Publicado em: 22/11/2014

Degustação de Luigi Bosca na Decanter

 

Sob o comando de Sérgio Musolino, a Enoteca Decanter realizou a sua tradicional degustação do sábado, tendo apresentado uma seleção de Luigi Bosca e Viña Alicia. Vamos a eles.

A Bodega Luigi Bosca, situada em Luján de Cuyo, pertence a Família  Arizu. É uma das mais tradicionais e pioneiras na produção de vinhos de qualidade. Tem mais de 100 anos. Produz os vinhos  La Linda, Luigi Bosca Reserva e Selectos da Família Arizu. Em Vistalba, a família Arizu possui a Finca Los Nobles, onde estão plantadas Cabernet Sauvignon e Alicante Bouchet há mais de 90 anos.

Luigi Bosca Testimonio Sauvignon Blanc 2013 -  foi elaborado com 90% Sauvignon Blanc e 10% Riesling (vinhas de 30 anos ), Vinhedo Finca La Linda - Luján de Cuyo. Amadureceu 3 meses sobre as lias em cubas de aço inox.Teor Alcoólico de 13,9%. A coloração é de um amarelo palha, com nuances verdeais e reflexos prateados. Os aromas sutis lembram frutas tropicais, toques cítricos e leve floral. Na boca as sensações olfativas se repetem, com uma refrescante acidez pungente e untuosidade. Um estilo de moderno Sauvignon Blanc. Avaliação: 87/100 Pontos. Preço: R$ 66,40.

Luigi Bosca Chardonnay 2012 – elaborado com 100% da cepa, com passagem de 12 meses em carvalho e 12 meses em garrafa. Teor Alcoólico de 13,9%. A coloração é de um   palha brilhante e com boa transparência. Os aromas mostram fruta tropical madura, damasco, geléia de laranja  e amêndoa torrada. Na boca  apresenta  acidez delicada, cremosidade, frescor,  e um toque mineral l. Final longo,  com grande persistência frutada. Avaliação: 89/100 Pontos. Preço: R$90,80.

Luigi Bosca Gala 3 - foi elaborado com 50% de Viognier, 40% de Chardonnay e 10% de Riesling, a partir de uvas das melhores parcelas dos vinhedos  de Vistalba, Carrodilla e Las Compuertas, sendo que o Chardonnay passa 8 meses em barricas novas de carvalho francês.  Teor Alcoólico de 13,7%. A coloração é de um dourado brilhante intenso. Os aromas são complexos, com notas de pêssego, damasco, cítricos e nuances florais, com delicados toques de baunilha e madeira. Na boca as sensações do olfato se repetem, com uma acidez equilibrada e boa cremosidade. Um final com toques florais e amadeirado. Avaliação: 89/100 Pontos. Preço: R$ 121,30.

Luigi Bosca Grand Pinot Noir 2012 - elaborado com 100% da cepa, a partir de vinhedos de 55 anos, com passagem de 8 meses em carvalho. Teor Alcoólico de 13,9%.  A coloração é de um rubi profundo e brilhante. Os aromas mostram frutos vermelhos (morango, framboesa), chocolate e toques florais (violeta). Na boca apresenta-se com taninos suaves e aveludados, num bom corpo e elegância. Um agradável final frutado. Avaliação: 89/100Pontos. Preço: R$ 136,80.

Luigi Bosca Gala 1 2011- foi elaborado com 85% de Malbec, 10% de Petit Verdot e 5% de Tannat a partir das melhores parcelas dos vinhedos de Vistalba, Carrodilla e Las Compuertas, tendo passado 14 meses em barricas de carvalho francês novas, 10 meses em garrafa. Teor Alcoólico de 14,5%. A coloração é de um púrpura intenso e brilhante. Os aromas mostram frutas negras, frutas em compota, especiarias doces, tabaco, café  e alcatrão. Na boca apresenta um bom corpo, com taninos potentes e em bom equilíbrio com as frutas e acidez. Um longo final com frutas passas e ao licor. Avaliação: 89/100 Pontos. Preço: R$149,10. Observação: uma bela expressão do Malbec, para esse terroir.

