Região:

min

max

Anuncie aqui

Haddad, pré-candidato a governador de SP, ataca Bolsonaro e cita saúde e educação como prioridades

Ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo também tratou da guerra fiscal, pedágios e eventual derrota de Lula

Por Redação
(Atualizado em 08/06/2022 - 7h29)
Compartilhar

O candidato do PT a governador de São Paulo, Fernando Haddad, citou a saúde e a educação como áreas prioritárias em uma eventual vitória nas eleições de outubro. Na entrevista ao temmais.com, feita de forma remota em 1º de junho, o petista, que já foi ministro da Educação e prefeito de São Paulo, usou parte da entrevista para atacar o atual governo federal e o ex-governador João Doria (PSDB).

Saúde e educação

Fernando Haddad citou as áreas de saúde e educação como os maiores problemas do estado. Segundo ele, atualmente, 50% das crianças do estado não sabem ler e escrever. “Nós estamos com um grave problema na área da educação”, comentou, apresentando três eixos para, segundo ele, resolver o problema. A segunda questão como problema está relacionada à saúde, que são taxadas por ele como emergência. “Não haverá tempo a perder. Nós vamos ter que tomar providência nos primeiro momento dessas duas questões.”

 

Infraestrutura

Ao comentar sobre os problemas de infraestrutura no estado, Haddad alfinetou Tarcísio de Freitas e o atual presidente Jair Bolsonaro. “Ele não é de São Paulo e não investiu nada em São Paulo”. O pré-candidato do PT também alfinetou o ex-governador João Doria.

Pedágios

Sobre os pedágios, segundo ele, há uma equipe analisando os contratos do estado. Conforme ele, no momento de renegociação, faltou trabalhar a queda nas tarifas. “Agora, hoje, na mercadoria que você compra, você está pagando o preço da gasolina do Bolsonaro e o preço do pedágio do Doria. Tá embutido no preço.”

Investimentos e guerra fiscal

Haddad destacou os indicadores de investimento no estado. “Nós temos que alavancar o investimento público”, ressaltou sobre o tema, já tratando da guerra fiscal. Conforme ele, se o estado entrar, de fato, nessa guerra, isso pode prejudicar o Brasil. “A força de São Paulo é tal que vai comprometer a federação. Não precisamos disso.”

Derrota de Lula

 

Fernando Haddad desconversou quando questionado sobre uma eventual vitória de outro candidato à presidência, como Jair Bolsonaro. Ele citou, inclusive, que a margem de intensão de votos de Lula é maior que a sua.

Investimento e endividamento

Sobre os investimentos, ele firmou ser possível avançar nessa área, levando em consideração a participação da iniciativa. Parcerias com a União não estão descartadas.

Rejeição de Lula e crescimento de Tarcísio

Haddad analisou o cenário de crescimento de Tarcísio de Freitas no estado e também a baixa aceitação de Lula no estado. “É natural que o candidato do Bolsonaro cresça em São Paulo”, diz. Durante a entrevista, ele citou a hipótese de mudança do perfil da polícia de São Paulo como o modelo adotado no Rio de janeiro.

Sobre o candidato

Fernando Haddad é professor doutor, possui graduação em direito, mestrado em economia e doutorado em filosofia, todos pela Universidade de São Paulo.

Em 2001, assumiu a função de chefe de gabinete da Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico do município de São Paulo, no início da gestão da então prefeita Marta Suplicy. Haddad também foi da Assessoria Especial do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e Saúde. Em 2005, foi convidado por José Serra, eleito prefeito, para assumir a Secretaria de Cultura do Município de São Paulo.

Em junho de 2005, virou ministro da Educação do então presidente Lula. Em 2018, enfrentou Jair Bolsonaro nas urnas, após a candidatura de Lula ser barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

  • Para ver os detalhes da entrevista com Rodrigo Garcia clique aqui
  • Para ver os detalhes da entrevista com Tarcísio Freitas clique aqui