Publicado em: 25/04/2015

Degustando Lagrezette

 

Na Enoteca Decanter Rio Preto, sob o comando de Sergio Musolino, degustamos vinhos do Château Lagrezette, de Cahors.

Alain Dominique Perrin é uma figura emblemática na França, responsável pelo renascimento e desenvolvimento da luxuosa Cartier. Desde 2003 dirige o segundo conglomerado mais poderoso de marcas de luxo do mundo, o Richemont. Apaixonado por arte contemporânea, navegação à vela e vinho, comprou em 1980 um castelo do séc. XV em Cahors, e, com a ajuda e conselhos de Michel Rolland, dedicou 10 anos ao restauro das edificações, dos jardins e dos seus vinhedos, onde em 1503 já colhiam a Malbec.  Parker definiu o Domaine Lagrezétte como a quintessência de Cahors, e o guia Les Meilleurs Vins de France 2010 da RVF, como le chef de file, ou líder da denominação.

Vamos aos vinhos degustados.

Château Lagrezette Purple Malbec 2012 – elaborado com 85% Malbec e 15% Merlot, a partir de vinhedos com 15 anos de idade, com amadurecimento por 6 meses em tanques de inox. A coloração é de um púrpura intenso, com muito brilho e transparência. Os aromas mostram ameixa, amora, especiarias, couro, alcaçuz e  toque floral . Na boca apresenta um bom corpo com taninos impositivos mas muito finos, leve adstrigência e toque adocicado. Bom final com toque floral. Avaliação:  88/100 Pontos. Preço: R$ 73,50, na Enoteca Decanter Rio Preto.

Château Langrezette Cru D’Exception 2004 -  elaborado com 85% de Malbec, 14% de Merlot e 1% de Tannat, provenientes de vinhedos diferentes e vinificados em separado. Permaneceu 20 meses em carvalho. Teor Alcoólico de 14,5%. A coloração é de um intenso rubi escuro, com ótimo brilho. Os aromas são complexos e nítidos, mostrando muita fruta negra (ameixa e amora negra), café torrado, tostados e um toque mineral. Na boca as sensações olfativas se repetem, num ótimo corpo, com taninos e madeira perfeitamente integrados e acidez perfeita. Um longo final onde o café torrado se apresenta. Avaliação:  91/100 Pontos. Preço: R$233,10,  na Enoteca Decanter  Rio Preto.

Château Lagrezette Cuvée Dame Honneur 2003 - elaborado com 91% de  Malbec e 9% de Merlot a partir de vinhedos velhos (35 anos), com baixo rendimento, tendo passado 24 meses em carvalho francês novo. A coloração é de um intenso rubi, com halos levemente violáceos e muito brilho. Os aromas, de grande complexidade, apresentam frutas negras, compotas, toques amadeirados, especiarias, chocolate amargo e alcaçuz. Na boca mostra um ótimo volume, taninos potentes e  maduros bem integrados à madeira, que se faz presente. Leve adocicado, com uma sensação aveludada. Um longo final, com chocolate e tostados. Foram produzidas 13 mil garrafas. A nossa é de número 12.752.Avaliação:  93/100 Pontos. Preço: R$ 508,50,  na Enoteca Decanter  Rio Preto.

 

 

Publicado em: 24/04/2015

Os vinhos de abril do Bekaa Wine Club 90+

 

A seleção do Bekaa Wine Club 90+ de abril apresenta vinhos de Portugal e Chile , sempre oferecidos a preços especiais para os associados, numa excelente relação custo/qualidade. Vamos a eles.

A Viña Casa Silva nasceu em 1892, quando Emile Bouchon, de Bordeaux, chegou ao Vale de Colchagua com o objetivo de produzir vinho. Plantou vinhedos e construiu uma vinícola, que ainda hoje faz parte da Casa Silva. Até 1997, os descendentes de Bouchon produziram vinhos para outras empresas, sendo que a partir daí, Mario Pablo Silva, da 5ª. Geração de descendentes , começou a elaborar com a marca própria: Casa Silva. A vinícola está situada em Angostura, próximo a San Fernando, e engloba a antiga construção, que foi totalmente remodelada, em termos de equipamentos e instalações para a produção de vinhos. Como curiosidade, nessa região estão vinhedos provenientes de mudas pré-filoxéricas, trazidas em 1912 por Bouchon, da França. São vinhedos de Sauvignon Gris e Sauvignon Blanc que, com certeza, não existem em nenhum outro lugar do mundo. A Viña Casa Silva tem vinhedos ainda em Lolol, Paredones (mais próximo do mar) e Los Lingues (mais continental). Com essa diversidade a Casa Silva procura identificar as melhores parcelas de micro terroir para a produção de seus vinhos. Assim, em Los Lingues são cultivadas Cartmenère, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot; em Lolol a Syrah e Viognier e em Paredones a Sauvignon Blanc.

