Publicado em: 21/07/2010

Tratamento com antibiótico pode ser eficiente contra malária, diz estudo

Uma equipe de cientistas alemães afirma a administração de antibióticos pode servir como imunização contra malária em residentes de áreas com alto risco de transmissão, de acordo com estudo divulgado no site Science Translation Medicine.


Os medicamentos foram testados em ratos, com os parasitas do protozoário Plasmodium em fase esporozoíta sendo injetados diretamente na corrente sanguínea do animal.


O experimento foi conduzido por profissionais do departamento de doenças infecciosas do hospital da Universidade Heidelberg em cooperação com o Max Planck Institute for Infection Biology, sediado em Berlim e voltado à pesquisa científica.


Dentro do organismo dos ratos, o desenvolvimento da malária começa no fígado, com os exemplares de Plasmodium sendo replicados diversas vezes e amadurecendo para a fase merozoíta, na qual parte dos parasitas passa à destruição de hemácias para manter a reprodução.


Com o método de administração dos remédios "clindamycin" e "azithromycin", três dias antes da inserção de parasitas no organismo dos ratos, o ataque do Plasmodium às células vermelhas responsáveis pela oxigenação no sangue foi impedido. Sintomas típicos da málaria como febre, típicos de casos graves de manifestação da doença, não ocorreram.


Os pesquisadores também afirmam que os parasitas acumulados no fígado geraram estímulo ao sistema imunológico para o desenvolvimento de imunidade prolongada.


Novas doses de Plasmodium foram administradas nas cobaias depois de 40 dias, quatro e seis meses do teste, porém sem nova aplicação dos antibióticos. Todos os animais continuaram protegidos contra a malária.


Quando os cientistas alemães testaram os ratos com um modelo mais similar às condições do contágio da doença em humanos, 30% dos ratos continuaram imunizados. Outros 85% que foram infectados não tiveram o cérebro afetado.


Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a doença mata 1 milhão de pessoas todos os anos, especialmente em países africanos. Cerca de 3 bilhões vivem em áreas de risco de contágio, segundo o órgão.


Segundo o Instituto Max Planck, ainda não existe um medicamento para proteger e desenvolver imunidade prolongada em pessoas contra a malária.


Fonte: G1

 

Publicado em: 30/06/2010

Falsa percepção de obesidade na adolescência leva à depressão

Adolescentes com peso ideal que acreditam estar obesas correm risco maior de entrar em depressão do que obesas que têm consciência de sua condição. A conclusão é de sociólogos da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos.


Os cientistas verificaram dados de 6.557 garotos e 6.126 garotas.


“Os pais frequentemente se preocupam com a saúde mental de filhos com sobrepeso, mas nossas descobertas mostram que são os com peso saudável – mas com percepção de obesidade – que têm maior probabilidade de sentir-se deprimidos”, afirma Jason Houle, um dos pesquisadores. O estudo foi publicado no “Journal of Health and Social Behavior”.


“Os médicos não podem presumir que adolescentes com peso saudável têm a consciência de que seu peso é de fato saudável e, acima de tudo, de que se sentem bem com isso”, diz Michelle Frisco, também envolvida no trabalho.


Além disso, os cientistas verificaram que, enquanto a comunidade médica, evidentemente, sabe o que significa obesidade, o público em geral, na realidade, pode não saber: 20% das meninas e 40% dos meninos com sobrepeso “não sabem” que não têm o peso ideal.


Fonte: G1

Publicado em: 17/06/2010

Anvisa suspende fitoterápicos que prometem curar câncer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ordenou a suspensão das propagandas de um kit fitoterápico e de uma pomada anunciados como cura para o câncer.


Segundo resolução publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (17), os medicamentos não tinham registro e eram vendidos como "indicações terapêuticas para tratamento de doenças de alta complexidade como câncer, Aids e doenças crônicas."


'Ideia errada'

Oferecido na internet por R$ 135 por uma instituição chamada "Grupo do Bem", o "Kit Aveloz" é um conjunto de fitoterápicos que contém copaíba, graviola, aveloz e ervas. Em seu site, o grupo desestimula as terapias tradicionais, que têm eficácia comprovada pela medicina. "A Graviola é 10.000 vezes mais forte do que quimioterapia por drogas, e sem efeitos colaterais", diz trecho de anúncio.


