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O que esperar de 'Noite Passada em Soho'?

Com Edgar Wright na direção, mistura de terror com drama psicológico com um elenco poderoso

Por Gabriel Candido
(Atualizado em 04/08/2022 - 17h58)
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Edgar Wright é sem dúvidas um dos diretores mais aclamados atualmente, tanto pelo seu time de edição, quanto pelo seu roteiro. Conhecido por filmes excelentes como “Baby Driver”, 2017, “Scott Pilgrim”, 2009, e “Shaun of the Dead”, 2004. Todos altamente recomendados pelo cidadão que vos escreve.

A cada filme que ele lança, é nítido seu amadurecimento em relação a história, se antes era algo mais divertido e rápido, hoje ele utiliza seus recursos dentro da narrativa. E nesse caso, entregou um filmaço que só consegui assistir agora, após entrar no catálogo do Globoplay.

“Noite Passada em Soho” acompanha Eloise (Thomasin McKenzie) estudante de design de moda que se muda para Londres. A jovem inocente apaixonada pela década de 1960 começa a ter visões com Sandie (Anya Taylor‑Joy), uma jovem que tenta ser cantora.

Com essa premissa, a história se desenrola quando Eloise começa a correlacionar sua vida com as visões da realidade de Sandie. E em alguns momentos elas se cruzam e quanto mais o tempo passa, mais a história de ambas se juntam.

Anya Taylor‑Joy brilha em cena com um carisma absurdo, traz uma personagem empoderada, sonhadora em um período muito crítico para mulheres se destacarem em bares e pubs cantando.

Na média de 2h de duração, a trama de forma inteligente traz uma Londres dos anos 1960 pode não ser o que parece, e o tempo passa cada vez mais a desmoronar, levando a consequências sombrias fazendo uma relação sobre abuso, que no fim, é o grande paralelo do filme, mas com um final poderoso e disruptivo.

Como uma assinatura autoral, a edição de Wright é um dos grandes destaques do filme, inclusive, um pouco depois do lançamento, eles soltaram um making of sobre a cena da dança.

Curiosidades

1 – Matt Smith precisou aprender a dançar para o filme.

2 – Oliver e James Phelps estão no filme, e Anya Taylor-Joy foi muito fangirl quando descobriu.

3 – Parte da história se passa nos anos 60, e toda a atmosfera criada obviamente que foi fonte de pesquisa, no entanto, muito foi parte das memórias dos pais de Wright, principalmente no que se refere na escolha das músicas.

4 – A ideia de “A Noite Passada no Soho” surgiu a mais de uma década, antes mesmo de ‘O fim do Mundo’. Isso é uma das maiores características do diretor, que contou em entrevista que a ideia de “Baby Driver” existia fazia 22 anos em sua cabeça, até coloca-la no papel.

5 – Anya Taylor-Joy conseguiu seu papel no spin-off de ‘Mad Max’, por conta de seu papel em “A Noite Passada no Soho”.

6 – Até chegar ao título oficial de “A Noite Passada no Soho”, o filme teve outros dois nomes, o primeiro foi “Red Light Area”, então o diretor acreditou que o mesmo poderia ser confundido com outro filme, e mudou então para, “The Night Has A Thousand Eyes”… Tempos depois chegou no título final que vemos hoje. Que aliás, foi sugerido por ninguém menos que Quentin Tarantino.

Noite passada em Soho é um filme muito interessante que expõe muito das referências de Edgar Wright, por um outro lado, é de longe seu filme mais maduro e com menos maneirismos. O filme resgata o suspense psicológico, com referências aos mestres do suspense Hitchcock e Brian de Palma.

Noite passada em Soho está no catálogo do Globoplay.

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