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Segundo estudo, consumo de chocolate 85% de cacau melhora o humor pelo eixo intestino-cérebro

Por Roberta Lara
(Atualizado em 06/07/2022 - 9h00)
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O chocolate amargo é reconhecido, há muito tempo, por suas propriedades relacionadas ao estado de bem-estar físico e emocional, sobretudo por conta dos seus compostos bioativos que atuam na melhora do humor.

Um recente estudo publicado no The Journal of Nutritional Biochemistry, conduzido por Shin te al. (2022) investigou os efeitos da ingestão de chocolate amargo na regulação do humor ao longo da vida cotidiana, com ênfase no eixo intestino-cérebro. Dois chocolates escuros diferentes (teor de cacau de 85% e 70%) foram testados neste estudo.

Em um modelo de estudo controlado randomizado, adultos saudáveis ​com faixa etária de 20 a 30 anos consumiram 30 gramas de chocolate com 85% de cacau; chocolate 70% cacau ou sem chocolate por um período de 3 semanas. Os estados de humor foram medidos usando o Cronograma de Afeto Positivo e Negativo (PANAS).

Os resultados obtidos mostraram que o consumo de chocolate amargo reduziu significativamente o efeito negativo no humor no grupo que consumiu chocolate 85%, diferentemente do grupo com chocolate 70%. Para avaliar a associação entre os efeitos de alteração do humor do chocolate amargo e a microbiota intestinal, os pesquisadores realizaram uma análise de sequenciamento de 16S rRNA fecal para os grupos com 85% e grupo controle. A diversidade microbiana intestinal foi significativamente maior, com níveis de Blautia obeum elevados e níveis de Faecalibacterium prausnitzii reduzidos no grupo que consumiu o chocolate mais amargo, mostrando eficácia na regulação de bactérias benéficas no intestino, por ser um substrato na fermentação saudável intestinal.

Os achados do estudo sugerem que o chocolate amargo exerce efeitos prebióticos no intestino, evidenciados por sua capacidade de reestruturar a diversidade e abundância de bactérias intestinais, podendo melhorar os estados emocionais negativos através do eixo intestino-cérebro.

Fonte científica: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0955286321002746