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Butantan tem tratativas para produzir vacina contra a varíola de macacos

Declarações foram dadas por David Uip, durante visita a Sorocaba, nesta quarta-feira (26)

Por Redação
(Atualizado em 27/07/2022 - 18h46)
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São Paulo, por meio do Instituto Butantan, poderá produzir vacina contra a monkeypox, a varíola dos macacos. As informações foram repassadas pelo secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde, David Uip, durante visita do governador Rodrigo Garcia (PSDB) a Sorocaba (SP), nesta quarta-feira (27).

Uip respondia sobre a situação, afirmando que a maioria dos casos se encontra na Grande São Paulo. “Nós já temos política no sentido de identificar quem são esses pacientes, deixá-los em isolamento, assim como os contactantes, que são mantidos em quarentena”, lembrou o secretário. “Por outro lado, temos grandes laboratórios de apoio que fazem um diagnóstico muito rápido, seja o Instituto Adolfo Lutz, ou o próprio Instituto de Medicina Tropical, que traz esse apoio diagnóstico.”

Adiante, ele lembrou das tratativas relacionada à produção da vacina no Brasil. “Nós tivemos o apoio do governador Rodrigo Garcia para as tratativas do Instituto Butantan, junto à empresa dinamarquesa europeia para trazer o modelo viral, ou seja, uma transferência de tecnologia, para que dessa maneira, aqui em São Paulo, o instituto Butantan produza um quantitativo de doses de vacina suficiente para proteger, não só São Paulo, mais o próprio país”, comentou.

 

Butantan

O Instituto Butantã tem um Comitê Contingencial Técnico de Especialistas para analisar a disseminação da varíola ocasionada pelo vírus Monkeypox. O objetivo principal é apresentar estudos e propostas a respeito do assunto, também avalia a produção de um imunizante contra o vírus.

Casos em São Paulo

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, São Paulo tem 741 casos confirmados da Monkeypox, sendo 614 em São Paulo, um em Araras, um em Bady Bassit, cinco em Barueri, três em Cajamar, sete em Campinas, dois em Carapicuíba, três em Cotia, seis em Diadema, três em Embu das Artes, um em Embu-Guaçu, um em Francisco Morato, um em Franco da Rocha, oito em Guarulhos, dois em Indaiatuba e um em Itanhaém.

Há ainda quatro em Itapecerica da Serra, dez em Itapevi, dois em Itaquaquecetuba, um em Itararé, um em Jacareí, um em Jandira, dois em Jundiaí, um em Mauá, dois em Mogi das Cruzes, oito em Osasco, um em Paulínia, um em Praia Grande, cinco em Ribeirão Preto, um em Santa Bárbara D’Oeste, dez em Santo André, um em Santos, quinze em São Bernardo do Campo, quatro em São Caetano do Sul, dois em São Carlos, dois em São José dos Campos, dois em Sertãozinho, um em Sorocaba, um em Suzano, dois em Taboão da Serra, um em Várzea Paulista e um em Vinhedo.

“Todos os pacientes estão com boa evolução do quadro e são acompanhados pelas vigilâncias epidemiológicas dos seus respectivos municípios, com o apoio do Estado”, alega a pasta estadual.
O vírus da Monkeypox faz parte da mesma família da varíola, e, conforme a Secretaria, é importante salientar que o atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. “A transmissão ocorre entre pessoas e o atual surto tem prevalência de transmissão de contato íntimo e sexual”, garante.

Prevenção contra a Monkeypox (MPX)

– Evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele;
– Evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém com a doença;
– Higienização das mãos com água e sabão e uso de álcool gel;
– Não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais;
– Uso de máscaras, protegendo contra gotículas e saliva, entre casos confirmados e contactantes.
Sintomas da Monkeypox (MPX)
– O principal sintoma é o aparecimento de lesões parecidas com espinhas ou bolhas que podem surgir no rosto, dentro da boca ou em outras partes do corpo, como mãos, pés, peito, genitais ou ânus;
– Caroço no pescoço, axila e virilhas;
– Febre;
– Dor de cabeça;
– Calafrios;
– Cansaço;
– Dores musculares.