Luigi Bosca Gala 2 2010 - foi elaborado com 85% Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc uma seleção de castas, das melhores parcelas dos vinhedos Finca La Linda de Vistalba, La España de Carrodilla e Los Nobles deLas Compuertas, de Luján de Cuyo. Passou 14 meses em barricas de carvalho francês novas e 12 meses em garrafa. Teor Alcoólico de 14,2%. A coloração mostra um vermelho-púrpura intenso e vivo. Aromas intensos e nítidos de frutas negras, especiarias, tabaco e cedro. Algo de baunilha. Na boca mostra excelente volume, com alcool, acidez e taninos em harmonia. Os taninos são muito elegantes. Longo final, com tabaco. Avaliação: 90/100 Pontos. Preço: R$149,10.  Observação:o vinho expressa a Cabernet Sauvignon. Não sofreu filtração.

Luigi Bosca Gala 4 2010 - foi elaborado com 95% de Cabernet Franc e 5% de Malbec, tendo passado 14 meses por barricas de carvalho e 12 meses em garrafa. Teor Alcoólico de 14,1%. A coloração é de um intenso rubi, com reflexos violáceos suaves, com muito brilho e transparência. Os aromas evidenciam muita fruta negra madura, especialmente ameixa, groselha e mirtilo, algo de especiarias e toques de baunilha. Na boca apresenta um bom corpo, volumoso, com taninos macios e integrados às frutas e acidez pontual. Leve adstrigência. Longo final, com algo tostado e baunilha. Avaliação: 91/100 Pontos. Preço: R$149,10 .Observação: o vinho passou por leve filtração, mantendo bem as características da cepa.

 

Com mais de 25 anos de pesquisa e estudo para alcançar "vinhos de excelência", em 1998 Alicia Mateu Arizu, esposa do "winemaker" renomado Alberto Arizu (da Luigi Bosca), juntamente com seu filho Rodrigo Arizu , começou a comercializar os vinhos que levam seu nome. Com características  de adega boutique, "Viña Alicia" está rodeado por um vinhedo de 10 hectares de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Petit Verdot e algumas cepas dificilmente encontrável na Argentina, como Nebbiolo, Grenache Noir, Carignan, Albariño e Savagnin.

Viña Alicia Syrah 2006 -foi elaborado com 100% Syrah, vinhedos de Luján de Cuyo - Lulunta, San Alberto - 10 hectares de vinhedos com 40 anos de idade. Amadurecimento de 9 meses em barricas novas de carvalho francês; 3 meses em barricas novas de carvalho americano. Teor Alcoólico de 14,5%. A coloração é de um rubi profundo com reflexos violáceos. Os aromas mostram frutos vermelhos (amora, framboesa), cacau, notas defumadas e minerais. Na boca apresenta um bom corpo,  com taninos suaves e bem integrados. Um agradável final frutado. Avaliação: 92/100 Pontos. Preço: R$ 185,40.

Viña Alicia Nebbiolo 2007 - foi elaborado com 100% de Nebbiolo (três cones), com manejo orgânico. Amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês novas (50%) e de segunda passagem. Permaneceu 24 meses em garrafa antes de sair ao mercado. Teor Alcoólico de 14,5%. A coloração é de um rubi de média intensidade com muito brilho. Os aromas mostram cereja vermelha, alcaçuz, alcatrão e húmus. Na boca apresenta um bom corpo repetindo as sensações olfativas, com taninos firmes e bem integrados. Final agradável com frutado e alcaçuz.  Avaliação: 92/100 Pontos. Preço: R$ 282,00.

 

Publicado em: 21/11/2014

Best of Wine Tourism 2015

 

Os vencedores internacionais do Prêmio Best of Wine Tourism 2015, promovido anualmente pela Rede de Capitais de Grandes Vinhedos - Great Wine Capitals Global Network, foram anunciados em Mendoza, Argentina.

Os premiados internacionais são:

- Bodegas Marqués de Murrieta - Bilbao/ Rioja, Espanha

- Château La Croizille - Bordéus, França

- Waterford Estate - Cidade do Cabo, África do Sul

- Weingut Dr Hinkel - Mainz/Rheinhessen, na Alemanha

- Trapiche - Mendoza, Argentina

- HALL Wines - S. Francisco/ Napa Valley, Estados Unidos da América

- Macerado at Viñamar - Valparaíso/ Casablanca Valley, Santiago do Chile

A Great Wine Capitals é uma rede formada pelas regiões produtoras de vinho mais conceituadas do Mundo e foi fundada com o objetivo de partilhar e promover internacionalmente as melhores práticas de enoturismo, considerado um dos setores mais dinâmico e com maior crescimento da indústria do turismo.

