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O Poderoso Chefão: veja as curiosidades da obra-prima que completou 50 anos

Por Gabriel Candido
(Atualizado em 11/07/2022 - 12h39)
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Com a morte do ator James Caan, indicado ao Oscar por sua interpretação de Sonny Corleone em O Poderoso Chefão, o temmais.com traz os fatos e curiosidades sobre a obra que foi um marco do cinema e até hoje é referência de obra-prima.

O Poderoso Chefão é uma adaptação do livro “The Godfather”, de Mario Puzo – que também assina os roteiros dos três filmes da trilogia, formando uma parceria de sucesso com Coppola.

O primeiro filme começa com Connie, a filha de Don Corleone, que está se casando. Os outros filhos estão presentes: Sonny (James Caan) – o mais velho, que um dia substituirá o pai – Fredo (John Cazale), que não se adequa aos negócios da família, e Michael (Al Pacino), o mais novo.

Michael, que é o preferido, voltou como herói da II Guerra Mundial e não tem nenhum envolvimento com a máfia. Porém, devido à incapacidade do pai, se vê forçado a assumir a liderança da família.

A obra mostra desde a ascensão até a queda da família de mafiosos.

Prêmios e consolidação

Em 2014, foi eleito o melhor filme da história pela revista Hollywood Reporter, enquanto O Mágico de Oz, Cidadão Kane e Um Sonho de Liberdade ficaram em segundo, terceiro e quarto lugar, respectivamente.

O Poderoso Chefão venceu inúmeros prêmios, como o Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator (Marlon Brando) e Melhor Roteiro Adaptado (Mario Puzo e Francis Ford Coppola). Também levou o BAFTA de Melhor Trilha Sonora (Nino Rota) e cinco prêmios do Globo de Ouro, além de Grammy e Prêmio David di Donatello.

A direção de Coppola é consistente e marcante, construindo a tensão da história com excelência. Ele também proporciona uma imersão nos cenários e comportamentos característicos de uma época marcante dos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial.

A história é repleta de deslumbrantes interpretações e afiados diálogos, comprovando que Mario Puzo transcendeu o seu ofício de escritor e soube adaptar a sua obra com absolutamente tudo o que era necessário para que Coppola a transpusesse para as telas. As atuações de Marlon Brando e Al Pacino se destacam, como o pai e o filho que também são patrão e empregado.

O elenco ainda conta com alguns atores secundários que brilham, como Robert Duvall e James Caan. Uma jovem Diane Keaton também cativa, nos trazendo uma perspectiva mais inocente sobre a família e a trama.

Para fechar com chave de ouro, temos a excepcional trilha criada por Nino Rota. Ela cria uma atmosfera tão inconfundível e marcante, que entrou para a história.

A influência na cultura POP

Como uma obra que influencia tanto a cultura pop até hoje, é inevitável que haja muitas histórias de bastidores. Afinal, estamos falando de uma das maiores produções do cinema.

O temmais.com separou uma lista de curiosidades dos bastidores da trilogia de O Poderoso Chefão.

Confira:

🎬 Mario Puzo escreveu o livro que deu origem ao filme em 1969, e logo se tornou um best-seller. Mas os direitos da transposição para o cinema foram negociados antes do hype. Por isso, Puzo recebeu apenas US$ 50 mil.

🎬 Apesar do filme retratar uma família de mafiosos italianos, Mario Puzo e Copolla evitaram a todo custo utilizar a palavra “máfia” nos filmes

🎬 A direção de “O Poderoso Chefão” foi oferecida primeiramente a Sergio Leone, responsável por clássicos de Western como “Três Homens em Conflito” e “Era uma Vez no Oeste”, mas ele se recusou por achar que a história glorificava demais a máfia. Mais tarde, Leone se arrependeu de não tê-lo dirigido e acabou fazendo seu próprio filme do gênero: “Era Uma Vez na América”.

🎬 Inicialmente, o papel de Michael Corleone (filho de Don Corleone) foi oferecido a Warren Beatty, Jack Nicholson e Dustin Hoffman, mas ninguém aceitou, abrindo lugar para Al Pacino.

🎬 Robert De Niro fez testes para os papéis de Sonny e Michael Corleone, mas não conseguiu nenhum dos dois. Na continuação, no entanto, ele foi o próprio Don Corleone.

🎬 Um dos cotados para o papel de Don Vito Corleone (que acabou com De Niro) foi Laurence Olivier, que estrelou clássicos como Spartacus e Hamlet.

🎬 Sylvester Stallone e Frank Sinatra também fizeram testes para integrar o elenco do filme, mas não foram escolhidos

🎬 Orson Welles e Anthony Quinn foram cotados para o papel de Vito Corleone.

