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Viajar de bike: cicloviagem é coisa de maluco?

Por Nádia e Osmar Chor
(Atualizado em 05/08/2022 - 17h16)
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Olá você que é ou pretende se tornar cicloturista. Esta série traz algumas dicas e conselhos para quem está disposto a encarar o mundo sobre duas rodas (e sem motor), descobrindo lugares, conhecendo pessoas, colocando à prova sua resiliência e limites.

Somos um casal apaixonado pela vida, pela nossa relação de mais de 30 anos e por se aventurar na busca do novo.

Já realizamos diversas cicloviagens pelo Brasil e exterior, e é essa experiência que vamos compartilhar (veja abaixo nossa aventura pela Rota Moche, no Peru).

Não estamos aqui com fórmulas prontas ou querendo ensinar tudo sobre cicloturismo. E nem seria possível. Sabe por que? Porque não existe certo ou errado. Cada ciclista tem seus métodos, preferências e gostos. Outros colegas poderão passar dicas diferentes. Tudo bem, o que vale mesmo é o gosto de cada um. Tem gente que prefere bike aro 26. Outros a aro 29. Uns querem 27 marchas, outros 30. Tem cicloturista que usa bicicleta híbrida, outros a mountain bike. Como dissemos, é tudo questão de gosto. Não vamos, aqui, dizer qual é o melhor equipamento, apenas passar as características de cada para você escolher o que melhor se adapta ao seu estilo.

Mas, isso nem é o mais importante.

O fundamental mesmo para quem quer ser cicloturista é entender a essência de viajar de bicicleta. Perceber que o mais importante é o caminho, não o destino. Aprender a ser minimalista, abrir mão de luxos e viver com o mínimo necessário.

Se você tiver carro de apoio durante o percurso, relaxa, se preocupe apenas em pedalar. Mas se o seu estilo for de viagem autosuficiente, aquela em que tudo é por sua conta, aí vale a máxima de que menos é mais.

Outro ponto importante. Assim como nem todo atleta é competidor, nem todo ciclista é ou vai ser cicloturista. Isso porque o cicloturismo tem componentes próprios, como resiliência e muito sofrimento. Pode-se dizer, com certeza, que na maior parte do tempo há mais sofrimentos do que alegrias. São assaduras, calor, frio, chuva, sede, fome e mais um monte de perrengues. Isso sem contar os imprevistos que sempre acontecem. Nós nunca terminamos uma cicloviagem sem ter algum contratempo. Faz parte, acredite.

Então cicloviagem é coisa de maluco? Nem tanto.

Os bons momentos compensam as dificuldades. E mais, cada barreira superada é uma conquista, um crescimento pessoal.

Costumo dizer uma frase: andar de bicicleta é bom até quando é ruim. Mesmo que tudo dê errado, sempre vai valer a pena.

Neste curso vamos tocar em pontos fundamentais: o que levar numa cicloviagem? como preparar um roteiro? é perigoso fazer cicloviagem? e se a bicicleta quebrar no meio do caminho, como resolver?

Bem, esperamos que você goste do conteúdo e faça bom proveito nas suas pedaladas pelo mundo.

 

Pedalando por Sabores
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