No mesmo site, a instituição vende por R$ 50 a "Pomada Aveloz", oferecida como cura para feridas geradas pelo câncer. Segundo nota da Anvisa, "as propagandas divulgam a errada ideia de que são indicados para fins terapêuticos."


O G1 entrou em contato com um representante do grupo que lamentou, por e-mail, a resolução da Anvisa e informou que o grupo suspenderá a venda do kit. "Nas feiras do Nordeste é vendida a garrafada e o extrato da planta livremente. É de uso popular", disse.


Artrite e reumatismo

Por falta de registro, a Anvisa também anunciou a proibição das propagandas do fitoterápico "Ervas Life Harp 100", vendido pela empresa "Deca Natural Life" como tratamento para "artrite, artrose, bursite, gota, reumatismo, dor na coluna e dores crônicas". O G1 tentou entrar em contato com a empresa, mas não obteve retorno.


Fonte: G1

 

Publicado em: 17/06/2010

Imunização contra H1N1 atingiu 81 milhões de pessoas, diz Temporão

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta quinta-feira (17) que 81 milhões de pessoas foram vacinadas em 2010 contra a gripe A (H1N1). O número, registrado às 9h da manhã, representa mais de 88% do público-alvo da vacinação, que é de 92 milhões de pessoas.


Os dados mostram que o governo conseguiu cumprir a meta de 80% de vacinação das pessoas que mais corriam risco de adquirir a doença. "É a maior vacinação que já aconteceu [na história do país]", disse o ministro durante entrevista coletiva em Brasília.


Segundo Temporão, o Brasil foi o país que mais vacinou em termos percentuais a população contra o vírus A H1N1. "42% da população brasileira foi vacinada. O Brasil vacinou um número de pessoas praticamente igual à população da Alemanha", disse.


O ministro também informou que a vacinação continuará nas cidades em que a meta não foi cumprida, e que novos dados sobre a vacinação ainda estão chegando ao ministério.


Mortes

De acordo com o Ministério, em 2010 até agora houve 609 casos graves da nova gripe no país, sendo que 45% das pessoas que foram hospitalizadas por essa doença tinham algum fator de risco e 16% eram gestantes.


Entre esses casos, 74 pessoas morreram. Dessas, 54% tinham fatores de risco e 27% eram gestantes. A maior parte dos óbitos (57%) ocorreu na região Norte.


Em 2009, foram registrados 2.051 óbitos pela nova gripe no país. Desse total, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas e 189 (9%) entre gestantes.


Fonte: G1
 

 

Publicado em: 06/06/2010

Cobertura maior dos planos de saúde entra em vigor nesta segunda

Entram em vigor nesta segunda-feira (7) as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar que ampliam o número de exames e procedimentos que os planos de saúde são obrigados a cobrir. As mudanças devem beneficiar cerca de 44 milhões de brasileiros que contrataram planos de saúde a partir de primeiro de janeiro de 1999.


Entre os 70 novos procedimentos que os planos serão obrigados a cobrir, 16 são da área odontológica, como a colocação de coroas e blocos. Outros 54 são avanços da medicina, como as cirurgias menos traumáticas feitas com auxílio do vídeo, o transplante de medula e exames genéticos e de imagem. O pet scan, que ajuda a visualizar tumores e outras doenças, é um deles. O exame custa cerca de R$ 3,5 mil, valor que muitos planos não cobrem.É uma espécie de ressonância mais sofisticada, que pega o câncer e a metástase do pulmão mais no início.

"Atualmente, é preciso ir para cirurgia exploratória”, explica Henrique Oti Shinomata, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Seguro.
O transplante de medula feito por doação de outra pessoa viva também passará a ser coberto pelos pacotes de referência dos planos. A principal indicação deste transplante é para o tratamento de leucemia.


