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Prefeito de Madri promete identificar autores de ofensas racistas contra Vini Jr.

Atacante brasileiro foi chamado de macaco por torcedores do Atlético de Madrid antes do clássico diante do Real Madrid

Por Estadão Conteúdo
(Atualizado em 19/09/2022 - 10h52)
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O prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida, prometeu trabalhar pela identificação dos torcedores do Atlético de Madrid que cantaram ofensas racistas contra o atacante brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid, no último domingo. O pronunciamento foi feito pelo político espanhol durante um ato municipal realizado nesta segunda-feira, um dia após a vitória por 2 a 1 dos merengues no dérbi madrilenho.

“Não tem cabimento em nenhum lugar, não apenas em um espetáculo esportivo, mas em nenhum estado da vida. Acredito que o que deve ser feito é identificar as pessoas que proferiram as ofensas, porque acredito que elas não são dignas e merecedoras de entrar no estádio do Atlético de Madrid”, afirmou Almeida.

Torcedor do time colchonero, o prefeito se disse envergonhado pelo episódio. “Esse comportamento é absolutamente reprovável e condenável. Digo isso da minha dupla perspectiva como prefeito de Madri, e como todos sabem, de um torcedor do Atlético. Para mim é embaraçoso que torcedores do Atlético sejam capazes de proferir esse tipo de insulto racista”, condenou.

Um registro em vídeo feito pela Rádio Cadena Cope antes do dérbi mostra um grande grupo de torcedores do Atlético de Madrid entoando o canto “É um macaco, Vinicius é um macaco”. Além disso, um torcedor rival foi visto com um boneco estereotipando o jogador.

O fato se deu dias após o atacante brasileiro ter sido alvo de comentários racistas por parte de Pedro Bravo, agente de jogadores de futebol na Espanha. Durante o programa televisivo ‘El Chiringuito de Jugones’, Bravo criticou o fato de Vini Jr. dançar em suas comemorações e afirmou que o atleta precisa “deixar de fazer macaquice”.

Após a repercussão do caso, Bravo pediu desculpas ao atleta. Josep Pedrerol, apresentador da atração, tentou explicar a fala, afirmando que elas foram “impróprias” e não racistas. “Na Espanha, não fazer macaquices significa não se fazer de tonto. Aqui cometemos erros de utilizar expressões inapropriadas, mas não racistas. Peço desculpas se isso te incomodou”, afirmou Pedrerol.

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