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Boletim Econômico: 1° de julho de 2022

Confira o resumo do mercado financeiro

Por Reinaldo Cafeo
(Atualizado em 01/07/2022 - 8h22)
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Dados de fechamento em 30/06/2022 (quinta-feira)

 

Ibovespa: queda de 1,08% aos 98.541 pontos.

Dólar Comercial de Venda: alta de 0,80% a R$ 5,2348.

 

Mercado Cambial:

Abaixo a cotação de fechamento diário do Dólar comercial de venda:

  • Segunda-feira (27): -0,35%, a R$ 5,2344
  • Terça-feira (28): +0,60%, a R$ 5,2660
  • Quarta-feira (29): -1,39%, a R$ 5,1930
  • Quinta-feira (30): +0,80%, a R$ 5,2348
  • Semana: -0,34%
  • No mês de junho: +10,03%

 

Mercado Acionário:

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • Segunda-feira (27): +2,12% aos 100.763 pontos
  • Terça-feira (28): -0,17% aos 100.591 pontos
  • Quarta-feira (29): -0,96% aos 99.621 pontos.
  • Quinta-feira (30): -1,08% aos 98.541
  • No mês de junho: -11,50%

 

Cenário:

O Ibovespa fechou com queda de 1,08% aos 98.541 pontos. Ao longo do pregão, a bolsa oscilou entre 97.758 e 99.619 pontos. O volume financeiro registrado no dia foi de R$ 27,5 bilhões. No acumulado de junho, o índice registrou queda de 11,50%, ao passo que no acumulado de 2022, a bolsa tem retração de 5,99%. O desempenho mensal da bolsa é o pior desde junho de 2002, quando caiu 13,39%.

O Banco Central divulgou o Relatório Trimestral de Inflação, já antecipado semana passada em entrevista de Roberto Campos Neto, presidente do BC. Segundo o banco, a inflação acumulada em quatro trimestres atinge pico de 12% no segundo trimestre de 2022, caindo para 8,8% no final do ano, acima do limite superior do intervalo de tolerância (5%) da meta para a inflação (3,50%).  Já para 2023, a inflação projetada cai para 4%. E, em 2024, para 2,7%. Lembrando que as metas para esses anos são 3,25% e 3%, respectivamente.  Além disso, houve revisão do PIB de 2022, de 1% para 1,7%.

Foi divulgada a Pnad Contínua, do IBGE, com a taxa de desemprego, que recuou de 10,5% para 9,8% no trimestre finalizado em maio, sendo a menor taxa para o período desde 2015. O resultado veio melhor do que a expectativa do mercado, que era por 10,2%.

No radar dos investidores o risco fiscal com sinalizações de aumento de gastos públicos para compensar a alta no preço dos combustíveis, gás de cozinha, entre outros.

No exterior a informação positiva veio do Índice dos Gerentes de Compras (PMI) industrial da China que cresceu de 49,6 em maio para 50,2 em junho. Vale lembrar que para o PMI leituras acima de 50 indicam crescimento da atividade.

Mas o dado mais relevante do dia foi o PCE, Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal, medida favorita do Federal Reserve (Fed), banco central americano, para medir a inflação.  O indicador subiu 0,6% em maio, dentro da expectativa, ante 0,2% de abril. Os gastos com consumo subiram 0,2%, ante consenso de 0,4% e leitura prévia de 0,9%. A renda pessoal subiu 0,5%, dentro do previsto, ante 0,4% de abril.

Outro dado divulgado ontem foram os novos pedidos de seguro-desemprego, que ficaram em 231 mil, ante projeção de 228 mil e leitura anterior de 233 mil.

Por lá, é grande o receio de uma recessão devido à escalada acelerada de juros para controlar a maior inflação em 40 anos.

 

Principais eventos e indicadores:

– Quinta-feira (30): Pedidos de Auxílio Desemprego (EUA). Taxa Desemprego (BRA).

– Sexta-feira (1°): IPC-Fipe (BRA). Produção Industrial (BRA). Balança Comercial (BRA).

 

 

Fontes: infomoney, queroinvestir, investing, start.