Casa Silva Los Lingues Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012 – elaborado com 100% da cepa, produzida no Vale  de Colchagua, sendo que 80% do vinho envelheceu durante 12 meses em barris de carvalho francês. Teor Alcoólico de 14%. A coloração é de um rubi  intenso, com reflexo púrpura e muito brilho. Os aromas mostram alta concentração de frutas (ameixa, cassis, amora), especiarias misturadas com toques sutis de baunilha, tostado, café  e algo balsâmico. Na boca as sensações do olfato se repetem, num bom corpo, com taninos potentes, bem integrados e bem equilibrado com a acidez. Leve toque adocicado, que permanece no longo final frutado, com café. Avaliação: 91/100 Pontos. Preço: R$ 107,00, para os membros do Bekaa Wine Club 90+.

A empresa Sociedade Agrícola Quinta de Porrais Lda situa-se na  freguesia de Candedo, concelho de Murça, no distrito de Vila Real.

Quinta de Porrais Parcelas Douro 2010 – elaborado com as castas Sousão, Touriga Nacional e Touriga Franca, com  amadurecimento de 9 meses em barricas de carvalho. Teor Alcoólico de 13%. A coloração é de um rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas vermelhas, especiarias, tostado, toques balsâmicos e florais. Na boca apresenta um corpo médio, com taninos marcantes, acidez pontual e leve adstringência, que se mantém no bom final frutado.  Avaliação: 91/100 Pontos. Preço: R$83,00 para os membros do Bekaa Wine Club 90+.

Para participar dessa seleção mensal do Bekaa Wine Club 90+ é só contatar o wineclub@bekaa.com.br ou pelo  telefone (17)98151-8384. Vale a pena participar!

 

 

Publicado em: 23/04/2015

Top Ten da ExpoVinis 2015

 

A ExpoVinis Brasil, maior feira de vinhos da América Latina, que acontece em São Paulo, divulgou a sua tradicional lista dos TOP TEN, que foi escolhida pelos jurados: Héctor Riquelme (premiado sommelier chileno), Manoel Beato (sommelier-chefe do grupo Fasano), Celito Guerra (Embrapa-RS), Jorge Carrara (revista Prazeres da Mesa e site Basilico), José Luiz Borges Alvin (ABS-SP), José Luiz Pagliari (SENAC-SP), José Maria Santana (revista Gosto), Márcio Oliveira (Site Vinotícias), Mario Telles Junior (ABS-SP), Ricardo Farias (ABS-Rio), Roberto Gerosa (Blog do Vinho) e Tiago Locatelli (sommelier do grupo Varanda). Quem presidiu o grupo foi  Jorge Lucki, único membro brasileiro da tradicional Académie Internationale du Vin. Os melhores rótulos da Feira foram indicados para as seguintes categorias: Espumante Nacional, Espumante Importado, Branco Nacional, Branco Importado, Rosado, Tinto Nacional, Tinto Novo Mundo, Tinto Velho Mundo (dividida nas subcategorias ‘Península Ibérica’ e ‘Itália, França, entre outros’) e Fortificados e Doces. Vamos aos escolhidos.

·         Espumante Nacional: Aracuri Brut Chardonnay 2013/Aracuri Vinhos Finos (Produtor)

  • Tinto Velho Mundo (II): A Sirio Rosso IGT 2007/Azienda Agricola Sangervasio (Produtor)
  • Tinto Novo Mundo: Renacer Malbec 2011/Bodega y Viñedos Renacer (Produtor)
  • Branco Importado: Casas del Toqui Terroir Selection Sauv. Blanc Gran Reserva 2014/Bodegas de Los Andes Comércio de Vinhos (Importador)
  • Rosado: Saint Sidoine Côte de Provence Rosé 2014/Cellier Saint Sidoine (Produtor)
  • Fortificados e Doces: Alambre Moscatel de Setúbal 20 Anos José Maria da Fonseca/Decanter (Importador)
  • Tinto Velho Mundo: Pêra Grave Reserva Tinto 2011/Luxury Drinks Portugal (Importador)
  • Espumante Importado: Champagne Georges de la Chapelle Nostalgie/Champagne Georges de la Chapelle (Produtor)
  • Branco Nacional: Vigneto Sauvignon Blanc 2014/Vinícola Pericó (Produtor)
  • Tinto Nacional: Valmarino Cabernet Franc Ano XVIII 2012/Vinícola Valmarino (Produtor)

