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Primeira medalha de ouro olímpica do Brasil na ginástica completa 10 anos neste sábado

Em Londres 2012, o ginasta Arthur Zanetti fazia história ao ser o primeiro latino-americano a conquistar o lugar mais alto do pódio na modalidade

Por Luís Ricardo da Silva
(Atualizado em 05/08/2022 - 16h34)
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No dia 6 de agosto de 2012, o ginasta Arthur Zanetti entrava para sempre na história do esporte brasileiro. O ouro nas argolas na Olimpíada de Londres 2012 veio dotado de ineditismo. A conquista significou não apenas o primeiro ouro da ginástica artística masculina do Brasil, mas também de toda a América Latina.

Zanetti, à época com apenas 22 anos, foi campeão nas argolas com uma nota 15.900, batendo o chinês Yibing Chen, tetracampeão mundial, bicampeão olímpico e favorito, na Arena de North Greenwich.

Estreante naqueles Jogos, Zanetti estudou com o técnico Marcos Goto a ordem das apresentações na final. Os dois definiram uma estratégia para o brasileiro não se qualificar em primeiro lugar durante a classificatória. O sorteio havia definido que o melhor nas eliminatórias seria também o primeiro a se apresentar na final. 

Nas eliminatórias das argolas, Arthur trocou um elemento de grau de dificuldade A por um de grau de dificuldade D e obteve o quarto lugar (15.616), garantindo o direito de ser o oitavo e o último a se apresentar na decisão. O chinês Chen obteve a melhor nota naquela preliminar, com 15.858.

Na final, Arthur se apresentou em último, desta vez mostrando a série mais difícil que fez com quase perfeição. A apresentação foi encerrada com um duplo mortal carpado cravado na saída e muitos aplausos da torcida.

Aquela foi sua segunda melhor apresentação da carreira, com uma nota 15.900, no telão. O chinês Yibing Chen ficou com a prata (15.800) e o italiano Matteo Morandi (15.733) com o bronze. Os russos Aleksandr Balandin (15.666) e Denis Ablyazin (15.633) foram quarto e quinto, respectivamente, seguidos por Tommy Ramos, de Porto Rico (15.600), do búlgaro Iordan Iovtchev (15.108) e do argentino Federico Molinari (14.733).

Londres era um local de boas recordações para Arthur que havia sido o quarto colocado no Mundial de 2009 e o ouro no evento-teste para as Olimpíadas. Mas naquele dia, há exatos 10 anos, o ginasta era coroado com a maior conquista de sua vida. 

Arthur ainda tem mais uma medalha olímpica, de prata, nas argolas, nos Jogos do Rio-2016, com nota 15.766. O grego Eleftherios Petrounias ficou com o ouro (16.000) e o russo Denis Ablyazin com o bronze (15.700).