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Nada acontece por acaso

Por Redação
(Atualizado em 22/07/2022 - 11h55)
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Sorte, azar, destino, coincidência, força das circunstâncias, enfim, se olharmos para nossa história encontraremos, com certeza, inúmeros acontecimentos e situações que não estavam previstos nem deveriam ter acontecido se a vida tivesse tomado o seu rumo lógico.

Às surpresas que a vida nos oferece, damos, muitas vezes, o nome infeliz de “acaso”. Quando este representa algo de muito desagradável transforma-se em “fatalidade”. Porém, se refletirmos melhor sobre as situações que vivemos, compreenderemos que acaso e fatalidade são frutos de uma preguiça mental.

Muitas vezes recorremos a eles ao invés de nos esforçarmos em descobrir a ordem que existe por trás de situações “não explicáveis”.

O problema é que ao optarmos pelo acaso ou pela fatalidade, perdemos a chance de entender a mensagem, muitas vezes de caráter vital, que a vida procura nos transmitir.

O ser humano não nasceu para ser ostra. De forma consciente ou não, ele vive em constante relação comunicativa consigo mesmo, com os outros e com o mundo.

Esta comunicação é sempre um diálogo, ou seja, não somente o ser humano possui a palavra, mas também a vida. O segredo da felicidade está, justamente, em aprender a linguagem da vida e ter a paciência de ouvi-la.

Qualquer acontecimento da vida é uma mensagem que nos oferece orientação para continuarmos a caminhada. As circunstâncias nos ensinam quem na verdade somos, como estamos conduzindo a vida, quem vive ao nosso redor e quais as perspectivas que temos para sermos mais felizes.

Esta sabedoria não surge da cultura dos livros, mas da atenção e do respeito diante do cotidiano.

É necessário conscientizarmo-nos de que nada em nossa vida acontece por acaso. Tudo possui sua razão de ser e constitui-se em um discurso a ser “lido”.

Fundamental é procurar aprender com as circunstâncias, por pior que sejam, e em uma perfeita interação com a vida torná-la algo de bom, mesmo que seja necessário enxergar paisagens coloridas em muros brancos.