Para saber mais: www.greatwinecapitals.com

 

 

 

Publicado em: 21/11/2014

Da Real Companhia Velha

 

A Real Companhia Velha lançou uma novidade da marca Quinta dos Aciprestes, o vinho tinto Sousão Grande Reserva 2011, que se junta aos também recentes Quinta dos Aciprestes Grande Reserva 2012, Reserva 2012 e colheita 2011. Este é mais um vinho tipicamente duriense que, nesta primeira colheita, apresenta uma cor retinta e profunda, característica da casta Sousão, mas que na prova surpreende com taninos redondos e suaves. Um vinho jovem e elegante que pode ser consumido já mas que beneficiará de algum tempo de evolução na garrafa. 

Além da monocasta Sousão, todas as recentes referências da Quinta dos Aciprestes apresentam uma nova imagem. O rótulo passou por uma renovação e pretende transmitir uma mensagem de elegância e modernidade da marca assim como posicionar os vinhos da Quinta dos Aciprestes num maior nível de qualidade perante o consumidor.

Publicado em: 21/11/2014

Piscina de vinho

 

Japoneses nadam em "piscina de vinho" no complexo turístico de Hakone Kowanien Yunessun, em Hakone. O evento foi patrocinado por uma fabricante de vinhos francesa, que tem no Japão seu maior mercado no exterior. Mesmo com a presença de bebida alcoólica, as crianças também puderam entrar na piscina Toru Yamanaka.

Publicado em: 20/11/2014

Pontuação do vinho

 

A matéria está no Mondo Vinho. Fala da pontuação dos vinhos. Achei interessante e compartilho com os amigos do Blog. 

“Este vinho é um obra prima”, “A arte de vinificar”, “Vinho é poesia engarrafada” e outras expressões que ligam o mundo das uvas fermentadas ao mundo das artes são bem comuns em ambientes enófilos contemporâneos. Mas então se o vinho é arte porque não pontuamos também as obras verdadeiras? Já pensou? Segue uma imaginaria lista feita pelo imaginário critico de arte espanhol Roberto Parquero, um ex-advogado que se apaixonou pelas artes plásticas, fundador da influente publicação “El Abogado del Arte

ARTISTA

OBRA

PONTOS

Claude Monet

Nenúfares

92/100

Salvador Dali

A persistência da memória

98+/100

Vincent Van Gogh

Auto-Retrato

94/100

Leonardo da Vinci

Mona Lisa

90/100

Pablo Picasso

Guernica

100/100

Michelangelo

Capela Sistina

88/100

Seria ridículo, né? A beleza da arte está justamente na interpretação subjetiva e gosto pessoal: simplesmente impensável catalogar obras tão complexas sob meros números.

Por outro lado se queremos considerar o vinho come um simples produto de consumo alimentar, então porque não passar a pontuar os outros alimentos também? “Amigo, prove este salame, ele tem 95 pontos da Sausage Spectator” ou “Eu não compro arroz que tenha menos de 90 pontos da Cereal Enthusiast” poderiam ser conversas comuns entre gastrônomos e donas de casa.

A verdade é que, se pararmos para pensar, esta história de pontuar vinho não deveria caber em nenhuma ocasião. O que distingue, por exemplo, um tinto de 93 de um 94 pontos? Um Malbec de Mendoza de 91 pontos é igual a um Pinot Noir da Borgonha com a mesma pontuação? Afinal um vinho simples, mas muito bem feito poderia ganhar 100 pontos? Na teoria sim, mas na prática isto nunca ocorre.

De fato, o que acontece é que este tipo de avaliação, ao invés de ajudar, acaba confundindo ainda mais; e tende a deixar o consumidor um pouco mais ignorante sobre terroir e tipicidades regionais das castas. Inclusive os profissionais: quando você pergunta de um vinho numa loja, o vendedor só sabe te dizer qual nota este rótulo ganhou, mas não sabe te transmitir nada sobre as características do vinho.

