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Boletim Econômico: 22 de setembro de 2022

Por Reinaldo Cafeo
(Atualizado em 22/09/2022 - 8h24)
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Mercado Cambial:

Abaixo a cotação de fechamento diário do Dólar comercial de venda:

  • Segunda-feira (19): -1,79%, a R$ 5,1652
  • Terça-feira (20): -0,25%, a R$ 5,1525
  • Quarta-feira (21): +0,40%, a R$ 5,1730
  • Semana: -1,64%

 

Mercado Acionário:

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • Segunda-feira (19): +2,33%, aos 111.823 pontos
  • Terça-feira (20): +0,62%, aos 112.516 pontos
  • Quarta-feira (21): -0,52%, aos 111.935 pontos

 

dólar fechou em alta de 0,40%, a R$ 5,1730. Ao longo do dia a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1204 e a máxima de R$ 5,1937.

O Ibovespa fechou em queda de 0,52%, aos 111.935 pontos, em uma sessão de extrema volatilidade, sobretudo após o anúncio da nova taxa de juros nos EUA.

O FOMC, ligado ao Federal Reserve (Fed) – órgão equivalente ao Comitê de Política Econômica (Copom), do Brasil – decidiu, nesta quarta-feira (21), subir a taxa de juros da economia dos Estados Unidos em 0,75 ponto percentual, confirmando as expectativas do mercado, para o intervalo 3% e 3,25% ao ano. A decisão foi tomada de forma unânime pelo colegiado.

Esta é a quinta alta consecutiva na taxa de juros norte-americana. Ademais, o órgão apresentou as expectativas das previsões trimestrais para a inflação. Dessa forma, o Fed indica qual será o seu movimento para as próximas reuniões do Fed.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) da Alemanha registrou alta de 7,9% em agosto em comparação ao mês anterior, que já tinha apresentado um avanço de 5,3%. O indicador ficou bem acima da projeção do mercado, que esperava uma subida de 1,6%.

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira (21) manter a taxa Selic de setembro em 13,75%, em linha com o esperado pelo mercado. Assim, a autoridade monetária interrompe o ciclo de alta que vem desde o começo do ano passado, mas deixou em aberto a possibilidade de novos aumentos caso a inflação não recue conforme o desejado. A decisão não foi unânime: foram 7 votos a favor de manutenção e 2 favoráveis a uma elevação de 0,25 ponto.

Na terça-feira (27) sai a ata desta reunião, que trará mais informações sobre as estratégias de política monetária. Ainda restam mais duas reuniões para o ano: 25 e 26 de outubro; e 6 e 7 de dezembro.

De acordo com o comunicado do colegiado, a decisão reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva, e é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2023 e, em grau menor, o de 2024. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.

O grupo informou que se manterá vigilante, avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período suficientemente prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação.

“O Comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, diz trecho do comunicado do Copom. E salienta ainda que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado.

O comitê entendeu ainda que, em seus cenários para a inflação, permanecem vários fatores de risco. Entre os problema que ainda podem gerar uma alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se uma maior persistência das pressões inflacionárias globais; (a incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país e estímulos fiscais adicionais que impliquem sustentação da demanda agregada, parcialmente incorporados nas expectativas de inflação e nos preços de ativos; e um hiato do produto mais estreito que o utilizado atualmente pelo comitê em seu cenário de referência, em particular no mercado de trabalho.

Já entre os riscos de baixa, ressaltam-se uma queda adicional dos preços das commodities internacionais em moeda local; uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada; e a manutenção dos cortes de impostos projetados para serem revertidos em 2023.

“O Comitê avalia que a conjuntura, ainda particularmente incerta e volátil, requer serenidade na avaliação dos riscos”, avaliou o Copom.

 

Calendário Econômico:

 

Quinta-feira (22)

Brasil

  • CNI: Resultados Setoriais (set)

Reino Unido

  • Banco Central anunciará decisão de política monetária

Área do Euro

  • Confiança do Consumidor (set) – prévia

EUA

  • Transações Correntes (2º. Tri)
  • EUA: Pedidos de auxílio desemprego (semanal)

 

Sexta-feira (23)

Brasil

  • FGV: IPC-S (semanal)

Alemanha

  • Índice PMI S&P Global composto (set) – preliminar

Área do Euro

  • Índice PMI S&P Global composto (set) – preliminar

Reino Unido

  • Índice PMI S&P Global composto (set) – preliminar

EUA

  • Índice PMI S&P Global composto (set) – preliminar

Fontes: infomoney, queroinvestir, investing, start, e-investidor

Coluna Economia - Reinaldo Cafeo