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Dólar reduz alta com ajustes, mas predomina a cautela com exterior

Persistem ainda temores com o quadro restritivo contra a Covid-19 na China e Hong Kong

Por Estadão Conteúdo
(Atualizado em 12/07/2022 - 13h01)
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O dólar desacelerou a alta intradia na manhã desta terça-feira (12), com uma realização de ganhos pontual. Mas o sinal de alta não foi perdido diante da valorização do dólar ante pares principais e divisas emergentes e ligadas a commodities no exterior em ambiente de cautela persistente antes dos dados de inflação ao consumidor dos Estados Unidos em junho, que saem na quarta-feira (13) e devem levar o Federal Reserve (Fed, o BC americano) e o mercado a recalibrarem suas previsões sobre o ritmo do aperto de juros nos EUA.

Persistem ainda temores com o quadro restritivo contra a Covid-19 na China e Hong Kong, que eleva riscos de recessão e pode realimentar a inflação global. Contudo, investidores realizam parte dos ganhos recentes com a moeda americana em meio à espera ainda de votações da PEC dos Benefícios na Câmara, da LDO de 2023 no Senado e monitoram o ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência sobre combustíveis em comissão do Congresso

O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, admitiu nesta segunda-feira esperar que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), medido pelo Departamento do Trabalho, apresente uma taxa “altamente elevada” em junho. A constatação, segundo a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, vem por causa dos altos custos dos combustíveis no mês passado.

A aposta de alguns agentes do mercado é de que o índice cheio do CPI deve mostrar novo pico e manter a inflação anual acima de 8%, nos maiores níveis em quatro décadas. O temor é que a disparada da inflação force o Fed a continuar sendo agressivo no aumento de juros e acabe levando os EUA à recessão.

Em maio, o CPI saltou 1,0% na margem e marcou, em 12 meses, inflação de 8,6% – a maior desde dezembro de 1981. Na ocasião, o índice foi penalizado por preços de energia e alimentos. Para a leitura de junho, a pesquisa do Wall Street Journal aponta para um consenso ainda mais alto: taxa mensal de 1,1% e anual de 8,8%. Contudo, é esperado algum alívio no núcleo do índice, de 0,6% a 0,5% no mês e de 6,0% a 5,7% no ano

Nesta manhã, o euro se enfraqueceu e se aproximou ainda mais da paridade em relação ao dólar após a divulgação do índice ZEW de expectativas econômicas da Alemanha, que caiu mais do que o esperado em julho, a -53,8 pontos. Já o iene segue perto dos menores níveis desde 1998, após encontro hoje da secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, com o ministro das Finanças do Japão, Shunichi Suzuki, que concordaram em “cooperar em questões cambiais”.

Os investidores locais estão analisando ainda os dados do setor do Serviços no País. O volume de serviços prestados subiu 0,9% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, o resultado do indicador foi revisto de 0,2% para -0,1%. O resultado de maio superou a mediana de 0,2% do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, ficando perto do teto, de 1,0%. O piso do intervalo era uma queda de 1,2%.

Na comparação com maio do ano anterior, houve elevação de 9,2% no volume de serviços em maio de 2022, já descontado o efeito da inflação. Nessa comparação, as previsões eram de uma elevação de 3,8% a 13,1%, com mediana positiva de 8,6%.

Às 9h38 desta terça, o dólar à vista tinha alta de 0,32%, a R$ 5,3877, após máxima a R$ 5,3947 (+0,44%) e mínima a R$ 5,3717 (+0,01%). O dólar agosto subia 0,17%, a R$ 5,4155.