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Yeah Gaming volta com tudo para o cenário de esports

Por Marcos Bueno
(Atualizado em 28/06/2022 - 0h53)
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O que leva um time de jogos eletrônicos ao sucesso? São diversas as respostas para esta pergunta, considerando tanto os recursos de comunicação que existem, além de todo o engajamento que se alcança com cada jogo, campeonato, conquistas e patrocínios, mas acima de tudo, a essência desta organização é o que dá sentido ao que ela é e representa e não importa onde e como ela comece, mas tudo o que ela carrega e acredita.

Há algumas semanas, acompanhei uma das etapas presenciais do São Paulo Jogos de E-sport, em Sorocaba, e pude ver de perto o desempenho, no ‘Rainbow Six Siege’, de uma equipe que me chamou muito a atenção logo na apresentação dos competidores, a Yeah Gaming. Soa familiar? Se sim, vale lembrar que anos atrás, personalidades como Gabriel “FalleN” e Marcelo “coldzera” formalizaram a criação da Yeah Gaming, junto com um grupo de sócios-investidores composto por Epitácio “TACO” Filho, Alessandro “Apoka” Marcucci, Wilton “zews” Prado e Ricardo “dead” Sinigaglia – este último que já tinha feito parte da “primeira versão” da organização, vestindo a camisa da YG durante anos. Me deixou curioso em conhecer os gamers que formavam aquela line, uma por não ouvir o nome do time há algum tempo e outra por justamente ouvi-lo numa competição de esport iniciada no interior paulista. E eles não decepcionaram!

Vencendo o time adversário por 2 x 1 numa melhor de 3 duelos, era nítida toda a concentração e vontade da line composta por Marcelo Machado, Nicholas Martins, Luis Stevaux, Gustavo “Guhzin” Alves, Paulo Folegatti e João Gabriel. Fizeram bonito nas partidas e deixaram claro que não foram para brincar!

A admiração pelo ‘good game’ daquela equipe me fez querer saber mais sobre a organização e, principalmente, como se encontrava a formação de um dos nomes mais tradicionais do esport nacional, então chamei a galera para um bate-papo.

No encontro, estive com Paulo Folegatti, responsável pela organização das line-ups que competem nos torneios, Enzo ‘Storm’, que dá apoio à organização e comunicação das equipes, Isabela Yoem, Social Media e uma das responsáveis pela comunicação visual, Gustavo “Guhzin” Alves e Nicholas Aka que fazem parte da formação. Eles contaram tudo sobre a história, como o time vem se estruturando com lines diversificadas em diferentes jogos, os projetos e em tudo o que o time acredita.

Equipe administrativa da Yeah Gaming: Paulo ‘Paulis’ Folegatti, Nicholas ‘Aka’, Enzo ‘Storm’, Gustavo “Guhzin” Alves, Isabela Yoem.

 

Yeah Gaming, volta com tudo!

Em 2021 a organização encerrou suas atividades, ficando fora do cenário de jogos eletrônicos durante todo o ano, retomando somente em 2022, na ‘Liga Inifinity’, como primeiro campeonato que o time participou após o período de recesso.

“A Yeah ficou parada durante um ano e agora estamos retomando as nossas atividades e, acima de tudo, nossa presença no cenário, afinal quando um time fica fora durante todo esse tempo, acaba ficando esquecido, pois acabam surgindo novas equipes, organizações e players, mas estamos de volta para colocar o nome da Yeah Gaming no topo, de onde ela nunca deveria ter saído”, contou Paulo. E para a retomada, a equipe conta com novos integrantes, que apesar de serem recentes na formação da organização, já depositaram todo o amor ao time, abraçando o desafio de trazer a YG de volta ao destaque.

A decisão de retorno começou com o interesse dos donos da YG – que já não são os mesmos que fundaram a organização há anos atrás – em participar da Liga Inifinity, um dos principais campeonatos de R6 do Play Station e como o time estava sem integrantes para montar uma line naquele momento, Paulo, um dos escolhidos para administrar as equipes, começou a recrutar players em potencial, foi aí que se encontrou com Enzo ‘Storm’ e ‘Guhzin’. Os três foram incumbidos de identificar e desenvolver os players da organização, montando os novos times de jogos para as competições.

A organização, além do R6, já tem outras lines ativas no League of Legends, jogando a série B do game e tentando uma vaga no CBLOL, no CS, Free Fire, Fortnite e Valorant. “Nosso foco é abranger os principais jogos que estão em alta e fazer a organização crescer”, pontuou ‘Guhzinho’. Como o time voltou a se desenvolver, a combinação de players em lines é a principal forma de montar as equipes que vão jogar em cada competição, principalmente no R6, onde mais têm jogadores. Hoje, suas principais linhas de frente, são chamadas de “Line Mano”, “Line Masseta”, “Line Academy” e “Line Coeza”

Com a equipe retornando ao cenário de competições de jogos de esport, o SPJE foi um dos campeonatos que vieram para dar um gás em toda a organização, na primeira etapa presencial em Sorocaba, os players do time foram convidados para o torneio, ao qual venceram e estão classificados para as finais.

