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Síndrome do olho seco: doença pode causar dores e incapacitação das atividades diárias

Médico oftalmologista explica a importância da conscientização sobre a doença, que varia de casos leves à graves e prejudica a visão

Por Redação
(Atualizado em 05/08/2022 - 7h18)
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Julho é o mês de conscientização sobre uma doença que muitos não conhecem ou ignoram: a síndrome do olho seco. Sintomas como olhos vermelhos; sensação de areia, ardência; visão embaçada; intolerância à luz (fotofobia), lacrimejamento e dor podem estar presentes.

O médico oftalmologista do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) André Jerez explica que o quadro é caracterizado pela perda na homeostase da lágrima, ou seja, perda do equilíbrio na sua composição. Isso pode acontecer por três motivos:

  • Deficiência na produção de lágrima (olho seco por deficiência aquosa);
  • Alterações na composição da lágrima (olho seco evaporativo);
  • Por ambas as causas (olho seco misto).

O especialista ressalta que não há predisposição genética para a enfermidade ocular e que diversos fatores de risco podem estar presentes em um mesmo paciente. Sendo estes modificáveis ou não. Dentre os mais comuns:

  • Uso excessivo de telas, pois provocam maior evaporação e menor frequência do piscar;
  • Vida urbana: morar em cidades poluídas, uso de ar-condicionado;
  • Uso de medicamentos;
  • Alterações hormonais;
  • Menopausa;
  • Cirurgia refrativa prévia;
  • Uso de lentes de contato;
  • Doenças sistêmicas como artrite reumatoide;
  • Síndrome de Sjögren.

A identificação da doença depende do exame oftalmológico e de exames complementares específicos. O médico ainda alerta que o diagnóstico é de extrema importância, visto que as consequências podem ser graves. “Quando falamos de olho seco, temos um espectro da doença bem variável: desde casos bem leves, nos quais o diagnóstico é feito sem o paciente ter sintomas, até casos muito graves, com quadros de dor severa e incapacitação das atividades diárias.”

A partir do exame clínico, associado a exames complementares, serão avaliados quais tratamentos serão os mais adequados, já que dependem da causa e do nível da doença. O oftalmologista do BOS esclarece que inicialmente podem ser indicados: mudanças dos hábitos de vida, diminuição da exposição às telas, intervalos durante o trabalho, aumento da frequência do piscar, uso de colírios lubrificantes e géis, e retirada de medicamentos que possam causar a doença.

O uso de outros medicamentos e a realização de procedimentos como luz pulsada, oclusão ponto lacrimal e uso de lentes esclerais são indicados de acordo com a indicação clínica e a gravidade da doença.

O Banco de Olhos de Sorocaba e o Hospital Oftalmológico de Sorocaba (HOS) ficam localizados na Rua Nabek Shiroma, 210, no Jardim Emília. Para mais informações, acesse: www.bos.org.br ou ligue para o telefone: (15) 3212-7000.