O ExpoVinis Brasil vai até amanhã, no Pavilhão Azul do Expo Center Norte. O evento traz ao Brasil alguns dos principais produtores vitivinícolas do mundo e reúne os players do segmento para conhecer as novidades e discutir o setor. Estão programados lançamentos de vinícolas do Brasil, Chile, Argentina, Espanha, França, Portugal, Itália, Eslovênia, entre outros países.

Publicado em: 22/04/2015

Na Decanter

 

Publicado em: 22/04/2015

Vinhos de Israel

 

O vinho está presente há milênios, em Israel.  Ânforas milenares, com indicações de procedência e safra, foram encontradas na região da Galiléia, no norte de Israel, e também em Jerusalém e na região desértica do Negev, ao sul do país. Os faraós do Egito foram grandes apreciadores dos vinhos das terras de Canaã, e, mais tarde, o vinho de Israel era consumido pelas legiões romanas no Mediterrâneo.

A produção de vinho foi  interrompida quando Israel passou a fazer parte do Império Otomano, com a proibição do consumo de bebidas alcoólicas, pelo Islam.

No final do século 19, com  o retorno do povo judeu às suas terras, o Barão Edmond de Rotschild, do Chateau Lafite retomou  a produção do vinho israelense, acreditando nas características promissoras da região onde, afinal, surgiu a vinicultura.

As zonas ideais para o cultivo de uvas, situam-se em duas faixas entre 30 e 50 graus de latitude, ao Norte e ao Sul do Equador. Israel situa-se nesta faixa ideal do hemisfério Norte, com uma grande diversidade de micro-climas.

Até a década de 70  eram produzidos, principalmente, vinhos doces  destinados a rituais religiosos . A partir de 1972, teve início o aperfeiçoamento da vinicultura no país, que se beneficiou da larga experiência na área de tecnologia agrícola, somada à formação de profissionais de alto nível.

Hoje,  Israel insere-se no mapa dos melhores produtores do mundo, produzindo 40 milhões de garrafas por ano, com um crescimento anual de 5 a 10%. A área plantada cresceu acentuadamente a partir da segunda metade da década de 90, chegando  a quatro mil hectares. 15% dos vinhedos da Borgonha. Supre, com folga, o consumo interno. A maioria, então, dos projetos está voltada para a exportação.  As zonas de destaque são: ao norte, as Colinas de Golan (território anexado e motivo de conflitos com a Síria) e a região da Galiléia; a faixa costeira entre Haifa e Tel Aviv; a área montanhosa da Judéia, a oeste de Jerusalém; e trechos do deserto do Neguev, ao sul.

Surgiram, ao longo dessas décadas, "vinícolas-boutique" com pequenas produções, de até 100 mil garrafas por ano, muito bem cuidadas e com características marcantes, e seus vinhos têm encantado os críticos europeus e americanos, por seu caráter mediterrâneo e seu toque israelense especial.

 No Brasil os produtos de algumas dessas vinícolas  (ChillaG, Tishbi, Golan Heights, Yatir, Ella Valley, Barkan e Amphorae) podem ser encontrados. Vale a pena experimentá-los.

Publicado no jornal Bom Dia, em 19/04/2015

Publicado em: 21/04/2015

Lançamento do rosé Sublime

 

A Vinícola Monte Agudo nasceu da paixão pelo vinho compartilhada por dois amigos, Leônidas Ferraz e Alceu Muller, que à procura de um local ideal para implantar vinhedos e produzir seus vinhos, encontraram em São Joaquim as condições desejadas. O objetivo de produzir vinhos de qualidade se iniciou no ano de 2005, quando foi feito plantio dos 6 ha de vinhedos, com as variedades Chardonnay, Cabernet Sauvignon e Merlot. Hoje com uma das filhas de Leônidas, a Sommellier Carolina Ferraz participa diretamente na administração da vinícola.