Já falei aqui que vinho para mim em termos de qualidade se divide em apenas duas categorias: bom e ruim. Depois entra o gosto pessoal, que faz o seu paladar definir aquele que é muito bom ou muito ruim. Sendo inclusive importante pra mim o respeito à tipicidade e ás castas: por exemplo um Saint-Emilion que lembre Napa pode ser um bom vinho em si, mas pra mim não é um bom Bordeaux.

Logo quando comecei a escrever sobre vinho, num dos primeiros post deste humilde blog, falei desta minha idiossincrasia (nossa, que palavra bonita! Nem sei de onde tirei…) com as notas de vinho. Mas por outro lado sei que este mercado atípico pede isto, portanto tentei me adaptar pontuando os vinhos de maneira simples de 1 a 10. Depois de um tempo parei definitivamente de dar notas para ser coerente com meu pensamento, mas muitos leitores e amigos não gostaram e me pedem para voltar a pontuar. Entendo que na correria do dia-a-dia é bem mais prático ir direto ao final do post e ver a avaliação em números, mas eu gostaria também que o leitor me prestigiasse lendo também as palavras, pois pelo mesmo motivo, na correria do dia-a-dia não é fácil estar atualizando o blog, pois cada matéria requer tempo, disposição e inspiração.

Enfim, como este sempre foi um espaço democrático e sempre quis o leitor protagonista, vou atender aos pedidos, tentando manter certa coerência com minhas idéias. O meio termo seria o seguinte: geralmente não falo aqui de vinhos ruins (ao não ser em raros casos especiais), portanto vou distinguir os rótulos interessantes para o blog nas seguintes 3 categorias:  Bom, Marcante e  Memorável.

 

Publicado em: 20/11/2014

Mafalda Super Premium Merlot 2011

 

Mafalda Super Premium Merlot 2011

Produtor:  Miolo Wine

País:  Brasil 

Região:  Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves 

Uva:  100% Merlot, a partir de vinhedos do Lote 43 da Vinícola Miolo  

Amadurecimento: 81% o em barricas de carvalho por 12 meses (58% de carvalho francês, 23% em carvalho americano) e 19% sem passagem por carvalho.  

Teor Alcóolico:  13% 

Cor:  a coloração é de um rubi intenso, com traços violáceos e muito brilho  

Aroma:  complexo, apresentando muita intensidade, com a tipicidade da casta, mostrando cereja, framboesa, amora, uvas passificadas, caramelo, baunilha, cacau e café

Sabor:  Na boca apresenta um bom corpo, com taninos macios e bem integrados às frutas e em perfeita harmonia

 Final:  Longo final com frutas, cacau, tostados e leve madeira

 Avaliação:  90/100 Pontos 

Preço:  elaborado durante o Projeto Winemaker (2ª. Turma), do qual participamos. Não está no mercado  

Observação: é um vinho da linha Super Premium da Miolo. Produzimos o vinho para celebrar as Bodas de Ouro. O nome Mafalda é uma homenagem à minha esposa. Vem evoluindo bem, em relação às degustações anteriores.

 

 

Publicado em: 20/11/2014

Lançamento do livro Celebrar

 

O presidente da Comissão Vitivinícola de Lisboa acaba de publicar o livro “Celebrar”, onde informa o melhor vinho para cada data especial do ano. Foi  lançado ontem em Lisboa e hoje no Porto. O primeiro livro de Vasco d'Avillez tem como objetivo ajudar o leitor a "selecionar o melhor vinho para celebrar os momentos de alegria e as datas do ano em que nos reunimos com a família e os amigos" e ensinar "a abrir, guardar e, sobretudo, apreciar cada garrafa e os segredos que esta encerra".

"É um livro de histórias e de vinhos para quem acredita que à mesa não se envelhece", conta o autor. Vasco d'Avillez trabalha há mais de 40 anos no setor, sendo presidente da Comissão Vitivinícola de Lisboa desde 2011 e consultor na empresa Stilavi Consultadoria.

 Manuel Cabral, presidente do  Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, fará a apresentação do livro na  ViniPortugal, no Palácio da Bolsa, hoje às 18h.

