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Boletim Econômico: 27 de junho de 2022

Confira o resumo do mercado financeiro

Por Reinaldo Cafeo
(Atualizado em 27/06/2022 - 9h57)
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Dados de fechamento em 24/06/2022 (sexta-feira)

 

Ibovespa: alta de 0,60% aos 98.672 pontos.

Dólar Comercial de Venda: alta de 0,44% a R$ 5,2427.

 

Mercado Cambial:

Abaixo a cotação de fechamento diário do Dólar comercial de venda:

  • Segunda-feira (20): +0,81%, a R$ 5,1862
  • Terça-feira (21): -0,63%, a R$ 5,1537
  • Quarta-feira (22): +0,45%, a R$ 5,1771
  • Quinta-feira (23): +1,02%, a R$ 5,2298
  • Sexta-feira (24): +0,44%, a R$ 5,2527
  • Semana: +2,09%

 

Mercado Acionário:

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • Segunda-feira (20): +0,03% aos 99.852 pontos
  • Terça-feira (21): -0,17% aos 99.684 pontos
  • Quarta-feira (22): -0,16% aos 99.552 pontos
  • Quinta-feira (23): -1,45% aos 98.080 pontos
  • Sexta-feira (24): +0,60% aos 98.672 pontos
  • Semana: -1,15%

 

Cenário:

Seguem as tensões quanto à política de preços da Petrobras. Na segunda-feira (20), José Mauro Ferreira Coelho pediu demissão do cargo de presidente da estatal, mesmo com sua troca já tendo sido anunciada pelo governo. O novo presidente da companhia será Caio Paes de Andrade.

No Congresso e no Executivo, seguem as tentativas para mudar a política de preços da empresa. Estão na mesa tanto a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), quanto uma alteração na Lei das Estatais.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou em 3% a meta de inflação para 2025, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. As metas para 2023 e 2024 foram mantidas em 3,25% e 3%, respectivamente.

O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA), foi de 0,69% em junho. Na base anual, o IPCA-15 acumula alta de 5,65% e, em 12 meses, de 12,04%, abaixo dos 12,20% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2021, a taxa foi de 0,83%.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou o teto de 17% para o ICMS de combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte coletivo, mas vetou a compensação aos estados pela perda de receita.

Repercutiram no mercado no final da semana as movimentações para elevar o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 e o voucher do diesel aos caminhoneiros de R$ 400 para R$ 1 mil, o que acende o alerta fiscal.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, falou sobre política monetária, em coletiva de imprensa transmitida no canal do Youtube do Banco Central, na última quinta-feira (23).  O BC aumentou sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2022, de 1% para 1,7%. Entretanto, segundo a autoridade monetária, a incerteza e o risco fiscal ainda pairam no radar do banco.

Em se tratando de Selic, o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, avalia que o ciclo que elevou a taxa básica de juros da economia, de 2% ao ano para 13,25% ao ano no período de um ano e meio, é um fator que vai limitar o desempenho futuro do PIB. Ele também disse que a hipótese de que a Selic não vai se alterar até 2024 é forte, e acrescentou que grande parte do aperto monetário ainda vai ser sentido, tanto na inflação, quanto no crescimento. “Então, nós esperamos uma desaceleração da atividade nos próximos trimestres”, frisou.

O mercado projeta uma última alta de 0,25 p.p.  ou 0,50 p.p. da Selic na reunião de 2 e 3 de agosto. Na ata da última reunião do Copom, os membros do comitê deixaram claro que a expectativa deve ser por alta de “igual ou menor magnitude” do que ap.p. de 0,5 p.p. do último dia 15.

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, falou na semana passada à Câmara e ao Senado. Ele voltou a falar que uma série de altas de juros será necessária para conter a inflação, sem, no entanto, se comprometer com passos de 0,5 ou 0,75 ponto porcentual, como o mercado esperava ouvir. Ele disse que será necessário o Fed alcançar uma política restritiva para desacelerar a economia e controlar os preços, elevando os juros para além do nível neutro – que seria de 2,5%.

No último dia 15, o Fed promoveu a maior alta de juros desde 1994, de 0,75 ponto porcentual, para conter a maior inflação em 40 anos. E os investidores seguem atentos a sinais das próximas movimentações do banco central americano

 

Principais eventos e indicadores (semana de 27/06 a 01/07):

– Segunda-feira (27):  Boletim Focus (BRA)*. Fluxo Cambial (BRA).

– Terça-feira (28): Confiança do Consumidor (EUA).

– Quarta-feira (29): IGP-M (BRA). PIB trimestral (EUA). Discurso presidente do Fed (EUA). PMI (CHI).

– Quinta-feira (30): Pedidos de Auxílio Desemprego (EUA). Dados do CAGED (BRA). Taxa Desemprego (BRA). Dívida Pública/PIB (BRA).

– Sexta-feira (01): IPC-Fipe (BRA). Produção Industrial (BRA). Balança Comercial (BRA).

*Condicionada divulgação ao fim da greve dos servidores

 

 

Fontes: infomoney, queroinvestir, investing, start.