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Pré-candidato a governador de SP, Tarcísio de Freitas fala de investimento em saúde e da não renovação de contratos do pedágio

Ex-ministro de Bolsonaro, ele falou sobre diversos temas, incluindo negacionismo, investimentos no estado e guerra fiscal

Por Redação
(Atualizado em 08/06/2022 - 7h25)
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Bagagem

Tarcísio comentou sobre o que traz de experiência, em especial do Ministério da Infraestrutura para um eventual governo em São Paulo. Ele citou, por exemplo, a questão das ferrovias como fator principal. “A atuação no Ministério da Infraestrutura foi a de promover os investimentos no estado de São Paulo, por meio da iniciativa privada, no campo dos aeroportos, das rodovias, dos portos e das ferrovias. Essa bagagem é muito importante para a gente compreender a questão do estado de São Paulo, a questão econômica. Você tem os vazios de produção, onde a estrutura pode, inclusive, induzir a atividade. Então, acho que é uma bagagem importante que ajuda a gente nessa trajetória.”

 

Maior problema do estado

Ele elencou a saúde como o maior problema do estado, atualmente. “As pessoas passaram, aí, a questão da pandemia. A gente já tinha a questão das filas do atendimento, que era orgânica, que é o crescimento do estado. Isso foi agravado pela questão da pandemia. Vai demandar um esforço muito concentrado de resolução desse problema”. Uma das formas, conforme o pré-candidato, seria pela contratação de mais pessoas por meio de concurso público.

 

Pedágios sem renovação

Sobre os pedágios no estado, uma das maiores críticas aos governos do PSDB, Freitas disse que é preciso respeitar os contratos, mas garantiu que não fará a renovação dos compromissos que estão para vencer. Alguns deles estão com encerramentos previstos para 2024 e em 2028. “Existe a necessidade de você, primeiro, respeitar aquilo que já está estabelecido. Isso é forma de atrair novos investimentos. Mas, dentro do contrato, ver que instrumentos podem ser utilizados para reduzir essas tarifas para os usuários e agregar novos serviços, trazer mais investimentos. Obviamente, que aqueles contratos que estão sendo finalizados não serão prorrogados. Aí, partiremos para novas licitações.”

 

‘Desconhecido’

Com relação às pesquisas eleitorais e falta de conhecimento sobre seu nome no estado, Freitas afirma que há muita margem para o crescimento. “Tem muita margem para crescer. À medida que as pessoas vão conhecendo, a gente vai transformando esse desconhecimento em intenção de voto”, diz. Sobre o tema, ele assumiu que parte dos eleitores de Bolsonaro, seu principal cabo eleitoral, ainda não sabe de sua candidatura. “Ainda não há comunicação para que eles saibam. Temos bastante tempo para a eleição. A campanha ainda não começou. Esse conhecimento vai vir ao longo dessa trajetória.”

 

Descolando do bolsonarismo

Questionado se o fato de Bolsonaro ser taxado de negacionista e de ter críticas à vacina, Tarcísio de Freitas, nesse quesito, tentou mostrar um perfil descolado do bolsonarismo. “Acho que o presidente Bolsonaro tem o seu estilo. Acho que a gente vai mostrar ao longo dessa trajetória, dessa caminhada realizações importantes do governo federal, inclusive, no tocante à vacina. O povo conhece a minha postura diante disso. Eu me vacinei, postei nas redes sociais, mostrei que estava confiando na vacina. Sempre defendi a liberdade”, comenta.

 

Guerra fiscal

 

Sobre a guerra fiscal, ele citou a necessidade de reforma tributária para o estado. Um dos problemas estaria relacionado ao ICMS, que, segundo ele, está asfixiando os setores de investimentos.

 

Cenário paulista

Sobre o cenário final na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, Freitas acredita que o panorama do estado acompanha o modelo federal, ou seja, com esquerda contra direita.

 

Sobre o candidato

Conforme informações do Republicanos, Tarcísio Gomes de Freitas nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de junho de 1975. Formado pela Academia Militar de Agulhas Negras (Aman) no ano de 1996, ele passou a atuar como oficial do Exército na arma de engenharia. Ficou no posto até 2002, quando concluiu a graduação em engenharia civil.

Exerceu a função de assessor do diretor de auditoria da área de transportes até março de 2011 e, depois, atuou como coordenador-geral da área por mais cinco meses. Em agosto de 2011, foi nomeado diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Em dezembro de 2018, foi nomeado pelo presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, para o cargo de ministro da Infraestrutura, novo nome dado à antiga pasta dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Ele ficou na pasta até março de 2022, com intenção de disputar o Governo do Estado.

 

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