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A Indústria virou varejo. E o varejo, "figital"

Por Victor Trujillo
(Atualizado em 23/05/2022 - 13h57)
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Nesta semana vamos falar sobre a reinvenção das lojas físicas, uma consequência da omnicanalidade dos consumidores (leia “O fim do Shopping Center como o Conhecemos“) que cria um ambiente de loja com um sistema integrado de experiências aos omniconsumidores – aqueles que mantêm um diálogo com as marcas nos diversos canais de compra, conforme a ocasião (de compra) e sua necessidade.

É neste cenário que a indústria está abrindo suas experience stores e surpreendendo os clientes. Sim, a indústria virou varejo. E está fazendo a lição de casa. Lojas criativas, multifuncionais, espaçosas, arejadas e repletas de tecnologia para criar algo memorável aos consumidores omnichannel.

O varejo está se tornando “figital”: o formato que combina a loja física com o digital e que incorpora produtos, serviços, experiências e conteúdo. Para quem é do ramo: a mudança é de PDV para PDX.

Nós ainda gostamos de tocar, apertar, cheirar, provar, sentir os produtos. Observar os outros consumidores fazendo isso. Ver quem está comprando aquilo que intencionamos comprar. Estamos falando de sensações, um campo que permanece inalcançável ao e-commerce.

Mercado da carne: o açougue disruptivo

Adquirida pela JBS em 2007, a Swift ganhou força inovando com suas lojas (hoje são mais de 400 pontos de venda) que oferecem estímulos e experiências singulares a quem busca praticidade para suas refeições do dia a dia ou para um churrasco caprichado. E muito mais: pratos prontos, kits de ingredientes para quem gosta de cozinhar, porções individuais, temperos, dicas e receitas.
Ao recomendar a Swift eu costumo brincar:
– Lá tem tudo, tem até carne.

A lista de iniciativas de lojas próprias da indústria conta com os principais players do mercado e segue crescendo:

  • Adidas Store
  • Apple Store
  • Casa Bauducco
  • Havaianas
  • Lavanderia Omo
  • Mercado da Carne Swift
  • Nespresso Boutique
  • Nike Store
  • Samsung Store
  • Tramontina Store

Conexão com o consumidor:

O que a indústria pretende é criar uma conexão com o consumidor, sem filtros, sem intermediários. Além do vínculo afetivo com a marca (fidelização) esse relacionamento com o consumidor gera um conhecimento robusto sobre as preferências, hábitos e desejos dos consumidores. A tão sonhada intimidade com o consumidor que o pequeno varejista tem de sobra.

Esta intimidade tem o poder de transformar toda a cultura de uma grande indústria, pois coloca o consumidor – necessidades, expectativas e desejos – no centro de tudo.

Ameaça ao varejo?

De verdade um canal não vai substituir o outro. A iniciativa da Nike Store seguida pela Adidas, Puma e outras mostrou que ao invés de roubar vendas dos outros varejistas de artigos esportivos, estas marcas cresceram em vendas em todos os canais por conta da maior visibilidade e das experiências dos consumidores com as marcas.

As redes regionais se protegem

É justamente na intimidade com seu público que reside a estratégia para o pequeno varejista se proteger: oferecer serviços e promoções individualizadas, personalizadas com base nesse relacionamento próximo com a clientela.

A Rede de Supermercados Correia, player regional com quase duas dúzias de lojas na região de Sorocaba e que conhece bem o que os seus consumidores buscam, já oferece produtos com marca própria: de café a papel higiênico o cliente Correia encontra variados produtos com a marca do anjinho e preços justos. E o app Clube Correia mostra que o player regional está atento às mudanças de hábitos e atitudes dos seus clientes.

E você, já está pensando em como reinventar o seu comércio, oferecer serviços que estimulam um mundo de descobertas e experiências aos omniconsumidores?

Ótima semana 21 pra vc!