'Adão Negro' é fórmula redondinha dos filmes de super-heróis

Lançamento não só veio para mudar a hierarquia de poder da DC, mas também o futuro dela; temmais.com assistiu o filme com exclusividade

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(Atualizado em 19/10/2022 - 18h27)
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Desde 2007, o The Rock (Dwayne Johnson) comenta sobre viver um personagem pelo qual pudesse demonstrar a verdadeira força de um super-herói, ou não, como é o caso do anti-herói Adão Negro que estreia agora, dia 20 nos cinemas. Não à toa digo isso, pois toda a espera e pressão em cima desse filme é perceptivelmente visto na tela, num enredo que não se arrisca em nada, segue aquela mesma fórmula de super-heróis que já vemos há anos, e convenhamos, que já está enjoativo.

Seu diferencial fica mesmo por conta do carisma do ator, que deu a vida pelo anti-herói (de fato). É notável que o The Rock passou horas treinando para dedicar ao shape de um personagem que não precisa de enchimentos no uniforme – o ator está gigante e proporcionalmente ao nível de seus poderes. O filme esbanja das cenas em câmera lenta pra mostrar ao público o nível de superioridade de seus poderes, até repetitivas vezes, ficando enjoativo e criando uma desconexão com quem está assistindo.

No entanto, as cenas de ação dominam a maior parte do filme (e que bom!), pois são nelas que o filme se consagra entregando sequências impactantes e profundas, principalmente quando a Sociedade da Justiça é introduzida. É nela que o carisma dos personagens do Gavião Negro (Aldis Hodge) e Senhor Destino (Pierce Brosnan) se destacam de todo o resto do elenco, devido ao vínculo da amizade criado entre os personagens. Já o Esmaga Átomo (Noah Centineo) é o alívio cômico do filme, sem piadas exageradas, ali na medida. A Cyclone (Quintessa Swindell) por sua vez simplesmente está lá e visualmente é bonito ver seus poderes de manipular o vento.

Visualmente o filme é bonito e repleto de explosões, com um uso excessivo de CGI (Computer Graphic Imagery, ou seja, imagens geradas por computador) que muitas vezes incomoda e até mesmo desconecta o público da cena (por mais bem dirigidas que elas sejam). Mais para o final do filme, percebemos que os efeitos não foram tão bem polidos com sequências mais embaçadas e efeitos artificiais, mas nada que vai incomodar o público no geral como temos visto recentemente em outros longas de super-heróis.

A nova hierarquia de poder prometida nas campanhas de divulgação do filme não é tão verídico assim, se levarmos em conta os filmes do passado no estúdio, como por exemplo Homem de Aço (2013), que depois desses anos se compararmos hoje, um com outro, até parecem filmes de uma mesma época. Superman ganhou um adversário a sua altura e por mais que o filme solo do Adão Negro possa não mudar o cenário dos filmes de origem de super-heróis, com certeza é um filme muito importante para o futuro da DC nos cinemas, que promete alguns embates interessantes, graças aquele velho desejo de ser um anti-herói que o The Rock tinha a anos, isso é mérito totalmente dele e de sua produtora que assina o filme a “Seven Bucks Productions”. (Colaboração: Luiz Henrique Martins)