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Doença Celíaca: entenda a doença intestinal autoimune

Saiba mais sobre a Doença Celíaca

Por Roberta Lara
(Atualizado em 20/05/2022 - 16h18)
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Maio é o mês da conscientização sobre a Doença Celíaca e no dia 20 é comemorado o Dia Estadual do Celíaco, principalmente na região sul do Brasil.  Mas afinal, o que é a doença celíaca?

A doença celíaca é uma enteropatia crônica do intestino delgado, imunomediada quando há a exposição ao glúten da dieta em indivíduos geneticamente predispostos. Ela pode afetar indivíduos de ambos os sexos e em qualquer idade, sendo mais comum aos 45 anos. Ela atinge cerca de 1,5% da população mundial e vem crescendo devido à qualidade da alimentação atual.

Os sintomas da doença celíaca

Você pode pensar que a doença celíaca só se manifesta por meio de sintomas gastrointestinais, contudo, sintomas secundários são muito comuns e podem atrapalhar o seu diagnóstico. São eles:

  • Queda de cabelos
  • Infertilidade
  • Dores de cabeça
  • Manifestações na pele
  • Comprometimento cognitivo
  • Unhas enfraquecidas
  • Fadiga crônica
  • Ansiedade e mudanças de humor 

O tratamento é feito com a exclusão total de qualquer tipo de alimento contendo glúten, que é o marcador responsável pela autoimunidade. Os alimentos que contêm glúten ou derivados são aqueles com a presença de trigo, centeio, cevada, malte e aveia por contaminação do solo.

Entenda mais sobre o tema:

 

A contaminação cruzada

A contaminação cruzada por glúten consiste na passagem de traços ou partículas de glúten de um alimento para outro, diretamente ou indiretamente. Pode ocorrer em todo o processo, desde o plantio, colheita, armazenamento, até o beneficiamento, industrialização e manipulação de ingredientes.  

Em 2008, o Codex Alimentarius determinou que todos os produtos com menos de 20 ppm (partes por milhão) de glúten podem ser considerados seguros para consumo dos celíacos e receber a inscrição “Não contém glúten”. Contudo, é preciso tomar cuidado devido ao grau de severidade dos sintomas que o paciente apresenta ao consumir esses alimentos, mesmo com traços! 

A alimentação anti-inflamatória rica em vegetais, sementes, oleaginosas, cereais sem glúten, leguminosas e especiarias é a mais recomendada para ajudar no equilíbrio funcional do paciente com a doença!