“Também terão as vídeolaparoscopias no tórax. Antes tinha que abrir o paciente, e a recuperação é muito custosa e dolorida”, diz o especialista. As novas regras também aumentam o número de consultas de especialistas como psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos e fisioterapeutas que os planos de saúde terão que cobrir. O número de sessões varia de 12 a 24 dependendo da doença e da especialidade. No caso dos psicólogos, elas podem chegar a 40, desde que indicadas por um psiquiatra.


“Antes havia um limite de 180 dias em hospital dia. Não terá mais essa limitação, então não interrompe o tratamento e evita uma crise”, diz Shinomata.


Custo

A Agência Nacional de Saúde Suplementar deve divulgar semana que vem o reajuste anual dos planos de saúde, previsto por lei. Mas o impacto dos novos procedimentos no valor das mensalidades só será avaliado pela ANS no ano que vem.


A expectativa da agência é que as novas coberturas encareçam os planos em cerca de 1%. Já as seguradoras esperam altas maiores.
“Pode acontecer de ser bem mais [o aumento], e aí [os consumidores] vão ter que arcar com esses custos maiores. Mas quem utilizou vai agradecer muito, vai evitar uma cirurgia, ter que passar por uma quimioterapia que não esteja fazendo efeito” diz Shinomata.
 

Fonte: G1

Publicado em: 23/05/2010

Vacina contra H1N1 pode dar falso positivo para HIV, diz Anvisa

Nota da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revela que as pessoas que tomaram a vacina H1N1, contra a nova gripe, podem ter resultado positivo para HIV mesmo sem ter o vírus que provoca a Aids. Segundo a técnica Lílian Inocêncio, responsável pela área de Laboratórios do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids) do Ministério da Saúde, o falso resultado positivo pode ocorrer até 112 dias após a pessoa ter se vacinado contra a gripe.


O problema já havia sido detectado pela Anvisa em março, mas foi abordado na sexta-feira (21) pelo DST/Aids. Na nota de março, a agência dizia que “podem ser obtidos resultados falso-positivos em testes imunoenzimáticos para detecção de anticorpos contra o vírus da Imunodeficiência Humana 1 (HIV 1), o vírus da Hepatite C e, especialmente, HTLV-I, devido à produção de IgM em resposta à vacina contra Influenza A(H1N1)”.


O falso resultado acontece porque a vacina contra a gripe aumenta a produção de um anticorpo, chamado de IgM (o primeiro batalhão de defesa do organismo), que “engana” o Elisa, o teste mais comum feito no Brasil para diagnosticar o vírus da Aids. Essa reação faz o organismo reproduzir uma condição parecida com aquela de quem tem o vírus HIV.


A técnica Lílian Inocêncio disse que o procedimento padrão da rede pública de saúde em casos de resultado positivo para HIV já é fazer a contraprova por meio de outro tipo de exame, o Western Blot, mais caro.


Segundo ela, não há motivo para pânico. “Ninguém precisa se preocupar porque nenhum paciente vai receber o resultado positivo sem que seja feita a contraprova”, afirmou Lilian. De acordo com ela, nenhum paciente é informado de que tem o vírus HIV sem que seja feita antes a contraprova.


Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (21) no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde José Gomes Temporão alertou sobre o falso resultado positivo.


“Quando acontece esse falso positivo, que são casos raros, qual é a consulta? É muito simples: isso só acontece dentro de 30 dias a partir do momento que a pessoa tomou a vacina. Dando positivo, ela vai refazer esse teste, com um teste mais sofisticado, e esse vai dar, com certeza, se ela é positivo ou não”, afirmou. Ele fez questão de esclarecer que a vacina contra H1N1 não oferece nenhum risco de transmissão de HIV.


Problema incomum, mas sem gravidade

“Não é comum essa reação cruzada, esse encadeamento de falsos-positivos [quando um teste diz que a pessoa está doente, mas ela não tem nada] por geração de anticorpos para vírus tão diferentes, o H1N1 e o HIV”, aponta Edecio Cunha-Neto, chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da USP.


“No limite, o que acontece com a produção industrial em ritmo acelerado da vacina contra a nova gripe é que, se a quantidade de adjuvantes, os componentes que potencializam a ação da vacina, estiver um pouco acima, pode fazer a resposta imunológica ter uma reatividade cruzada: acabar dando positivo para várias outras coisas.”


