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'É um crime', diz Bolsonaro sobre proibição do Telegram por Moraes, já revertida

Aplicativo foi suspenso na sexta-feira, mas foi novamente liberado após exigências da Justiça serem atendidas

Por Estadão Conteúdo
(Atualizado em 21/03/2022 - 17h38)
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do STF. “É perseguição implacável para cima de mim”, declarou o chefe do Executivo sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal, que na última sexta-feira (18) suspendeu o Telegram no Brasil. No domingo, 20, contudo, o aplicativo – amplamente utilizado por bolsonaristas – foi novamente liberado no País, diante do atendimento de exigências da Justiça.

“Sabemos o que alguns querem, não são todos, é eu fora de combate e Lula eleito”, acrescentou o presidente, que ainda voltou a dizer, na contramão da ciência, que a vacina contra a covid-19 não tem comprovação científica. As declarações foram dadas pelo presidente nesta segunda-feira, 21, em coletiva de imprensa em frente ao Palácio da Alvorada.

Ainda mantendo sua artilharia contra o STF, Bolsonaro chamou a proibição do Telegram, expedida na sexta pelo ministro Alexandre de Moraes e revertida no domingo, de “crime”.

“Um crime, um ato lamentável que, em tempo, ele resolveu recuar”, declarou o presidente sobre a decisão. “São milhões de pessoas que usam Telegram, você não pode prejudicar. Usam para fazer negócios”.

Bolsonaro ainda voltou a dizer que as Forças Armadas vão participar do processo eleitoral, o que garantiria lisura ao pleito. “Voto impresso não se discute mais”, declarou. “Pelo que eu estou sabendo, o Braga Netto teria apresentado sugestões ao TSE para que se dissipasse a possibilidade de fraude”, acrescentou. “A gente espera que não tenhamos surpresa por parte do TSE”.

O presidente afirmou, ainda, que aguarda resposta a uma consulta feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber se pode reduzir o imposto sobre o combustível em ano eleitoral. “Pode ser crime”, considerou o presidente, na entrevista coletiva.

O governo estuda a possibilidade de desonerar a gasolina de PIS/Cofins para conter a alta do produto nos postos. Os tributos sobre o diesel e o gás de cozinha já foram zerados por um projeto aprovado no Congresso. “Salto do combustível está no mundo todo e espero que seja temporário”, acrescentou o presidente.

As declarações foram feitas durante cerimônia de uma mostra de veículos a biometano na residência oficial. “O Brasil é exemplo para o mundo, em especial na geração de energia limpa. Eu tenho habilitação para pilotar caminhão”, esclareceu Bolsonaro, que dirigiu um veículo movido a biometano na companhia do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

 

Irritação

Em meio às tensões entre Bolsonaro e o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, por conta do reajuste dos combustíveis, o chefe do Executivo abandonou a coletiva de imprensa improvisada em frente ao Palácio da Alvorada ao ser questionado se pretende trocar o comando da empresa.

Em um primeiro momento, Bolsonaro disse que não entraria em detalhes sobre o tema. Com a insistência de jornalistas na pergunta, Bolsonaro encerrou as declarações. “Obrigado”, limitou-se a dizer, deixando o local em seguida.

 

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