A Vinícola Monte Agudo de São Joaquim, lança na Expovinis, o vinho Rosé Sublime. O vinho é elaborado à base de uva Merlot, colhida antecipadamente. Com uma leve prensagem, a cor tem vermelho vivo com tons alaranjados que lhe conferem notas cobreadas. Fermentado em baixa temperatura, preserva os inúmeros e intensos aromas frutados de framboesa, butiá e morango maduro, misturado a um leve fundo de rosas brancas. A acidez viva e a leveza dos taninos, revelam em boca, sabores e aromas cítricos que findam salientando um retrogosto agradável de lima. Perfeito para o público feminino.

 

 

Publicado em: 21/04/2015

Portugal na ExpoVinis

 

A ViniPortugal, associação criada em 1997 para divulgar a imagem de Portugal como grande produtor de vinhos, fará um passeio pelas principais uvas e terroirs do país – são mais de 250 castas autóctones – na degustação “Portugal, Terra de Aromas e Sabores”. 

Produtores, distribuidores e associações de profissionais do vinho de Portugal participam da ExpoVinis 2015, a maior feira do vinho da América Latina, que acontece de 22 a 24 de abril no Expo Center Norte, em São Paulo. Na área de Portugal, estarão presentes a AEP (Associação Empresarial de Portugal), a CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal), CVRA Comissão Vitivinícola Regional Alentejana) e CVR LISBOA (Comissão Vitinícola da Região de Lisboa), representando 14 regiões produtoras do país. Uma programação especial organizada pelos Vinhos de Portugal trará doze palestras e degustações com entrada gratuita. 

Com uma seleção de oito rótulos, a prova será apresentada nos três dias da feira, às 15h30, pelos seguintes especialistas: Carlos Cabral, consultor do Grupo Pão de Açúcar e colunista da revista Prazeres da Mesa (dia 22); Ricardo Castilho, jornalista e diretor editorial da Prazeres da Mesa (dia 23); e Christian Burgos, editor da revista Adega e Cavaleiro do Vinho do Porto Confrade do Alentejo (dia 24).

Além das palestras promovidas pelos Vinhos de Portugal, serão apresentadas outras nove das diferentes entidades Portuguesas presentes no evento. Confira abaixo a programação completa.

 São 30 vagas por evento e para participar é necessário se inscrever pelo e-mail viniportugal@exponor.com.br.

22.04.2015 (quarta-feira) 

* 14h-15h: Seleção de Vinhos de Lisboa (CVR LISBOA – Comissão Vitinícola da Região de Lisboa)

Com Vasco Avillez – Presidente da Comissão Vitivinícola de Lisboa desde 2011 e consultor na empresa Stilavi Consultadoria.

* 15h30-16h30: Portugal, Terra de Aromas e Sabores (ViniPortugal)

Com Carlos Cabral.

* 17h-18h: Brancos Surpreendentes (CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal)

Com Alexandre Lalas – Jornalista, escreve para as revista Gula e Wine (de Portugal) e assina carta de vinhos de diversos restaurantes.

* 18h30-19h30: Porto com queijos (IVDP – Instituto dos Vinhos do Douro e Porto)

Com Carlos Cabral. 

23.04.2015 (quinta-feira) 

* 14h-15h: Douro – Novos Projetos (Quinta das Apegadas)

Com Rodrigo Assunção Fonseca – Sócio-gerente da PREM1UM, chef de cozinha e sócio-gerente do Taste-Vin, restaurante e loja de vinhos.

* 15h30-16h30: Portugal, Terra de Aromas e Sabores (ViniPortugal)

Com Ricardo Castilho.

* 17h-18h: Grandes Uvas de Portugal (CAP)

Com Rui Falcão – Crítico de vinhos em Portugal e autor do mais completo guia de vinhos anualmente publicado no país.

* 18h30-19h30: Porto com Chocolate (IVDP)

Com Carlos Cabral. 

24.04.2015 (sexta-feira) 

* 14h-15h: Porto com Chocolate (IVDP)

Com Carlos Cabral.

* 15h30-16h30: Portugal, Terra de Aromas e Sabores (ViniPortugal)

Com Christian Burgos.

* 17h-18h: Aragonez e Outras Castas do Alentejo (CVRA – Comissão Vitivinícola Regional Alentejana)

Com Rui Falcão.

* 18h30-19h30: A Arte do Corte (CAP)

Com Alexandre Lalas.