 

O que é preciso para entrar na Yeah Gaming? Respeito e Diversidade!

Não é segredo que o ambiente gamer é nocivo e cheio de ofensas raciais, homofóbicas e machistas. Diante de um cenário tão agressivo, um dos principais skills que a organização observa e leva em consideração para aceitar novos players é justamente o comportamento deles no jogo!  A equipe analisa minunciosamente, acima até do desempenho do candidato a integrar uma de suas lines, como é a conduta do atleta diante de provocações e situações adversas que geralmente leva a exaltação do competidor. Falas e atitudes que não fazem parte do que acreditam e defendem, que é justamente o respeito e a inclusão de todos no game, desqualificam, por mais excelente que seja, o candidato. Quem dera se o cenário gamer, amador ou não, tivesse um pouco mais de atitudes como essa, teríamos ambientes menos tóxicos e mais inclusivos.

E falando sobre diversidade, Isabela Yoem pontuou que o respeito que encontrou no time a fez querer ficar desde o primeiro momento, além de conquistar sua vontade de integrar a organização que tem administrado a YG: “Entrei como muitas meninas que compõem a equipe, com um pouco de receio, até porque eu sei bem como esse cenário é tóxico com mulheres, além de o time ter uma maioria masculina. Todo mundo me recebeu de braços abertos e hoje a gente decide tudo junto, sou incluída em tudo. Aqui eu faço parte sim, de uma equipe”.

Hoje, a Yeah tem uma line composta somente por mulheres no Free Fire, mas a organização está aberta e procurando novas jogadoras, meninas que queiram integrar a equipe feminina YG para outros jogos, claro, seguindo o critério que eles deixaram bem claro: Respeito por todos!

Mas de onde são os integrantes da YG? De todo lugar. Uma das características marcantes da Yeah Gaming é que os integrantes estão em toda parte do Brasil, inclusive fora dele. Na etapa do SPJE de Sorocaba, o João Gabriel, um dos players na line escolhida para a competição, é da cidade e, fomos falar com ele para contar um pouquinho de como é integrar essa equipe:

“Fazer parte da Yeah é incrível, o apoio e suporte que me dão, desde quando entrei no time, é excepcional. Eles realmente pensam a frente e, principalmente, nos jogadores. Sou grato demais pela oportunidade que me deram em jogar o SPJE em Sorocaba, na minha cidade. Poder ter jogado aqui e ganhado, é algo que não vou esquecer jamais. Esse é só o meu começo no time, sinto que tenho muito caminho para trilhar na Yeah, além disso, tem projetos gigantes vindo por aí.”, contou João Gabriel, player de Rainbow Six e classificado para as finais do São Paulo Jogos de eSport.

A Yeah Gaming acredita muito em criar e desenvolver novos talentos e o João Gabriel é um exemplo disso, será que a nossa região vai lançar mais um Pro Player? Isso só o futuro e os próximos capítulos dessa história incrível que a YG vem construindo vai contar. Vamos ficar por aqui de olho.

Já que o papo é talento e novos projetos, para terminar, precisamos falar do futuro da organização, o qual promete grandes avanços, digamos até internacionais. A novidade é que o time está estruturando uma Game House na Argentina! Como o principal objetivo deles é desenvolver gamers e, principalmente, aprimorar estes players, que são de consoles, em jogos para PC, o projeto de estruturar uma GH vem para consolidar essa visão e profissionalizar os seus destaques internos para competições. A ideia de montar a estrutura é uma aposta de aprimorar a Yeah  ainda mais, formando atletas e abrindo o horizonte de campeonatos, como os da série A.

“Nós vamos valorizar muito os players que estão com a gente e carregam essa vontade de desenvolver a si e a equipe! Queremos ser justos na seleção destes atletas para o projeto”, pontuou Enzo ‘Storm’. “Estamos encarando um desafio onde não temos um conhecimento de terreno, e estar numa GH é se dedicar inteiramente em treinar”.

Projeto audacioso? Talvez, mas se depender da vontade e comprometimento que vi e senti quando conversei com cada integrante do núcleo de administração da YG, com certeza podemos esperar grandes resultados e surpresas.

Conhecer um time que carrega tanta maturidade esportiva, coragem para encarar os desafios, não só de campeonatos, mas de fazer algo acontecer e dar certo, foi lição de motivação e amor à camisa. Já fiquei aqui na expectativa de acompanhar os próximos passos da Yeah Gaming e, com certeza, relatar aqui cada etapa vencida desta organização que já respeito e admiro!

Ficou interessado em saber mais sobre o time? Segue lá nas redes sociais: @yeahteamoficial.