 

 

Publicado em: 20/11/2014

A Festa do Beaujolais

 

Levis Orizet, escritor e poeta francês, popularizou a expressão que ganhou o mundo: “ Le Beaujolais Nouveau est arrivé”. Era 1951 e, a partir daí, estabeleceu-se um dia mundial para se lançar um vinho que representa uma festa francesa. Em 1985, a terceira quinta-feira de novembro, foi escolhida como a data mundial para o lançamento. Isso ocorre no próximo dia 20 de novembro. Em todos os países do mundo mais de 160 milhões de garrafas serão colocadas à disposição dos apreciadores. Uma parafernália de meios de transporte, de caminhões a aviões supersônicos, coloca-se a serviço do Beaujolais para que, a zero hora desse dia, o vinho esteja nos postos de venda .

Na  França, há cerca de 120 festivais de Beaujolais Nouveau  realizados na região de Beaujolais. Localizada no coração da região de Rhone-Alpes do leste do centro da França, a região vinícola produz doze tipos oficialmente designados de Beaujolais conhecido como DOC. Os dois mais comuns são os Beaujolais e Beaujolais-Villages, o primeiro dos quais respondem por metade da produção anual da região, e são usados para fazer Beaujolais Nouveau.O festival-Les-Sarmentelles é o mais famoso , realizado na cidade de Beaujeu, a capital da região. São cinco dias de degustação de vinhos característicos, música ao vivo e dança. Há também um concurso de degustação com todos os doze tipos de Beaujolais, em que o vencedor ganha o seu peso em Beaujolais-Villages! É, sem dúvida, uma grande festa.

E o vinho? O Beaujolais por si só é um vinho para ser tomado jovem, com aromas frutados lembrando frutas tropicais, morango, banana e pêssego, além de um toque de canela e cravo. É um dos poucos vinhos tintos que devem ser consumidos gelados, em torno de 10 graus Celsius. É elaborado com uva Gamay, a única permitida na região, localizada no extremo sul da Borgonha, através do processo de maceração carbônica. Esse processo é de importância fundamental para a característica do vinho.

As uvas não são esmagadas. Os cachos inteiros são colocados em cubas, amontoados. A fermentação, em atmosfera de gás carbônico, ocorre dentro dos bagos, que posteriormente se rompem, liberando o vinho. Como resultado temos um vinho pouco tânico e leve, para ser consumido rápido, no máximo em um ano. Na mão de um bom produtor, o Beaujolais Nouveau pode ser muito agradável. É o caso do Joseph Drouhin, por quinze anos consecutivos indicado como melhor. A Mistral é o seu distribuidor, no Brasil. Na Pré-Venda custa 92,14 Reais e o Beaujolais Villages Nouveau 94,50 Reais.Não é um vinho de bom custo / benefício: seu valor é o mesmo de vinhos de qualidade superior. Os enófilos desconfiam dele, achando que a supervalorização é pura obra de marketing. Mas vale a festa. Uma rede de 82 restaurantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais estarão participando do lançamento, junto com a Mistral. O Beaujolais Nouveau chegou. Brindemos!  Santé!

Publicado no jornal Bom Dia, em 16/11/2014

Publicado em: 19/11/2014

Villaggio Larentis Ancellotta Reserva Especial 2005

 

Villaggio Larentis Ancellotta Reserva Especial 2005 

Produtor:  Villaggio Larentis 

País:  Brasil 

Região:  Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves 

Uva:  100% Ancellotta 

Amadurecimento:  9 meses em barricas de carvalho francesas 

Teor Alcóolico:  13% 

Cor:  intenso rubi com halos alaranjados, muito brilho e média transparência 

Aroma:  mostra frutado (ameixa, amora,cereja), com algo de geléia (jabuticaba), frutas passificadas e baunilha 

Sabor:  apresenta um bom corpo, com taninos integrados e um leve adocicado. O frutado se repete, intensificando mais ainda a jabuticaba 

Final:  bom final, com baunilha e leve tostado 

Avaliação:  89/100 Pontos 

Preço:  R$ 35,00, no varejo da vinícola. 

Observaçãoa garrafa degustada foi a de no.01010. Vinho degustado em outras vezes e vem mantendo as suas características

 

 

Publicado em: 18/11/2014

Sábado na Decanter

 

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