🎬 Marlon Brando achava que Don Corleone tinha que ter a aparência de um bulldog. Para isso, encheu a boca de algodão nos testes de câmera. Depois, quando o filme foi rodado, usou próteses dentárias que estão em exposição no Museu Americano da Imagem em Movimento, em Nova York.

🎬 A voz rouca de Don Corleone é inspirada no mafioso Frank Costello, um dos gângsters mais poderosos da história dos EUA.

🎬 O icônico gato que Don Corleone segura não fazia parte dos planos, mas foi encontrado por Brando passeando nos arredores do estúdio. O problema é que o barulho do bichano atrapalhou umas cenas, que precisaram ser regravadas.

🎬 No filme, o ator John Marley interpreta um diretor de cinema que é ameaçado pelos Corleone. O cineasta acorda e vê a cabeça de seu cavalo cortada e jogada em sua cama. Mais do que extremamente realista, o grito de susto de Marley na cena foi real. Isso porque o diretor optou em usar uma cabeça de verdade na filmagem, no lugar da falsa, usada nos ensaios. A cabeça do pobre animal foi adquirida em uma fábrica de alimentos para cães.

🎬 O beijo de Vito Corleone em Johnny Fontane foi mais uma cena que não estava no script.

🎬 Na cena do atentado a Vito Corleone, é possível ver um pôster do lutador Jake LaMotta. O boxeador foi interpretado por Robert De Niro em “Touro Indomável”, 1980, de Martin Scorsese, que é amigo de Coppola.

🎬 Marlon Brando ganhou o Oscar por sua interpretação de Don Corleone. Mas surpreendendo a todos, ele não compareceu à cerimônia. No seu lugar, mandou uma atriz e ativista indígena chamada Sacheen Littlefeather. O ato foi um protesto contra o tratamento reservado aos indígenas nos filmes em Hollywood.

Confira no vídeo abaixo:

🎬 Sofia Coppola, filha do diretor, interpretou Mary Corleone na última parte da trilogia, mas ela também apareceu no primeiro – como o bebê que é batizado por Michael Corleone – e no segundo filme – com uma criança imigrante no navio que leva Vito Corleone a Nova York

🎬 Alguns atores se prepararam pra o filme encontrando mafiosos de verdade.

🎬 Na cena em que Johnny (James Caan) e Carlo (Gianni Russo) brigam, Caan acabou quebrando algumas costelas de Russo.

🎬 Os avós maternos de Al Pacino saíram de Corleone, na Sicília, para os Estados Unidos, assim como o personagem Don Vito.

🎬 O ator Lenny Montana, que interpreta Luca Brasi, estava tão nervoso por contracenar com Marlon Brando que errou suas falas. A cena em que ele treina o que vai falar para o Don Corleone é na verdade uma preparação que ele fazia antes da cena e que o diretor conseguiu registrar.

🎬 Por falar em decorar as falas, Marlon Brando tinha grande dificuldade com as suas. Por isso, a produção espalhou cartazes com as frases que ele devia dizer. Alguns desses cartazes foram colados até em atores que eram mostrados de costas.

🎬 Uma das frases mais famosas do filme é dita pelo capanga Clemenza, depois de executar mais um desafeto dentro de um carro: “Deixe a arma, pegue os cannoli”, referindo-se ao doce que estava no banco do carro. A famosa frase não estava prevista no roteiro e foi improvisada.

Sucesso que atravessa gerações

Além de ser artisticamente impecável, premiado e influente, o filme completa o seu quinquagésimo aniversário ainda como um dos mais bem pontuados no site Internet Movie Database (www.imdb.com).

Com todo o sucesso, era inevitável que uma continuação viesse. Lançado em 1974, Poderoso Chefão: Parte II traz um novo olhar para a história da família. Para muitos, a saga continuou com um filme ainda melhor – um dos poucos casos em que a continuação supera o original. Além disso, ela traz novos elementos, como a história prequel de Vito Corleone, interpretado por Robert De Niro.

A série se encerrou nos anos 90, com “O Poderoso Chefão: Parte III”. Recentemente, este filme ganhou uma nova versão remontada e remasterizada, lançada em 2020 como O Poderoso Chefão III: A Morte de Michael Corleone. Todos os filmes foram roteirizados por Mario Puzo, que morreu em 1999.

Hoje, a trilogia completa está disponível na HBO Max.

O livro O Poderoso Chefão, de Mario Puzo, está disponível na Amazon, com capa dura, comum e na versão Kindle.

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