“Não tem nenhuma gravidade, do ponto de vista que a pessoa não está realmente infectada, mas a contraprova é importante”, diz Cunha-Neto.


Fonte: G1

Publicado em: 23/05/2010

Entre 35 e 39 anos, de cada cinco brasileiras, uma já fez aborto

A primeira pesquisa nacional sobre aborto no Brasil traça um novo perfil da mulher que interrompe a gravidez. Ao contrário do que se pensava, a maioria não é de jovens solteiras, e sim de mulheres que têm um companheiro. Quase 60% delas também têm filhos. Quanto maior o grau de escolaridade, menor o número de mulheres que fizeram aborto. Entre as regiões, a Nordeste foi onde os pesquisadores registraram maior número de mulheres que declararam já ter feito aborto alguma vez na vida. A região de menor índice foi a Sul.


Foram ouvidas 2.002 mulheres das capitais, todas elas alfabetizadas e com idades entre 18 e 39 anos. O resultado: de cada grupo de 100 brasileiras, 15 já fizeram pelo menos um aborto. O mais surpreendente: já no fim da idade reprodutiva, entre 35 e 39 anos, de cada cinco mulheres, uma já fez um aborto. A pesquisa também mostra que quase metade das mulheres (48%) disse que usou remédios para induzir o aborto – e 55% tiveram de ser internadas depois.


O levantamento, realizado pelo Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis) e pela Universidade de Brasília (UnB), não abordou por que a entrevistada que recorreu ao aborto decidiu interromper a gravidez.


Fonte: G1

Publicado em: 17/05/2010

Brasil defende em Genebra fim da interceptação de remédio genérico

O governo brasileiro defendeu nesta segunda-feira (17) durante a Assembleia Mundial de Saúde, em Genebra, que o debate sobre falsificação de remédios não inviabilize a comercialização de medicamentos seguros não protegidos por patentes.


Índia e Brasil recorreram semana passada à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Europeia e a Holanda por causa da apreensão de cargas de medicamentos genéricos. Os países entraram com um pedido de consulta, primeiro passo de um processo formal na OMC, contrapondo os direitos de propriedade intelectual dos laboratórios ao acesso das populações de países pobres a medicamentos.


Com apoio dos países da América do Sul, da África e do sudeste asiático, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou na plenária da assembleia que garantir o acesso aos genéricos é fundamental para a estruturação dos serviços de saúde. Em 2009, informa o ministério, cerca de 30 carregamentos de genéricos foram bloqueados na Europa quando estavam em trânsito de países como China e Índia para outros em desenvolvimento - entre eles, o Brasil.


No encontro, organizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS, a agência de saúde pública da ONU), o Brasil e os países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) apresentaram uma resolução que coloca a entidade internacional à frente da discussão da falsificação de medicamentos com a preocupação de proteção à saúde pública.


A ideia é reverter o processo iniciado na OMS de misturar discussões sobre medicamentos em relação aos quais se questiona marca e patente com debates justificados sobre remédios falsificados (produzidos sem obediência às regras sanitárias).


“O combate à falsificação de medicamentos, nossa responsabilidade comum, não pode servir de pretexto para que a dimensão comercial sobreponha-se à saúde pública. Propriedade intelectual não se confunde com medicamentos falsificados. Vítimas de violações aos direitos de propriedade intelectual são empresas; vítimas de medicamentos falsificados são pacientes – e são estes que requerem a proteção da OMS”, afirmou Temporão.


Genéricos são medicamentos que têm patente vencida ou nunca tiveram patente reconhecida, mas trazem a mesma dose e forma farmacêutica que o medicamento de referência. No Brasil, a segurança e eficácia são monitoradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.


Em 2000, o mercado mundial de genéricos contava com apenas 8 empresas, que fabricavam 91 produtos genéricos. Em 2009, eram 91 companhias que respondiam por 2.836 produtos. A venda desses produtos gerou renda de US$ 2,3 bilhões.