 

 

Publicado em: 20/04/2015

Seleção de abril do Bekaa Wine Club

 

A seleção do Bekaa Wine Club de abril apresenta vinhos de Portugal, Espanha e Itália, sempre oferecidos a preços especiais para os associados, numa excelente relação custo/qualidade. Vamos a eles.

Adquirida por Alexandre Relvas em 1997, a Herdade de São Miguel está situada no concelho de Redondo e possui cerca de 175 ha de área total, dos quais 35 ha são de vinha plantada em solos franco-argilosos, derivados de xisto. Possui ainda 97 ha de sobreiros, plantados entre 1998 e 1999. No restante espaço dedica-se à criação e preservação de espécies autóctones portuguesas em vias de extinção, tais como o 'burro de Mirandela' e o 'garrano do Gerês', em tempos grandes 'alfaias agrícolas', e que hoje estão em extinção devido à mecanização da agricultura.

Pimenta Preta 2012 – elaborado com Aragonez, Syrah e Trincadeira, sendo que 40 % do vinho amadureceu em barricas de carvalho francês durante 6 meses. Teor Alcoólico de 13,7%. A coloração é de um rubi com reflexos violetas e muito brilho. Os aromas mostram frutos vermelhos e frutos de bosque, especiarias (pimenta preta), notas de tostado e florais. Na boca apresenta  boa estrutura, com taninos finos e bem integrados ao frutado, boa acidez. Bom final com frutado e tostado. Avaliação: 88/100 Pontos. Preço: R$ 51,00, aos membros do Bekaa Wine Club.

Em 1983, Príncipe de Viana inaugurou sua primeira adega em Murchante,  e com apenas 25 anos, tornou-se uma das maiores e mais prestigiadas vinícolas em Navarra. Principe de Viana é o principal exportador de vinho DO Navarra, que está presente em mais de 50 países em todo o mundo. Num local historicamente privilegiado para cultivo da videira, como La Ribera Baja de Navarra, são os seus 1.400 hectares de vinhedos, onde são cultivadas as variedades  Tempranillo, Garnacha, Graciano, Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Viura. 

Pleno Tempranillo 2013 - elaborado com 100% Tempranillo, com passagem de 6 meses em carvalho. Teor Alcoólico de 13%. A coloração é de um rubi intenso, quase roxo,e muito brilho. No olfato mostra  aromas de frutas vermelhas (destaque a cereja), com toque de especiaria doce (cravo). Na boca apresenta textura bem macia, taninos leves e boa acidez. Bom final frutado. Avaliação: 87/100 Pontos. Preço: R$ 31,00, aos membros do Bekaa Wine Club.

 

A empresa Castellani nasceu com a família Castellani Montecalvoli, no final de 1800, quando Alfredo, ex-produtor de longa data, decidiu começar a engarrafar e vender o seu próprio vinho. Em 1903, a tarefa torna-se oficial com o registro na Câmara de Comércio de Pisa. E 'Duilio, filho de Alfredo, que com seu irmão Mario inicia a fase de expansão da empresa.  Na véspera de Ano Novo de 1982, um incêndio destruiu quase completamente a sede da empresa. Mas dentro de um curto intervalo de tempo os irmãos Castellani adquiriram a propriedade de Campomaggio e com entrada na empresa de Piergiorgio a empresa tomou um novo perfil, tendo à frente o  enólogo Sabino Russo e o agrônomo Federico Comassi. Hoje, a empresa centenária, busca  o objetivo de produzir vinhos que são a expressão de uma das grandes regiões vinícolas do mundo: Toscana.

Le Casine Sangiovese 2013 - elaborado com 100%Sangiovese, com passagem de 6 meses em carvalho. Teor Alcoólico de 14%. A coloração é de um ermelho rubi intenso e brilhante. Os aromas mostram cereja, morango, amora, ameixa, toques florais, pimenta e leve balsâmico. Na boca as sensações do olfato se repetem, num corpo médio, taninos suaves, acidez pontual e uma leve adstringência, que permanece no bom final frutado.  Avaliação: 87/100 Pontos. Preço: R$ 48,00, aos membros do Bekaa Wine Club.

Para participar dessa seleção mensal do Bekaa Wine Club  é só contatar o wineclub@bekaa.com.br ou pelo  telefone (17)98151-8384. Vale a pena participar!

 

 

 

Publicado em: 18/04/2015

Os vinhos da Araldica

 

O sábado na Enoteca Decanter apresentou para a degustação vinhos da Cooperativa Araldica, do Piemonte. Vamos a eles.

