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Rainha Elizabeth II morre aos 96 anos, após sete décadas no trono

Filho mais velho e sucessor da monarca, o príncipe Charles já é considerado rei desde o momento da morte

Por Estadão Conteúdo
(Atualizado em 08/09/2022 - 15h18)
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A rainha Elizabeth II, a monarca com o reinado mais longo da história britânica, morreu “pacificamente” aos 96 anos, informou o Palácio de Buckingham no período da tarde desta quinta-feira (8).

No período da manhã, em um curto comunicado, o Palácio havia informado que os médicos estavam preocupados com a saúde de Elizabeth e a colocaram sob supervisão.

Os membros do núcleo familiar da rainha viajaram ao Castelo de Balmoral, na Escócia, onde ela passava o verão. Filho mais velho e sucessor da monarca, o príncipe Charles já é considerado rei desde o momento da morte. Charles está em Balmoral e retornará a Londres na sexta-feira (9). Sua mulher, Camilla, se torna rainha consorte.

Contratempos

A saúde da rainha Elizabeth já vinha sofrendo alguns contratempos. Em outubro do ano passado, a ocupante do trono britânico passou uma noite hospitalizada para ser submetida a exames médicos que nunca foram detalhados. Nos meses seguintes, ela reduziu a agenda pública e, nos poucos eventos dos quais participou, demonstrou dificuldade de locomoção e andou com auxílio de uma bengala. Em fevereiro deste ano, a monarca contraiu coronavírus e, depois, disse ter ficado “muito cansada e exausta”.

Durante sete décadas no trono, Elizabeth II lidou com a perda de influência do antigo Império Britânico ao lado de 15 primeiros-ministros – de Winston Churchill a Liz Truss.

Viu também o mundo se dividir em dois na Guerra Fria, os computadores dominarem o cotidiano da população mundial e um novo século surgir com a ameaça do terrorismo. Tudo isso gozando de uma popularidade duradoura, com abalos apenas em eventos muito pontuais.

Repercussão

A Casa Branca, nos Estados Unidos, lamentou a morte da rainha enquanto ocorria a coletiva à imprensa da secretária Karine Jean-Pierre. “Nossos corações e pensamentos estão com os familiares da rainha e o povo do Reino Unido”, disse a porta-voz, em Washington, nesta tarde.
Jean-Pierre afirmou não querer se adiantar em relação ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e preferir que o democrata seja ouvido antes. “Mas, como eu havia dito, nosso relacionamento com o povo britânico, e isso é algo que Biden já disse, se fortaleceu cada vez mais, e o Reino Unido é um dos nossos aliados mais próximos. Nossos corações estão com o povo britânico, a rainha e sua família.”