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Diretor da Marvel denuncia xenofobia no MCU: ‘Isso nos desumaniza’

Por Estadão Conteúdo
(Atualizado em 27/03/2022 - 14h11)
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Mohamed Diab, que dirige Cavaleiro da Lua, fez duras críticas à forma como os egípcios são retratados no cinema e na Marvel. O diretor usou o filme Mulher-Maravilha para exemplificar a forma estereotipada que Hollywood retrata o seu povo nos cinemas e se mostrou muito incomodado, numa entrevista à SFX.

Mohamed nasceu em Ismaília, cidade que fica na margem ocidental do Canal de Suez, no Egito. O cineasta acredita que a forma como o seu país é tratado no cinema não condiz com a realidade. “É sempre exótico,nós chamamos de orientalismo. Isso nos desumaniza Nós estamos sempre pelados, sexys, somos ruins e estamos sempre por cima”, disse o cineasta.

“Eu me lembro de assistir à Mulher-Maravilha 1984 e tinha uma grande sequência no Egito. Era uma desgraça para nós. Você tinha um sheik – isso não fazia o menor sentido! O Egito parecia um país da Idade Média. Parecia o deserto.”

O diretor defende que Cavaleiro da Lua, que é baseado na mitologia egípcia, é um resultado de muita pesquisa e dedicação para não cometer o mesmo erro. Mohamed contou que conseguiu se manter fiel aos quadrinhos, mas sem deixar de respeitar o seu país.

“É parte do show porque é parte da história. É parte de como ele consegue seus poder. Está enraizado nele. Definitivamente havia espaço para experimentar, mas me mantive o mais autêntico possível, na questão de ser fantasioso. Até nos quadrinhos originais, eles fizeram um ótimo trabalho pesquisando e tentando fazer o Egito autêntico”, complementou.

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