a seu talento - primeiro isolou-se em uma casa no topo de uma montanha, em uma cidadezinha de mil habitantes. Depois foi diminuindo o ritmo de produção (publicou seu último conto, Hapworth 16, 1924, em 1965, na revista The New Yorker) e afinal cortou qualquer contato com a mídia. Não concede entrevistas, não se deixa fotografar e nunca permitiu que nenhum dos seus livros fosse adaptado para o cinema (assim como o próprio Holden Caulfield, Salinger odeia cinema). Em dezembro de 1997, o escritor, do alto de seus 78 anos, autorizou afinal o lançamento de seu quinto livro (justamente a publicação em capa dura de Hapworth 16, 1924), o primeiro em 34 anos. (Parece o My Bloody Valentine.)

A letra de In Hiding, do Pearl Jam, fala sobre tentar achar a casa de Salinger. Eddie Vedder disse ao NME que, no fundo, é uma metáfora sobre tentar encontrar a casa de Deus, "como se Ele fosse um recluso; você encontra a casa Dele, abre Sua caixa de correspondência e descobre que está cheia de junk mail".

- Quando perguntaram a Mark Chapman por que ele matara John Lennon, o perturado-mental-ou-pau-mandado-da-CIA disse: "Leia O Apanhador no Campo de Centeio e você descobrirá porque o fiz. Esse livro é meu argumento".

- Em uma referência a Chapman, o filme Teoria da Conspiração traz Mel Gibson no papel de um lunático que compra todas as cópias de O Apanhador... que consegue encontrar, sem nunca ter lido o livro.
 

 

Publicado em: 20/01/2010

Não merecemos este PLANETA!

A cada ano, no litoral da Paraíba, mais de cem tartarugas de várias espécies morrem após ingerir lixo jogado no mar. A maior parte do lixo não é produzida na praia pelos banhistas. Vem pelo mar, de outros estados do Brasil, e até mesmo de outros países. Há, por exemplo, uma embalagem de sal, produzida na Rússia, condicionador de cabelos do Congo, água mineral chinesa, produto de limpeza americano, vidro, bota usada em plataformas e até lâmpada de farol. “ Há uma grande quantidade de plástico nos próprios bancos de algas, onde elas se alimentam. E as tartarugas não têm condição de separar uma coisa da outra - explica o biólogo Douglas Zeppelini”.  As que sobrevivem recebem tratamento em um projeto que reúne biólogos e estudantes voluntários. Muitas chegam tão debilitadas que não conseguem se alimentar e morrem. Uma grande quantidade de plástico foi retirada de uma tartaruga morta.  O Globo - 19/01/2010

 

Na Costa Rica a população rouba os ovos de tartarugas enterrados na areia pra vender!! No Brasil temos o Projeto Tamar!! Em Sorocaba vc recicla seu lixo, ou joga nas ruas, calçadas, bueiros, no rio, e se seu lixo também chegar lá!!!!

Jak Catena. Todos os direitos reservados.2010