O grupo Aráldica é um dos mais importantes no cultivo, produção e distribuição de vinho no Piemonte.A Cooperativa Aráldica  tem cerca de 200 membros, que cultivam mais de 900 hectares de vinhedos. Junto com variedades tradicionais e nativas, como Barbera, Dolcetto, Nebbiolo, Cortese, Moscato e Arneis, também crescem a Brachetto menos comum e Freisa ao lado das mais cosmopolitas como Merlot, Cabernet e Chardonnay. Os vinhedos estão localizados em zonas de maior importância do Langhe, Monferrato, Roero e Gavi. A adega original foi fundada em 1954, com o nome de Cantina Sociale di Castel Boglione, eo vinho era armazenado em tanques de concreto. Nos anos 60 e 70, os tanques de concreto foram substituídos por tanques de aço e de carvalho e mudou seu nome para  Ancient County Castelvero , devido ao deslocamento da adega na mesma área de residência dos Condes de Castelvero. Hoje todas as uvas que são utilizados na produção de vinhos Heráldica são  processadas em Castelvero.

Araldica La Luciana 2013 – elaborado com 100% Cortese, com produção biodinâmica,  sem passagem por madeira. Teor Alcóolico de 11,5%.A coloração é de um palha muito brilhante. Os aromas são marcadamente frutados cítricos (limão, lima), floral, maçã verde e pera. Na boca as sensações frutadas do olfato se repetem, com cítricos picantes e acidez presente e toque mineral. Leve adocicado que se mantem no final. Avaliação: 88/100 Pontos. Preço: R$ 97,20, na Decanter Rio Preto. Observação: a uva  Cortese é tradicionalmente cultivadas na área em torno da cidade de Gavi.Elatem uma longa história na viticultura piemontesa. Produz vinhos de boa acidez, aromas marcantes muito ao estilo da Vermentino, da Torrontés e da Viognier.

Araldica Ceppi Storici Barbera D’Asti 2011 - elaborado com 100% Barbera, com amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês para um terço do vinho. Teor Alcóolico de 14,5%. A coloração é de um intenso e brilhante rubi, com média transparência. Os aromas mostram frutas vermelhas, frutas passificadas, toques balsâmicos e alcaçuz. Na boca apresenta um corpo médio, com taninos macios e bem integrados, acidez em equilíbrio e leve amargor, que persiste com o frutado no médio final. Avaliação: 89/100 Pontos. Preço: R$ 97,20, na Decanter Rio Preto.

Araldica Flori Barolo 2010 elaborado com 100% Nebbiolo, com passagem de 18 meses em botti de carvalho. Teor Alcóolico de 14%. A coloração é de um púrpura intenso e brilhante. Os aromas mostram complexidade, com frutas vermelhas, toques florais e minerais, notas amadeiradas, alcatrão e alcaçuz. Na boca apresenta um bom volume, com taninos e acidez equilibrados, repetindo  a mineralidade e o floral do olfativo. Um longo final com o amadeirado se misturando ao floral. Avaliação: 91/100 Pontos. Preço: R$ 223,30, na Decanter Rio Preto.

Araldica Barbaresco Corsini 2011 - elaborado com 100% Nebbiolo, com passagem de 24 meses em botti de carvalho e 12 meses em garrafa antes da comercialização. Teor Alcóolico de 14% .A coloração é de um rubi intenso, com reflexos granada e muito brilho. Os aromas mostram frutas vermelhas, notas resinosas e terrosas. Na boca apresenta taninos perfeitamente integrados  ao álcool, a acidez e ao frutado. Bom final frutado. Avaliação: 91/100 Pontos. Preço: R$ 164,50, na Decanter Rio Preto.

Araldica Alasia Dolcetto D’Asti 2011 - elaborado com 100% de Dolcetto, passagem de 5 meses em cubas de inox. Teor Alcóolico de 13%. A coloração é de um intenso e brilhante rubi, com média transparência e halo violáceo. Os aromas mostram frutas negras maduras (amora, groselha e cereja), sobre notas especiadas de alcaçuz. Na boca apresenta corpo leve, taninos macios  e grande adstringência. O final é até longo, com frutado e uma pontinha de amargor.  Avaliação: 88/100 Pontos. Preço: R$83,10 , na Decanter Rio Preto.

 

 

Publicado em: 18/04/2015

Homo darwines

 

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