No Brasil, os genéricos eram responsáveis por 19,2% do mercado de medicamentos em 2009. Em 2002, a participação era de 5,8%. O total de vendas de medicamentos genéricos passou de R$ 588 milhões para R$ 4,8 bilhões entre 2002 e 2009. O número de registros desses medicamentos passou de 213 (em 3.649 apresentações) em 2003 para 2.972 (em 15.405 apresentações) em 2009. Os preços dos produtos genéricos são até 65% menores do que os praticados no mercado, informa o Ministério da Saúde.


Fonte: G1

 

Publicado em: 14/05/2010

Pesquisa diz que tecnologia leva felicidade às pessoas

Pesquisa de um instituto britânico afirma que as tecnologias de informação trazem felicidade.


A tecnologia da informação, normalmente, é associada à praticidade, mobilidade, dinamismo e entretenimento. Mas um instituto britânico descobriu que ela proporciona até prazer, felicidade.


O estudo foi feito com 35 mil pessoas em vários países. Os pesquisadores perguntaram sobre o impacto da tecnologia da informação na vida de cada um.


A conclusão: ela tornou essas pessoas mais felizes porque despertou uma sensação maior de liberdade e autonomia. Essa sensação aumentou o bem-estar.


A psicóloga Rosa Farah, que estuda o assunto na PUC-SP, explica que o bem-estar nasce com a sensação de inclusão, de fazer parte da aldeia global. “Ainda que seja uma voz na tela, um texto, mas eu posso opinar, posso ouvir a opinião do outro, interagir. Não só alguém que recebe a informação, mas alguém que participa do processo de gerar informação”, diz Rosa.


A pesquisa também destaca que esse efeito aparece mais nas pessoas com menos escolaridade, renda mais baixa e nas mulheres - em especial, aquelas de países em desenvolvimento, onde a discriminação e o isolamento social tendem a ser maiores.


A costureira Francinilda Oliveira da Silva comprou em dez prestações o laptop que usa para se comunicar com os filhos. “Eu vou para algumas reuniões, para algum lugar, e levo. É muito bom”, conta.


Do jeito como ela fala, nem dá para duvidar que tecnologia traz felicidade. “Às vezes, a gente está meio tristinha e tem lá uma mensagem linda que te levanta o astral, deixa mais feliz, mais contente. Então eu não me sinto sozinha, me sinto acompanhada de um monte de gente”, diz Francinilda.


Fonte: G1

Publicado em: 14/05/2010

Teste caseiro para exame de DNA provoca polêmica nos EUA

Um kit para fazer o teste de DNA em casa teve as vendas canceladas antes mesmo de chegar às prateleiras. O exame revela a origem biológica da pessoa que, uma vez conhecida, pode indicar doenças futuras. Comerciantes americanos apostam que o teste é confiável, mas o governo alerta que o exame pode confundir.


O produto estava pronto para entrar no mercado. "As pessoas devem ter direito a qualquer tipo de informação sobre a saúde delas", dizia o fabricante. O kit serve para fazer testes genéticos - capazes de identificar o risco de alguém desenvolver doenças, entre elas, diabetes, câncer, Alzheimer, Parkinson e até obesidade. Isso já existe e, apesar do resultado contestado, pode ser comprado via internet ou diretamente nos laboratórios.


A novidade é que este kit iria ser encontrado nas prateleiras das farmácias. Bastaria a pessoa comprar, colocar um pouco de saliva no pote e mandar tudo pelo correio para análise. O acesso fácil, sem acompanhamento médico, a incerteza do procedimento correto viraram motivo de discussão nos Estados Unidos.


"Meu Deus, não devo ter filhos porque vou morrer jovem. Vou gastar todo meu dinheiro e deixar os estudos," diz uma professora, lembrando como os testes poderiam interferir na vida de uma pessoa.


O departamento americano que controla a venda de remédios entrou na discussão e pediu esclarecimentos ao fabricante. Foi o suficiente para uma rede de farmácias, que planejava comercializar os kits a partir desta sexta-feira (14) em mais de sete mil lojas espalhadas pelo país, suspender as vendas.


Sobrou também para os outros fabricantes do mesmo produto - que vendem na internet, nos laboratórios, nos consultórios médicos. Eles ainda podem comercializar, mas foram convocados a dar mais informações sobre os testes.


Fonte: G1

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