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O fim do Shopping Center como o conhecemos

Consumidores querem espaços públicos para se socializar e se reunir

Por Victor Trujillo
(Atualizado em 19/04/2022 - 12h27)
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O primeiro shopping do Brasil foi o Iguatemi, inaugurado em S. Paulo no ano de 1966. Dez anos mais tarde foi lançado o segundo, o Ibirapuera, também na capital paulista. E o terceiro shopping do Brasil foi aberto no interior de S. Paulo, na cidade de Sorocaba. Sim, o Sorocaba Shopping, inaugurado em março de 1981, foi o terceiro Shopping Center instalado no Brasil.

E de 1981 pra cá, centenas de shoppings depois, o conceito de Shopping Center – que tem suas origens nos EUA e se tornou uma tendência moderna de varejo – vem se transformando. Porém, foi a forte redução nas vendas devido à pandemia e o crescimento das compras online que criaram uma tempestade perfeita: muitos shoppings tiveram que mudar para não fechar.

Os consumidores querem espaços públicos para se socializar e se reunir. Surge uma forte associação entre consumo e prazer, impulsionando a necessidade de experiências de compras mais envolventes.

Cada vez mais, o shopping passa a ser um lugar para compartilhar momentos de qualidade com amigos e familiares e não apenas para, depois das compras, devorar uma refeição na praça de alimentação.

 

Não é sobre compras. É sobre experiências.

Aquele shopping repleto de lojas de roupas e calçados está mudando: em vez de (apenas) lojas e uma praça de alimentação, os shoppings apresentam cada vez mais restaurantes, cinemas, escritórios, hotéis, academias, salões de beleza, áreas de exposição, faculdades, bufês infantis, pistas de boliche, clínicas médicas; e fora do Brasil: centro de convenções, quadras de futsal, parede de escalada, parque de diversões, aquário, parque aquático, mini golfe, pista de esqui, pista de kart e até passeios de balão para citar algumas atrações.

 

Consumidor Omnichannel

As lojas tradicionais estão mudando para se tornar “a peça central da interação com os clientes”, lidando com tarefas como atender pedidos on-line.

A omnicanalidade dos consumidores que agora fazem “showrooming” – consumidores examinando produtos em uma loja e, ao mesmo tempo, usando seus smartphones para comparar o preço no Buscapé e Bondfaro – tem obrigado grandes redes a manter o diálogo com o consumidor iniciado tanto no online quanto na loja.

Os shoppings estão estendendo o relacionamento com os clientes para antes e depois da visita ao shopping por meio de conteúdo atraente, criando laços mais profundos com eles por meio de mídias sociais, apps e programas de fidelidade.

 

Estilo de vida e perfil geracional

Para não perder a relevância, muitos shoppings estão sendo pensados a partir do estilo de vida do seu público frequentador.
Os Millennials e a Geração Z – mais propensos a gastar dinheiro com entretenimento do que apenas em roupas são o motor dessa mudança que já está em curso e que está tornando os shoppings um destino não apenas para compras, mas para atividades.

 

Mudanças na gestão

Com a transição da proporção de lojas versus espaço público dos atuais 65/35 para 55/45 ou até mesmo 50/50 esses espaços públicos precisarão ser planejados e possuir uma programação ao longo do ano, como, por exemplo, uma exposição. Eles serão gerenciados mais como conteúdo e mídia, em vez de imóveis. Não mais como administradores de área bruta locável, mas sim como fornecedores de entretenimento, experiências e compras. Sai o gestor de locação e entra um curador de conteúdo.

E você, lojista? Está oferecendo experiências memoráveis aos seus consumidores ou ainda está vendendo “apenas” produtos?
Uma ótima semana 15 pra vc!

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