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Motivação x Disciplina: porque devemos contar muito mais com a disciplina

Por Mariana Dias
(Atualizado em 15/06/2022 - 11h54)
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Pratico atividades físicas há muito tempo e já passei por vários períodos de diferentes motivações. Algumas épocas era bem fácil e em outras eu precisava de muito esforço para me manter ativa. Algo que eu aprendi e que levo comigo até hoje, não só para a prática de atividades físicas, é não contar muito com a motivação para realizar tarefas “difíceis” e contar muito mais com a disciplina.

Sempre fui uma pessoa bastante disciplinada e sei que isso me ajudou muito a nunca ficar totalmente parada. Em épocas mais corridas, de problemas pessoais, era a disciplina que me fazia treinar, e garanto que sempre valia a pena, porque após um bom treino eu acabava me sentindo muito melhor. E isso que é mais incrível: justamente quando menos temos motivação para nos exercitarmos é quando mais precisamos dos exercícios.

Quando estamos tristes ou desanimados os hormônios que são liberados ao realizarmos exercícios ajudam a fazer com que nos sintamos melhores. A prática de atividade física libera endorfina, que é o hormônio responsável por promover a sensação de recompensa e bem-estar e proporciona alívio e relaxamento. Se esperarmos sempre a motivação para treinar é bem provável que a rotina, stress e o trabalho acabem tirando nosso foco e o combo sofá + TV acabe levando a melhor.

Uma coisa bem importante é colocar a atividade física como prioridade e organizar a agenda em torno dela. Assim acaba ficando muito mais difícil desistir, porque o tempo que deve ser dedicado a essa tarefa já foi incluído na agenda antes dos outros compromissos.

Outro ponto é saber ser flexível quanto ao horário que temos disponível e tentar adaptar caso surjam imprevistos ao longo do dia. E também quanto a duração da atividade. Às vezes nos preocupamos tanto em termos uma quantidade específica de tempo para o treino que pensamos que se for pra ir só metade daquele tempo é melhor não ir. E na prática é justamente o contrário. O ideal era uma hora, mas só tenho meia hora? Vou meia hora, porque afinal é meia hora é melhor do que nada.

E o principal é não esperar aquele super ânimo e vontade absurda de treinar. Muitas e muitas vezes precisamos ir com preguiça, sem muita energia, mas durante o treino o ânimo aparece e dificilmente as pessoas se arrependem de ter ido em um treino – já se arrepender de não ter ido acontece bastante.

Temos uma tendência a achar que a motivação deve anteceder a atividade física (ou qualquer outra atividade que não nos gere uma recompensa fácil e imediata), mas na verdade ela é uma consequência.

O ciclo esperado pela maioria das pessoas é: se eu me sentir motivado eu irei treinar. Quando na verdade o que acontece é: vou treinar sem me sentir motivado e durante o treino a motivação acontece e terminamos o treino felizes e satisfeitos. E essa carga de motivação que acontece após realizarmos alguma atividade que nos faz bem é o que nos manterá praticando no longo prazo.

No dia seguinte ficará muito mais fácil lembrar daquele sentimento e usar da disciplina para iniciar a atividade. Por isso, após um período, o processo fica mais simples e automático. O mesmo acontece quando paramos por um período e retomar fica mais difícil. Aquela dose de motivação passou e aí será necessária uma dose maior de disciplina para retomar.

Enfim, a principal mensagem que eu queria deixar é: não espere o dia ideal, o humor perfeito, a vontade extraordinária para começar. Isso dificilmente vai acontecer. Comece primeiro, a motivação virá depois. E ficará muito mais fácil continuar. Vai por mim!

Dicas para manter a rotina de treinos:

💪Coloque a atividade física como prioridade e organize a sua agenda em torno dela

💪Seja flexível quanto ao horário e a duração da atividade física. Pouco tempo é melhor do que tempo nenhum

💪Não espere a vontade aparecer para treinar. Comece a treinar que a vontade vem